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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

TURISMO EM SÃO LUIS-MA - POR QUE VISITAR ALCÂNTARA?

                       
                                         


  foto de   Orlando Lisboa de Almeida - blog www.orlandolisboa.blogspot.com.br 

   Eu já fiz uma matéria neste blog sobre o Centro Histórico de São Luis-MA que contém um conjunto arquitetônico (mais de 3.500 casarões tombados pelo patrimônio histórico) considerado pela ONU como Patrimônio da Humanidade.     A cidade começou a ser povoada em 1623.   
      Bem pertinho de São Luis, ao redor de 22 km por mar, está a cidade também histórica de Alcântara-MA que tem muita história (data de 1648) e um belo Centro Histórico com seu casario colonial português digno de ser visitado.    A cidade tem uma base de lançamento de foguetes operada pela Aeronáutica e se não é aberta à visita  (CLA Centro de Lançamento de Alcântara), esta tem um pequeno museu com sala de projeção de vídeos para orientação aos turistas.    Tem também o trajeto de barco que é bastante seguro.  A cidade é bastante visitada por turistas o ano todo e tem uma infra estrutura de informação ao turista bem próximo ao local de desembarque.
     A cidade de Alcântara viveu período de prosperidade na época colonial, quando tinha seus barões, nobres e muitos escravos.    Passado o período colonial e da escravidão, o local entrou em decadência e hoje é uma pacata cidade com seus vinte mil habitantes aproximadamente.   Possuem inclusive um IF Instituto Federal que ministra cursos de curta duração para profissionalizar os jovens locais e prepará-los para o mercado de trabalho.   Cursos nas áreas como Turismo, etc.
     COMO CHEGAR
     O turista tem como uma opção ir de barco, que sai cedo (cedo demais para o meu gosto - 7 h) do cais ao lado do Centro Histórico de São Luis e que fica perto de uma das pontes da baia.   O custo por passageiro é de doze reais (agosto-13) de ida e mesmo valor na volta.   A volta é no horário das 15.30 h e no dia que viajei foi bem pontual nos dois sentidos.
     GUIAS LOCAIS
     Muita gente já vai com pacote feito previamente em agências de turismo mas eu resolvi ir por conta e contratei um guia local com mais um grupo de turistas avulsos.   Deu tudo certinho no caso e ficou em conta  (paguei 10,00 para o guia que dirigiu mais de 15 pessoas no giro).     
     DURAÇÃO
     A viagem no barco (22 km - se enxerga Alcântara a partir de São Luis) por mar dura uma hora e vinte minutos. 
     O passeio dura das 8.30 até ao redor de 12 h quando o sol lá já está bastante forte e o chapéu ou boné e filtro solar, além de óculos de sol (e água) são imprescindíveis.
     O QUE SE VISITA
     O casario do Centro Histórico, as igrejas, o Museu da praça (com monitores do próprio museu, bem preparados) e o Show Room do CLA Centro de Lançamento de Alcântara.   Este último fica no centro histórico ao passo que a base em si (O CLA) fica retirado da cidade.
     ALMOÇO
     Almocei no local próximo ao cais de embarque e desembarque como a maioria dos turistas e a comida é simples e razoável, porém a pessoa após almoçar fica num "buraco negro"sem um local adequado para matar as horas até o horário do barco da volta que é 15.30 h.
     Sugiro a quem vai lá ficar esperto com esse buraco negro e uma dica poderia ser, em pequenos grupos, tomar um taxi ou mesmo uma Van e irem conhecer o centro comercial da cidade e quem sabe mesmo almoçar no centro onde suponho que possa haver restaurantes mais confortáveis e quem sabe até com ar condicionado.    Poder também conhecer um pouquinho do dia-a-dia do povo local e quem sabe conhecer de passagem o IF Instituto Federal que está com a página na internet "em construção" e por isso, com pouca informação sobre o mesmo.

