Nos dias 17 e 18 de março haverá o show Viva Elis no Teatro Oficina da UEM. O espetáculo fica por conta do grupo Samba Sim e os ingressos podem ser adquiridos (conforme consta em O Diário) no ponto de venda - Genko Mix (Maringá Park) 15,00 por pessoa. O espaço lá no teatro é pequeno e quem gosta do gênero, é bom correr e garantir o ingresso.
Dia 17 o início do show está marcado para 21 horas
Dia 18 - para 20 horas.
Uma vez já vi uma apresentação do grupo e vou repetir a dose com certeza!
orlando_lisboa@terra.com.br
segunda-feira, 12 de março de 2012
sexta-feira, 9 de março de 2012
UMA BREVE HISTÓRIA DA QUENGA - DIRETO DE MACEIÓ
foto de hotfrog.com.br para ilustrar o texto
Um passeio para ter menor risco de imprevistos, sempre é bom ter por trás, uma boa empresa de turismo com gente capacitada e um roteiro bem planejado. Ora pois! Guia de turismo tem a obrigação de estudar os aspectos históricos do lugar visitado e muito mais. Enquanto passeia com os turistas, o guia vai explicando aspectos pitorescos do lugar. Nesse contexto, veja a explicação que ele deu para o termo Quenga na forma que nos chegou pela TV em rede nacional. Quenga ficou sendo sinônimo de prostituta. Ele disse que as casas primitivas do interior de Alagoas em particular e de vasto território do Brasil eram feitas de taipa, onde se usa madeira nas paredes e barro. Pois bem. O barro era amassado com os pés e muito comumente em mutirão. Para dar ritmo ao trabalho e torná-lo mais agradável, o pessoal passou a usar a cuia do coco cortada ao meio para bater uma parte contra a outra, fazendo aquele barulhinho no ritmo. Essa cuia se chama quenga no Nordeste.
Acrescentou o guia que as escolas colocaram no currículo o estudo do folclore regional e em certo tempo os alunos levavam duas quengas para dançar o coco nas aulas de folclore. Como já diz a letra do Rei do Baião: "Toda menina quando enjoa da boneca é sinal que o amor..." Pois de vez em quando, alguma menina zarpava da aula e saia pelas ruas atrás dos seus namoricos mais ou menos apimentados. Vai daí que a vizinhança botava reparo e dizia: Lá vai a outra com suas quengas ladeira abaixo. Assim as quengas (cuias) do coco emprestaram o nome às que gostavam de gazetar aulas e dar seus pulinhos por ai.
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o que é quenga
terça-feira, 6 de março de 2012
MACEIÓ TEM ESTÁTUA DA LIBERDADE TAL QUAL NY, OXENTE!!
a foto é do site www.eujafui.com.br
Pois é. Fazendo um city tour em Maceió, capital de Alagoas, eis que deparo com uma estátua que é uma réplica em tamanho menor, da estátua da Liberdade, daquela que tem em NY. Pois segundo consta, esta de Maceió, que fica na Praça Dois Leões, em frente ao Porto de Maceió e tendo ao fundo o MIS Museu da Imagem e do Som da cidade, foi feita na mesma fundição e também é do mesmo autor da estátua de NY. O criador da estátua seria Frédéric Auguste Bartholdi.
Esta de Maceió, segundo a literatura, tem mais de cem anos e está lá fazendo parte do patrimônio arquitetônico da cidade que tem inclusive obra do nosso Oscar Niemeyer na avenida da orla marítima, na praia de Pajuçaras, região central da capital alagoana. Esta obra é o Mausoléu do ilustre político Teotônio Vilela, que foi um lutador, ao seu modo, pela democracia neste chão. É isso aí!
orlando_lisboa@terra.com.br
sábado, 18 de fevereiro de 2012
VISITANDO O MUSEU OSCAR NIEMEYER EM CURITIBA
Fui com a família a Curitiba para o casamento de uma amiga da família no sábado passado. À tarde, enquanto as mulheres estavam no salão de beleza por horas, resolvi ir visitar o Museu Oscar Niemeyer, também chamado de MON e de Museu do Olho, por causa da forma de um grande olho na arquitetura da obra do museu.
O MON tem acervo próprio e exposições temporárias, com obras itinerantes. Na ocasião da minha visita, um dos destaques era as gravuras de Goya, o renomado pintor espanhol. Todos os quadros do tamanho de um caderno pequeno, em preto e branco, sempre com legenda do autor. As obras relembram as charges dos nossos cartunistas atuais. Fina arte nos traços e crítica mordaz nos textos. Muito interessante.
