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domingo, 16 de janeiro de 2011

VISITANDO O CADERNINHO DE ANOTAÇÕES

   Alguma vez eu devo ter falado no caderninho que tenho e que na verdade são vários.  Explico.  Gosto muito da leitura e tenho uma pá de livros.  São tantos que tive que catalogar no padrão para poder achá-los pelos códigos, os mesmos que são usados em biblioteca.   Ao invés de decorar todos os telefones, é melhor usar a Lista.    Em 94 comecei a fazer anotações num caderno espiral as partes que me chamavam mais a atenção nos livros que lia.   Ao iniciar nova leitura colocava os dados gerais da obra, data da leitura e tudo o mais.     De julho de 94 para cá são 116 livros lidos e anotados em seis volumes do caderninho.   Coisa minha.     O mais recente foi do livro da biografia da Clarice Lispector.    Um livro parrudo de mais de 600 páginas, mas de um conteúdo fantástico!   Qualquer dia volto a este livro.    Hoje, para ser "laite", leve, vou citar uma passagem que achei marcante no livro do português Miguel Torga, que chegou a morar no Brasil nos anos 20 a voltou para a Terrinha dele, se formou em medicina e além da profissão de médico, escrevia muito bem.   Dele eu li "Contos da Aldeia".    O nome dele é Alfredo de Castro, mas colocou o pseudônimo de Miguel Torga com o seguinte argumento:  Miguel em homenagem a Cervantes e Torga para se colocar mais "no chão", já que torga seria uma graminha simples de Portugal.  
     Então, vamos à citação que achei muito interessante:   "Mas a pátria é um íman...   Cada um em sua Pátria - seu ninho.   É que só nela (seu ninho) se exprimem correctamente, estão certos nos gestos, são realmente quem são"   
   (escrito em português de Portugal)


segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

A CATEDRAL DE MARINGÁ COM ENFEITE DE LUZES


foto: Poliana Lisboa

     A nossa cidade de Maringá tem um ícone que se chama Catedral Basílica Menor Nossa Senhora da Glória, mais conhecida como Catedral de Maringá.    Eu até pensava que já tinha rabiscado no blog aqui sobre o nosso ícone, mas dando uma retrospectiva nos rabiscos, percebi que tinha passado batido.
     Nossa cidade data oficialmente de 1947 e até a a década de 50 tinha uma catedral pioneira feita de madeira.  Depois foi projetada a nossa Catedral atual que foi construída na década de 50 e por volta de 1958 estava sendo erguida.   O Bispo Dom Jaime, pelo que consta, teria se inspirado nas naves espaciais da série Sputnik da antiga URSS para o desenho da nossa Catedral, que ficou como uma nave pronta para decolar.     É um verdadeiro monumento de concreto com 111 metros de altura nas paredes e uma cruz no topo completando a altura de 124 metros.  
     Pelo plano urbanístico de Maringá, atrás da Catedral fica um bairro no qual não é permitido prédio alto e isso garante uma visão majestosa da mesma.     Se ao fundo se erguessem edifícios, estes iriam afetar a paisagem na qual reina soberana a Catedral.
     Por falar em Sputnik, consta que o nome do foguete dessa série (foram vários) em russo teria algo a ver com o símbolo de estar elevado da terra, para estar mais perto do Criador.    Razoável para inspirar uma Catedral.
     A Catedral tem dois cones, um externo e um interno e entre estes há várias dependências, inclusive uma escadaria helicoidal pela qual se chega quase ao topo do prédio.     Naquela área onde se enxergam pequenos quadriculados, são janelas pelas quais há uma vista privilegiada da nossa cidade com seu traçado feito na prancheta, avenidas amplas e os dois bosques na região central.      Pena que há algum tempo uma vistoria do Corpo de Bombeiros estabeleceu alguns requisitos de corrimão para as escadarias e proteção nas janelas para evitar que algum turista mais afoito (e sempre tem algum...) arrisque a vida.      Por isso, o acesso ao topo está interditado até que as obras sejam feitas.    Menos mal, que consegui subir os degraus todos e desfrutar a beleza da vista no conjunto de janelas que se espalham pelos 360 graus do prédio que é circular.
     Uma forma que poderia ser adotada para visitas seguras mesmo na condição atual:     Que as visitas só fossem liberadas em pequenos blocos de turistas, acompanhados por um guia treinado.    Assim os turistas poderiam fazer o passeio de forma segura, sem depredar nada e nem correr risco de cometer alguma imprudência.      
    O fato é que a Catedral tem a sua beleza reconhecida por todos daqui e por todos os turistas que por aqui passam e dão uma chegadinha lá, ao menos para as fotos.    Muitos que são católicos e têm tempo, também participam das missas, pois lá, acima de tudo é um templo em plena atividade.    Sou um dos inúmeros paroquianos da Catedral de Maringá.