     PRÓXIMO CAPÍTULO -  A VISITA EM SI AO CENTRO HISTÓRICO DE ALCÂNTARA E SUAS LENDAS.                            orlando_lisboa@terra.com.br 

sábado, 7 de setembro de 2013

TURISMO - CENTRO HISTÓRICO - SÃO LUIS DO MARANHÃO


                                                             

           foto by:   https://www.google.com.br/search? q=foto+do+palacio+dos+leoes&oq=foto+do+palacio+dos+le&aqs=chrome.1.69i57j0l3.8083j0&sourceid=chrome&ie=UTF-8
                                        PALÁCIO DOS LEÕES - SÃO LUIS - MA

     No mes de agosto de 2013 estive visitando São Luis do Maranhão, com visita por dois dias aos Lençois Maranhenses (matéria anterior deste blog), por um dia a Alcântara-MA que também tem um centro histórico muito interessante.   Ficamos três dias em São Luis e não deixamos de fazer uma visita ao centro histórico.   
     Na verdade, resolvemos fazer primeiro um tour por conta própria pela manhã e fomos caminhando, caminhando, olhando, fotografando, nos informando e vamos que vamos.   Almoçamos por lá e fomos seguindo no rumo do ponto de taxi.   Paramos para tomar um sorvete e comentei que estava voltando sem um detalhamento dos prédios visitados e uma senhora portuguesa da sorveteria, num gesto de pura simpatia, enquanto eu tomava o sorvete foi na proximidade e contatou um guia e me indicou.    O preço que ele cobrava era adequado e havia mais um casal (ele jornalista do RJ) no mini pacote.   Fizemos o tour de novo, desta vez com um monitor.
     Consta que São Luis se iniciou em 1612 pelos franceses e o nome tem a ver com o Rei Luis da França da época.   Em 1615 os portugueses expulsaram os franceses de São Luis.   Por volta de 1640 (sem o rigor das datas), foi a vez dos holandeses se estabelecerem em São Luis e mais uma vez os portugueses expulsaram os forasteiros.
     Um detalhe - no centro histórico a fiação elétrica é subterrânea para não afetar o visual do casario do estilo e da época colonial portuguesa.
     PALÁCIO DOS LEÕES  -  Um prédio muito imponente perto do mar, num lugar que tinha sido no passado um forte para rechaçar eventuais ataques de inimigos por mar.   O prédio está em pleno uso pelo governo do Estado do Maranhão.   Parte do mesmo é aberto a visitação e circulamos pela área que é bem interessante.   Tem um variado mobiliário, decorações e obras de arte como tapeçaria, artes plásticas e afins.       O teto foi rebaixado para comportar o ar condicionado de forma mais econômica, mas procuraram até certo ponto respeitar a forma do teto acima.
     CASA DE GRAÇA ARANHA -   O escritor passou parte da vida morando num sobrado perto da praça onde tem o Palácio dos Leões e o Palácio da Justiça.      Por falar em Graça Aranha, o guia disse que o Maranhão tem vários escritores famosos e intelectuais da época colonial que foram estudar na Europa.   O acesso de navio na época, devido às correntes marítimas favoráveis a partir do Maranhão, era muito mais fácil rumo a Portugal do que ao Rio de Janeiro que era a sede do governo do Brasil.
     IGREJA DE NOSSA SENHORA DA VITÓRIA  -  teria demorado quase trezentos anos para ficar pronta.  1629 a 1922.  É um prédio bem imponente e está em atividade e aberta à visitação.    Diz  o guia que na época era praxe em Portugal considerar a igreja pronta quando tivesse inclusive duas torres e esta igreja teria sido construida com uma só para conseguir mais verba e mais verba de Portugal para a obra.   Já existia (claro!) o jeitinho brasileiro...     N.Sra. da Vitória - Padroeira de São Luis.    O padroeiro do Maranhão é São José de Ribamar   (nome inclusive do José Sarney)
      CASARIO  -  com os revestimentos da fachada em azulejos portugueses.    O curioso é que os azulejos, além de decorativos, tinham também uma finalidade prática de evitar o bolor das paredes num lugar perto do mar, sempre exposto à umidade.   Belos casarões, a maioria deles muito bem conservados.     Os telhados com eira e beira.   Aquelas fileiras de telhas que fazem a água de chuva pingar longe das paredes e das sacadinhas.   Casarão com eira e beira era símbolo de casa de nobre.
     Sobrado - consta que seria porque na parte térrea teria espaço para o comércio e o que havia sobrado, acima, seria destinado à moradia do dono.
     PALÁCIO DA JUSTIÇA -   O Forum local é um prédio bastante imponente e bem conservado na sua fachada.  Não visitamos o prédio por dentro, o qual está em atividade.
     LARGO DO CARMO -   Na esquina do largo da Igreja do Carmo, há um casarão de dois andares que seria o maior casarão colonial português no Brasil.   Imponente.
     TEATRO ARTHUR DE AZEVEDO -   Visitamos o prédio que foi feito por empresários no passado e depois não conseguiram mantê-lo e repassaram para o poder público.   Sempre funcionou e está em ótimo estado.   Vistamos por dentro o teatro, com visita inclusive aos camarotes.   Valeu a pena.
    Consta que o Teatro seria construido de frente para a praça do Carmo e a Igreja teria vetado por ser uma casa profana na praça que era de cunho religioso.    Fizeram na rua lateral, no meio do quarteirão.
     O Teatro seria de 1817 e tem 756 lugares e foi construido quando a cidade tinha apenas 8.000 habitantes e teriam feito para aproximadamente 10% da população a sua capacidade.   Bem ambicioso.
     No centro histórico são ao redor de 3.500 casarões tombados pelo Patrimônio Histórico.  É Patrimônio Histórico da Humanidade o centro histórico de São Luis.  Tem normas para uso, conservação e restauração.
     Terra de Humberto de Campos (escritor), poeta Ferreira Gullar e outros mais.   Valeu a pena visitar o lugar e seus monumentos.     Em tempo, fomos também ver o Museu da Cultura Popular onde monitores treinados explicam as peças, a maioria focadas em temas afros como candomblé.  
     