Em outra sala, fotos em preto e branco do europeu Antanas Sutkus. A coleção ganhou o título de “Um Olhar Livre”. Fotos de rara expressividade, geralmente captadas no cotidiano das pessoas, de gente simples.
Numa sala, maquetes e traços do arquiteto Oscar Niemeyer. Maquetes de algumas das obras dele que já estão construídas no Brasil e no mundo. Há até mesquita construída no mundo árabe, concebida pela genialidade do renomado Niemeyer.
Numa sala, muitas esculturas em bronze, madeira, metal, cerâmica, etc. Obras de muitos autores conhecidos e não conhecidos do grande público.
Na parte de artes plásticas, entre outras, um quadro da pintora brasileira Djanira que, se me lembro, foi contemporânea de Tarsila do Amaral. Era permitido fotos, desde que, sem flash e eu consegui tirar algumas com o celular.
A exposição de maior impacto para mim foi a “Brasilianas” da Fundação Itau Cultural. O Sr.Olavo Setúbal, que foi o majoritário naquele banco, foi colecionando por anos obras de arte e peças que ao seu ver ajudaria a contar a história do Brasil desde a sua colonização. Dentre as obras, tem até um brasão original (aproximadamente de 80 x 80 cm) que pertenceu a Maurício de Nassau. Há uma coleção de moedas pequenas, quadradas, que circularam em Pernambuco no tempo dos Holandeses.
Ainda no tema Brasilianas, livros originais editados na Europa, com gravuras da nossa fauna e flora retratados por naturalistas europeus que fizeram expedições científicas ou exploratórias pelo Brasil colônia. Um desses foi Martius que deixou editado um livro que é traduzido para o português e é muito interessante para se ter uma visão de como era o cotidiano do povo “no Brasil” antes de ser o povo do Brasil.
Achei que a “Joia da Coroa” da coleção Brasilianas é uma coleção de doze volumes, em tamanho enorme (uns 40 x 60 cm), impresso na Holanda ou na França, ricamente ilustrado com mapas da América do Sul, destaque para o Brasil dos primeiros tempos.
A Fundação Itau Cultural editou um livro com o nome de Brasilianas, que tem ao redor de 700 páginas e umas 2.500 ilustrações e traz um resumo do material que consta na exposição. Consultei depois na internet e o livro está no mercado por preços ao redor de R$.170,00, por ser bastante ilustrado, o que encarece bastante a obra. Vou tentar adquirir um exemplar para consulta.
O ingresso no MON custa quatro reais para adulto, dois para estudantes e eu não paguei nada, por causa dos cabelos brancos. Idoso não paga. Um passeio que recomendo. Visitar um museu é viajar no espaço e no tempo.
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sábado, 28 de janeiro de 2012
O PARANÁ (BRASIL) TAMBÉM TEM SERINGAIS
foto ilustrativa do site http://www.pactodasaguas.org.br/?mod=21
Quando se fala em seringais, comumente nos lembramos da Amazonia brasileira, berço da espécie de seringueira rica em látex de uso comercial. Atualmente o Brasil importa grande parte do látex que precisa e a fonte está em países da Ásia como Malásia e outros mais. Vai um pouco desse produto para dar "liga" nos pneus feitos de petróleo; para fabricação de camisinhas e uma infinidade de outros usos.
Nos tempos atuais o estado que mais produz látex no Brasil é São Paulo, onde também fica grande parte da indústria que usa a matéria prima em seu parque industrial. Por outro lado, no Paraná vem despertando interesse a cultura da seringueira inclusive para a Agricultura Familiar. Ocupa mão de obra, usa-se pouco agrotóxico, não sofre tanto com problemas de secas dando uma renda estável e tem mercado garantido.
Quem reside em Maringá-PR e região, tem não muito distantes alguns seringais em plena produção, sendo que conheço de passagem três. Um deles fica bem perto da rodovia que liga Maringá a Nova Esperança, pouco antes (400 m) do trevo que segue para Atalaia. Nesse ponto atualmente nos dois lados da rodovia tem eucalipto e seguindo à esquerda uns 300 m já se chega a um pequeno seringal em produção, de um produtor de Nova Esperança - PR.
Em Alto Paraná-PR, distante 15 km de Paranavai, uns 200 metros após o trevo de Alto Paraná rumo a Paranavai há outro pequeno seringal comercial ao lado direito da rodovia, visível a partir da mesma.
