Alguma vez eu devo ter falado no caderninho que tenho e que na verdade são vários. Explico. Gosto muito da leitura e tenho uma pá de livros. São tantos que tive que catalogar no padrão para poder achá-los pelos códigos, os mesmos que são usados em biblioteca. Ao invés de decorar todos os telefones, é melhor usar a Lista. Em 94 comecei a fazer anotações num caderno espiral as partes que me chamavam mais a atenção nos livros que lia. Ao iniciar nova leitura colocava os dados gerais da obra, data da leitura e tudo o mais. De julho de 94 para cá são 116 livros lidos e anotados em seis volumes do caderninho. Coisa minha. O mais recente foi do livro da biografia da Clarice Lispector. Um livro parrudo de mais de 600 páginas, mas de um conteúdo fantástico! Qualquer dia volto a este livro. Hoje, para ser "laite", leve, vou citar uma passagem que achei marcante no livro do português Miguel Torga, que chegou a morar no Brasil nos anos 20 a voltou para a Terrinha dele, se formou em medicina e além da profissão de médico, escrevia muito bem. Dele eu li "Contos da Aldeia". O nome dele é Alfredo de Castro, mas colocou o pseudônimo de Miguel Torga com o seguinte argumento: Miguel em homenagem a Cervantes e Torga para se colocar mais "no chão", já que torga seria uma graminha simples de Portugal.
Então, vamos à citação que achei muito interessante: "Mas a pátria é um íman... Cada um em sua Pátria - seu ninho. É que só nela (seu ninho) se exprimem correctamente, estão certos nos gestos, são realmente quem são"
(escrito em português de Portugal)