     

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

TUTA - UMA PERSONALIDADE PURA DE ALMA QUE VIVEU PELAS RUAS DE MAUÁ-SP

TUTA - UMA PERSONALIDADE PURA DE ALMA QUE VIVEU PELAS RUAS DE MAUÁ-SP
Por Orlando Lisboa Almeida.

     Eu sempre tive um carinho especial em relação àquelas pessoas simples que vivem pelas ruas das grandes ou mesmo das pequenas cidades.  Podem haver muitas razões para eles viverem nas ruas e no caso do nosso heroi Tuta, me parece que ele ficava na rua mas não morava na rua.   Ele tinha uns neurônios a menos, mas era uma pessoa de bem que não fazia o mal a ninguém - pelo contrário - vivia cuidando dos carros na Avenida Barão de Mauá, esquina com a Praça XXII de Novembro.   Isto lá pelos anos 70.    Claro, estatura media, magro, cabelo curto, era visto diariamente por aquele trechinho do centro de Mauá.    
     Ganhava uns trocos para cuidar dos carros estacionados e reforçava o ganho com um baldinho de água e um pano meio encardido.    Costumava dar um trato jogando um pouco de água no carro (uma benzida), uma esfregada com o pano e ao menos a poeira saia e o carro ficava quase novo em folha.   Ou nem tanto, mas melhorava.  E ficava a cargo do freguês dar uma gorjeta ou não.  Geralmente saia a groja.
     Pois consta que um dia três amigos bancários ali no pedaço (um do Noroeste, outro do Bamerindus e um do São Caetano), resolveram fazer uma pequena sacanagem com o Tuta que seria palmeirense roxo.    O sonho dele era jogar no Palmeiras.   Pois os amigos forjaram um "documento" que constava ser um "Atestado de Óbito" e no texto dizia que o Tuta estava apto para jogar em qualquer time profissional e no Palmeiras em particular e que ele estava CONTRATADO.   E Fizeram um cheque Mandrake com um valor tipo doze milhões "visado" em nome do Tuta.   Este ficou em estado de graça e exibia seu "Atestado de Óbito - Contrato com o Verdão" e o seu cheque.   Dizia que dali a poucos dias seria sua estréia triunfal.   
     Esse episódio passou, o tempo passou e o Tuta continuou mesmo dando um duro por ali.      Consta que numa noite de inverno ele teria dormido na rua   (nunca constou que ele bebia bebida alcoólica) e teria sido encontrado de manhã morto, sentado, encolhido, recostado na porta de uma loja ali do centro onde ele costumava ficar cuidando de carros.       Para mim e para muitos, o Tuta não morreu e não morrerá nunca - na nossa memória.    Muito axé, amigo Tuta!   Esteja bem, onde estiver!