domingo, 19 de dezembro de 2010

O SABIÁ, O BEN-TE-VI, O CHUPIM E A PRAÇA DE MARINGÁ


                                                   
                                       (foto do www.google.com.br/images)

   Sou cliente da Banca do Gaucho que fica na praça "da Pernambucana" como chamam, apesar que a praça tem o nome de Napoleão Moreira que foi um político do passado de Maringá.   Aliás, Maringá  é uma cidade tão jovem e dinâmica que ainda não deu a devida importância à sua própria história.  A praça então não tem placas com o nome nas esquinas e ninguém sabe o nome.   
     Aqui quando alguém sugere o tombamento de um prédio histórico, vem as autoridades com um trator enorme e colocam o prédio no chão.   Pronto!   Tá tombado.    Tomara que essa maré passe e que passemos a cuidar melhor do nosso patrimônio cultural.  
    Voltemos à Banca do Gaucho.   Eu que passo em frente à banca todo dia e já sou amigo do Sr.Mateus que cuida dela, dias atrás estava atravessando a Avenida Duque de Caixas e ele me chamou para ver uma cena interessante.     Um sabiá, que vive por ali e tem criado filhotes, descobriu que bem em frente à banca, num boeiro cheio de folhas secas, etc.se criaram muitas minhocas.    E o sabiá, que gosta de minhocas, achou um jeito de ciscar ali e se fartar de alimento da hora.   Se fartar e levar para seu ninho que fica por perto.    Eu vi o sabiá em ação naquele lugar tão movimentado.
     O Sr.Mateus disse que já presenciou várias vezes o ben-te-vi que faz ninho no coqueiro do canteiro central em frente à banca, ficar de olho e quando o sabiá achava uma minhoca no boeiro, o tal espertinho dava um vôo rasante e lá se ia com a minhoca alheia.    Restava ao sabiá ciscar outra.   
     O boeiro sem manutenção, cheio de folhas e matéria orgânica, só não tem minhoca sempre, porque os taxistas desavisados, lavam o carro com uns produtos químicos e as minhocas saem em desespero para o asfalto, conforme disse o Sr.Mateus.      Depois a natureza dá um jeitinho e logo elas ressurgem em quantidade, para o sustento do sabiá e para a esperteza do ben-te-vi.
     O Sr.Mateus, que deve ter um pé na roça, observador da Natureza que é, disse que já viu em frente à sua banca, um sabiá tratando de uns filhotes de chupim.    O chupim é um pássaro preto do tamanho do sabiá e que costuma fazer uma sacanagem das grandes com outros pássaros, inclusive com o tico-tico.     Quando o chupim acha um ninho de outras aves, ele bebe os ovos e coloca os seus nesse ninho e a dona do ninho, coitada, choca com seu jeito e coração de mãe e como não tem preconceito de cor, sendo ave parda como o sabiá e mesmo o tico-tico, não estranha e cria o guloso filhote de chupim que é visto batendo as asas de bico aberto, atazanando a vida da mãe adotiva, sempre pedindo mais e mais comida...
     Daí que se diz que alguém que vive nas costas dos outros é um verdadeiro chupim...
     Pois segundo o Sr.Mateus, tem também chupim por aqui pela praça, inclusive.

sábado, 11 de dezembro de 2010

EM BELO HORIZONTE, OBRAS DE OSCAR NIEMEYER I




    Foto:   Poliana Lisboa


     Obras do arquiteto Oscar Niemeyer - Igreja de São Francisco de Assis - margem do Lago da Pampulha