O maior e mais antigo seringal do Paraná, inclusive com várias citações na internet, é o localizado ao lado esquerdo da rodovia que liga Paranacity a Paranapoema-PR, neste último município, uns 2 km antes de chegar na cidade. Pertence à Companhia Melhoramentos Norte do Paraná.
Se o intuito é cultura geral, está aí a citação e se alguém tem interesse em investir nessa atividade de potencial, não se esquecer, antes do mais, consultar um profissional de confiança para elaborar um estudo de viabilidade técnica e econômica. Segurança tem algum custo, mas tem lá muitos benefícios e pode nos livrar de eventual dor de cabeça por decisões empíricas.
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
FRASE QUE ME PARECE UMA PÉROLA
foto by: fotosearch
Ontem, dia 19-01-12, ouvindo no carro a CBN local de Maringá-PR, dois comentaristas da tarde estavam fazendo considerações sobre uma porção de coisas que andam por aqui e pelo mundão afora, aí englobados navio tirando fininha nas pedras, música Ai, Se Eu Te Pego, servidor do alto escalão do governo federal morrendo por falta de atendimento nos hospitais de Brasilia, etc, etc. No contexto, um deles me saiu com esta que achei bem a calhar sobre tudo isso: "PARECE QUE O NADA TOMOU CONTA DE TUDO".
orlando_lisboa@terra.com.br
Ontem, dia 19-01-12, ouvindo no carro a CBN local de Maringá-PR, dois comentaristas da tarde estavam fazendo considerações sobre uma porção de coisas que andam por aqui e pelo mundão afora, aí englobados navio tirando fininha nas pedras, música Ai, Se Eu Te Pego, servidor do alto escalão do governo federal morrendo por falta de atendimento nos hospitais de Brasilia, etc, etc. No contexto, um deles me saiu com esta que achei bem a calhar sobre tudo isso: "PARECE QUE O NADA TOMOU CONTA DE TUDO".
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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
O CORDEL COM A CORDA TODA - INSPIRANDO AUTORES FAMOSOS
Eu sempre admirei a cultura popular do nordestino porque, além da riqueza e diversidade, o povo nordestino tem uma série de peculiaridades pouco comuns no Brasil. Eles tem uma identidade, digamos assim. Fora o nordestino, encontramos isso no povo gaúcho. Somos um país novo levando em conta a colonização e coisa e tal e estamos em formação. Somos de berço nessa de ter uma identidade própria, mas já temos muita coisa nossa para nos apegarmos e até para mostrar ao mundo.
O cordel nordestino por exemplo, que sempre acompanhei e agora com a internet fica mais fácil o acesso, anda sendo objeto de estudos e teses acadêmicas no Brasil e no Velho Mundo. E continua fazendo sucesso como arte popular, o que é ótimo. Na época do Natal, vi um texto no Youtube onde havia um Cordel de Natal, contando a história do nascimento de Cristo todo rimado e ilustrado no puro modo do cordel. Primoroso.
Dias atrás no Globo Rural vi uma entrevista com o Ariano Suassuna, autor de vasta obra, dentre elas "O Auto da Compadecida", a peça que popularizou via TV o personagem Chicó e outros mais, com sua frase "Só sei que foi assim..". Pois para minha surpresa, o Suassuna diz que nessa sua obra contou com a inspiração na arte popular do seu nordeste. Citou dois cordéis, um deles "O enterro do Cachorro" e outro, "O cavalo que defecava dinheiro". Claro que o Ariano com sua maestria criou algo original, mas teve inspiração na arte popular e ele fez questão de destacar na TV. Muito bom!!!
Outra coisa que andei até pesquisando mas não achei a "amarra" no Santo Google, numa busca bem sumária, foi o seguinte: Um dia eu estava lendo na Biblioteca de Nova Esperança-PR um livro do Graciliano Ramos - a obra Alexandre e Outros Heróis, cujo personagem Alexandre vem de outra obra dele, de 1944 e lá "achei" a fonte da inspiração do nosso monstro sagrado do humor - Chico Anysio para o personagem Pantaleão. Um baita personagem, diga-se de passagem. O curioso é que, lendo o livro Alexandre e Outros Heróis, o protagonista dessa ficção, o Alexandre, seria ao meu ver o próprio Pantaleão, lá dos idos de 1944. Quem gosta da literatura, dá para conferir no livro do Graciliano Ramos.
É a arte popular conquistando a TV, grandes platéias por aqui e ganhando o mundo com méritos.
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