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

TURISMO NOS LENÇOIS MARANHENSES (II) RIO PREGUIÇA

    
                                                   
      Foto do Caburé -  restinga, tendo o Rio Preguiça à direita e o Mar à esquerda.
          Foto by:  http://www.google.com.br/imgres?imgurl=https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhkyDR9fgOv3KCGMAX1P3JXb6ILfhb278JpyPcvtMtXWadhyBnljrLSeSaZQSkNYDPwWP7CXPDi6VW_6eG1gKFjKnYG99qLC4jqAcC2dy4a00l4J5POJWHQxK2noeTIssXbUN5YlJpcRGXW/s400/cabure_len%25C3%25A7%25C3%25B3is+maranhenses.JPG&imgrefurl=http://jornaldaparnaiba.blogspot.com/2012/12/lencois-maranhenses-mandacaru-atins.html&h=1200&w=1600&sz=1155&tbnid=4YMmnUZOP3m_KM:&tbnh=87&tbnw=116&zoom=1&usg=__JoLnI2LoIOGBqhP_fAT4j_jniEo=&docid=45CrkBIjbOI3wM&sa=X&ei=3Y0nUvf-H5KK9gS4k4GIBA&ved=0CFwQ9QEwDg&dur=2412#imgdii=4YMmnUZOP3m_KM%3A%3BFIs4Ani74mK3UM%3B4YMmnUZOP3m_KM%3A               