     Eu não conhecia BH mas sempre que se fala naquela capital, um dos pontos de destaque é a Lagoa da Pampulha e ao ir visitar aquela capital, coloquei a Pampulha no roteiro.   No entorno do lago cujo perímetro tem ao redor de 15 km, bem cuidado e urbanizado, há bairros com ótimas casas de frente para a Lagoa.    O destaque fica por conta das várias obras do arquiteto Niemeyer como a Casa de Baile, o Museu da Pampulha, a Igreja de São Francisco de Assis e o Iate Clube.
     Diga-se de passagem, BH tem alguma preocupação em dar um certo apoio logístico aos turistas e um desses aparatos é um bem montado quiosque hexagonal com tijolos à vista nos pilares e paredes de vidro e cobertura em telhas cerâmicas.   Lá dentro, pessoas para dar informações turísticas e guias impressos para distribuição aos interessados.     Como nos vidros não ficava claro o lugar da porta, sugeri que se coloquem tarjas próprias nos vidros para evitar que as pessoas se confundam ao tentar entrar no quiosque.    Afinal, cada vez mais haverá gente da melhor idade passeando e todo o cuidado ajuda.     
    Voltando à Igreja de São Francisco.    Feita na década de 40 pelo renomado arquiteto que é comunista com um desenho super inovador, demorou para receber a benção da Igreja Católica.   Só depois de ao redor de duas décadas, passou a ser incorporada ao aparato da Diocese local.
     A igreja é pequena, foi restaurada recentemente, não tem os bancos internos e funciona atualmente mais como um pequeno museu pois o prédio em si é uma obra de arte de raro valor.    No fundo do local do altar, um mural enorme de Cândido Portinari, numa representação de São Francisco retirando as vestes num ato de rompimento com os bens materiais para viver na pobreza e fraternidade.   Só que a obra não pode ser fotografada   (falo do mural dentro da igreja).     Tem nas laterais internas pinturas em cerâmica em tom de azul como nas cerâmicas portuguesas, cenas com São Francisco e pássaros num nível e peixes mais abaixo.
     Ir na Pampulha é um convite para uma caminhada longa ao longo de sua margem e paradas obrigatórias para ver as obras do mais que centenário Oscar Niemeyer.    Valeu a pena.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

DIRETO DAS MINAS GERAIS. BH E OURO PRETO

                                          Foto pela filha Poliana
   Minha filha vinha prestar um concurso aqui em BH neste domingo e como ela me convidou, resolvi aceitar a montamos a programação com o concurso dela no domingo e turismo na segunda, terça e retorno na quarta.   No fim de semana, já conseguimos fazer um pequeno tour por BH.    E hoje, segunda, fomos para Ouro Preto e mesmo sendo o dia de folga em que as igrejas históricas não abrem ao público, valeu a pena, pois ainda sobrou muita coisa para visitar.
     Ouro Preto, patrimônio da humanidade, declarado pela Unesco, é um museu a céu aberto.   Muitos casarões bem conservados.    Quando tiver uma folguinha e estiver menos cansado, vou abordar os detalhes da viagem, com fotos.   Achamos o local maravilhoso.    E haja pernas para subir ladeira, descer ladeira!!!!   