 Fizemos um pernoite em Barreirinhas-MA que é um portal de entrada para conhecer os Lençois Maranhenses, um formidável conjunto (155.000 ha) de dunas que na época das águas abriga uma infinidade de lagoas de água doce das chuvas.   O lugar é ímpar e deslumbrante.    Na matéria anterior eu falei sobre as dunas em si.   Hoje vou falar um pouco do passeio que fizemos numa "voadeira", como são chamados esses barcos de alumínio com motor de popa (acho de uns 75 HP) que navegam a uns 50 km por hora, se bem que marcam velocidade na água em milhas náuticas.   
     O passeio dura umas oito horas, incluindo o tempo de almoço no trecho.     No pacote que adquirimos - o mais usual - é ir de voadeira, todos com seus coletes salva vidas, com bom nível de segurança.    E o rio não tem ondas até porque é de planície e já está perto do mar.   São quase 40 km de viagem com três paradas a saber.
     Antes de falar das paradas, é bom dizer que as margens do rio são preservadas e se vê mata dos dois lados o tempo todo, o que é muito agradável.     Vi poucos pássaros, apesar de ver muita mata no trecho.    Quando vamos chegando meio perto do mar (coisa de uns 6 km) começamos perceber que os coqueiros da mata vão desaparecendo porque nesse local a água é misturada com a do mar e o sal muda o ambiente.   E somem os coqueiros, mas há muita mata com raizes aéreas comuns de mangue, sendo que essas raizes ajudam a planta a respirar.
     Na ida, de voadeira, tirando as paradas, é ao redor de uma hora de viagem.    A primeira parada fica onde o rio tange a primeira duna dos Lençois Maranhenses nessa região.   Nesse ponto chamado de Vassouras (um tipo de mato de lá), há um micro povoado com uma lanchonete que serve o básico de cerveja, refrigerantes, água de coco, etc.    Ali se faz uma visitinha às dunas e depois segue-se em frente de voadeira rio abaixo, rumo ao mar.   Uns macaquinhos domesticados no restaurante dão um show à parte para os turistas.
     A próxima parada já é bem perto da foz do rio, à esquerda, na comunidade de Mandacaru (nome de um cacto do nordeste).   Lá tem uma povoação com escola e tudo.     E o marco lá é um farol feito de alvenaria, datado de 1909, em ótimo estado, aos cuidados da Marinha.   É aberto à visitação pública e dá para subir os seus 160 degraus de forma muito segura (escada helicoidal interna com corrimão) e ter acesso à sacada circular em torno de todo o farol.   Vista para a mata, o rio e o mar.     E no barzinho de Mandacaru, junto ao cais, batidinhas, sendo que a mais procurada é uma caipiroska com caju.  Experimentamos e estava muito boa. 
     A outra parada foi logo do outro lado do rio, perto de Mandacaru, no micro povoado de Caburé.  Nome emprestado de uma coruja que vivia na região e que fazia ninho em tocas na areia.    O povo foi entrando por lá e as corujas deram no pé ou bateram asas para ficar fora do perigo.
     Caburé fica numa restinga que é um filete de terra (na verdade areia do mar) de uns 300 metros de largura que separa o Rio Preguiça do mar.   Um lugar muito lindo.    Restaurante rústico coberto com folhas de palmeiras e galpão com redes de descanso ao lado para os turistas curtirem os momentos depois do almoço.       Energia lá é de gerador e por isso os preços de tudo são meio salgados, mas dá para sobreviver, afinal o paraiso é raro e caro.
     Banho de mar, almoço de comidas típicas (baião de dois, carne de sol, etc), deitar na rede e lá pelas 14.30, caminho de volta.   Mais uma hora de voadeira até retornar a Barreirinhas.    Um passeio de deixar saudades.    Lindo demais.
     

             orlando_lisboa@terra.com.br


terça-feira, 3 de setembro de 2013

VIDA DE MISSIONÁRIO NÃO É MOLEZA!

COISAS DA VIDA 
Dois missionários com formação de terceiro grau e muito mais, estão em missão pelos rincões de um estado do Centro Oeste do Brasil. Mais Oeste do que Centro. Num lugar ermo, os dois encontram numa estrada de terra um carro encalhado e resolvem dar uma mão aos do carro. Chegam a entrar debaixo do veículo para amarrar corda, coisa e tal, de forma que conseguem ajudar e fazer o carro sair do atoleiro. Os do carro, no momento de agradecer pela enorme mão, deixam escapar essa: Pois é, sabiam que chegaram dois bestas por ai pra pregar? Devem ser uns comunas ou coisa do tipo. Os missionários olham para os do carro e dizem: Pois é. Ele aqui é o Besta 1 e eu sou o Besta 2.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

TURISMO NOS LENÇOIS MARANHENSES (I)