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

DR. LAIR RIBEIRO, A PALESTRA E O PRESENTE EM CORNELIO


                      Crédito da foto: www.panoramio.com/photo/472576

    Vida de bancário tem essa de às vezes a gente ter que juntar a família e mudar de cidade, o que não é meu forte.   Eu diria que é quase genético meu jeito de ancorar num lugar e procurar crescer por lá mesmo, apesar de saber que não passo mais dos 1,70 metros.   Um belo dia, estávamos morando em Cornélio Procópio, onde permanecemos por um ano.   Foi um período meio desajeitado, pelo fato de que eu trabalhava em Santo Antonio da Platina, distante 90 km.de Cornélio, mas fomos morar nesta última porque uma das filhas passou no teste para cursar o nível médio no CEFET Centro Federal de Educação Tecnológica, onde ela cursou um ano e fez um punhado de amigos que permaneceram.    E eu também tenho alguns amigos que fizemos por lá.    Um belo dia, fico sabendo que o Dr.Lair Ribeiro, médico de renome, especialista em Neurolinguística, com uma pá de livros publicados, ia dar uma palestra no clube da cidade.    Tratamos de reservar nossos ingressos com boa antecedência e no dia marcado, estávamos lá no clube lotado.    Na entrada do palestrante, houve um aparato de som e luz no palco para receber o ilustre palestrante.
     Eu, como de costume, anotei a síntese da fala dele e coloquei no word e guardo com carinho e muitas vezes repasso aos amigos.   Para mim, o ponto alto da fala dele que eu guardo mais se referia ao perdão.   Ele disse que o perdão, além de ser algo essencial dentro da fé cristã, é também uma questão de inteligência. Perdoar de fato é tirar um fardo dos ombros e assim viver liberto, mais leve e feliz.   
     Ao final da palestra, a comunidade tinha um presente, uma lembrança para o doutor Lair.     Quando fizeram a entrega, eu tive a idéia de dizer aos da família que estavam ali presentes:   dentro desse pacote, só pode ter uma pequena estatueta do Cristo, réplica da estátua do Cristo que reina soberana no local mais alto da cidade, para todo mundo ver.    Eis que o homem abre o presente e não deu outra.   Uma bela estatueta do Cristo.    Rimos com o acontecido e voltamos para casa com a certeza de que o ensinamento do dia foi muito bom para nós todos.  Valeu a pena e valeu muito.    Seria o caso até de pegar logo um livro dele para dar uma lida, que deve ter muita coisa boa.     








           

sábado, 6 de novembro de 2010

PITANGUEIRAS - PARANÁ - A CIDADE DIGITAL

                                                                   foto: ***

     Antes de conhecer a jovem e dinâmica Pitangueiras, estudei com um cidadão daquela cidade, que ficou meu amigo.   Estudávamos na FECEA de Apucarana PR onde eu morava com a família e meu amigo Paulo Sergio, já funcionário da Prefeitura de Pitangueiras, fazia o curso de Administração em Comércio Exterior comigo, após ter feito na mesma faculdade o curso de Administração Pública.
     Eu sempre me interessei em assuntos da administração pública, porque acho que o poder público tem que prestar o melhor de si para os cidadãos.     E sempre conversava com meu amigo Paulo Sergio, que já tinha bagagem teórica e prática sobre o assunto e imagino hoje quanto mais de conhecimento ele adquiriu no ramo, já tendo feito até MBA.
     O meu trabalho acabou me levando algumas poucas vezes até Pitangueiras que fica perto de Rolândia, de Astorga, de Arapongas e mesmo de Maringá.   Cidade pequena, pacata e tudo em seu lugar.    Na zona rural, ainda tem bastante lavoura de café, cultura que foi no passado a semente que fez germinar a povoação que veio a ser Pitangueiras.   Consta que o município tem a maior produtividade de café por unidade de área no estado do Paraná.     Isto traz prosperidade ao povo do município.
     Fiquei sabendo que a prefeitura de Pitangueiras há tempos resolveu implantar um projeto inovador em termos de Paraná e, podemos dizer, até de Brasil.   Foi implantado um sistema bancado pelo poder público municipal, pelo qual a cidade tem o sistema wire less e assim todos têm acesso a internet sem fio na zona urbana em cem por cento da cidade.    Virou a Cidade Digital e não deixou por menos, colocando na rede mundial o seu site oficial do município, com direito a muitas informações sobre a cidade, no interesse da população.    Algo para servir de exemplo.
     Entrei no site de Pitangueiras e vi em destaque o IDH do município – o Índice de Desenvolvimento Humano.   Muito bom sinal, porque quem divulga o IDH é porque está preocupado de fato com sua população.   Basta ver que pouca gente toca nesse assunto e até foge dele na administração pública.   Ponto a mais para Pitangueiras.
     Tenho notícias de que Pitangueiras também conquistou o status de município livre do analfabetismo, o que tem que ser saudado e comemorado.
     Atualmente há verbas federais e mesmo estaduais para uma porção de finalidades e cabe aos municípios saberem o que querem de melhor aos seus cidadãos e elaborarem bons projetos.     Bons projetos dizem por si e são um grande passo para se conquistar verbas, às vezes até a fundo perdido.     Pitangueiras é craque nisso (show de bola, como diz o Luciano Hulk).      Por tudo isso e muito mais, sou fã da pacata, jovem e progressista Pitangueiras.       www.orlandolisboa.blogspot.com                                *** foto importada do site de Pitangueiras-PR