     Viajamos direto de Natal-RN onde passamos uma semana, para São Luis do Maranhão e um dos objetivos era conhecer os famosos Lençois Maranhenses.       Para visitar os Lençois optamos por um pacote turístico de dois dias, com uma pernoite em Barreirinhas-MA que é o portal dos Lençois.    De São Luis a Barreirinhas são 260 km de asfalto bom, apesar de alguns trechos com muita lombada que na minha região é chamada de quebra-molas.   Isto principalmente perto de Morros, que é um município a 110 km de São Luis e 150 de Barreirinhas.     São quatro horas de Van, com uma parada para lanche em Morros.    Saimos cedo do hotel e fomos almoçar já em Barreirinhas.   Lá pegamos os veículos tipo caminhonete com tração nas quatro rodas, bancos na carroceria coberta com toldo e vamos cortar os areiões por uns 30 a 40 km, com uma balsa no percurso, para chegar aos Lençois.   É um conjunto imenso (deu para ver do avião) de dunas de areia e entre elas, nas águas se formam lagoas com água de chuva.  Água doce limpa e cristalina.    Dá para se banhar à vontade e em segurança.   
     Os Lençois ocupam uma área de 155.000 ha e me parece que abrange parte de três municípios da região.   Consta que chega a ter mais de mil lagoas no tempo das águas.    O povo local diz que lá é o único deserto em que a pessoa não morre de sede.
     O lugar é de deixar o turista de queixo caido de tão lindo que é.   Recebe turistas do Brasil e do mundo, que ouve falar e vai lá conferir.  Como vale a pena!
     Vale dizer que por questão de preservação ambiental os veículos que levam os turistas aos Lençois, deixam-nos à margem destes e o turista faz os passeios à pé, seguindo o guia e assim sendo aproveita os melhores lugares e mais seguros para apreciar a paisagem.    Fomos lá na parte da tarde e nesse caso é praxe se esperar o Por do Sol nas dunas.   No caso dos casais - novos ou nem tanto - voltam à condição de namorados, sentados na areia, contemplando um por de sol num capricho da natureza como é o local.   Não dá para esquecer jamais.

     No segundo capítulo vou abordar o Passeio pelo Rio Preguiça, que também parte de Barreirinhas e que no nosso caso foi feito no outro dia pela manhã.   Esse passeio é de barco (a voadeira) e também é muito lindo.   Vejamos no próximo capítulo.

                 orlando_lisboa@terra.com.br

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

TURISMO EM NATAL (RN) - DE BUGUE ATÉ GENIPABU (V)

                                                 
   


     Fizemos um pacote de um dia de passeio de Natal até as Dunas de Genipabu numa viagem de bugue, sendo dois casais de turistas e o motorista do veículo.    O passeio em sua maior parte foi por praia e caminhos fora de estrada, com  muita areia e bela vista para o mar.    Passamos inclusive ao lado da Fortaleza dos Reis Magos (de 1596) e pela famosa e moderna ponte estaiada (1.800 m) sobre o Rio Potengi.    Um passeio das oito às dezesseis horas.   
     Em Genipabu há lindas dunas das quais se avistam abaixo lagoas, áreas verdes, pequenos povoados beira mar e uma boa parte da costa marítima com belas praias.        Num local há tirolesas para o pessoal descer pendurados na corda até dentro de uma lagoa de água doce.    Lá em baixo a pessoa é resgatada pelo pessoal de apoio em um pequeno barco.     Para subir de volta, uma engenhoca com duas cadeirinhas, sobre trilhos, é puxada para cima com o que parece ser um motor de Brasilia.   Brasilia era um carro bastante popular nos anos 70-80.   Digo isto porque a Brasilia mais conhecida hoje é uma capital e seu nome soa meio de forma pejorativa por causa de alguns políticos....
     Em outro local do passeio também tem uma bela lagoa de água doce com lanchonetes e chalés até um pouco sobre a água rasa.   Pessoas tomam banho ou mesmo ficam nas cadeiras com os pés na água para sentir esse pedacinho de natureza mais de perto.     É uma forma de recarregar as energias.
     No percurso, passamos pela que o guia disse que era uma Balsa Japonesa.    Uma pequena balsa que cabia pouco mais que o carro para passar sobre um pequeno rio bem raso.  Coisa de uns dois metros de profundidade.    A balsa é movida KAVARA.     O balseiro usa uma vara comprida e com esta, tocando o fundo do rio, faz força e movimenta lentamente a balsa até o outro lado do rio levando sobre a embarcação o bugue e os viajantes.
     A região é tão concorrida e os passeios de bugue são tão disputados, que o pessoal dos bugues tem cooperativa e sindicato de classe.   Organização é muito importante e cooperação, idem.
     Em cima das dunas de Genipabu tem um empreendimento único em termos de Brasil.   Um empreendedor conta com cinco dromedários (aqueles de uma só corcova) para os turistas darem voltinhas de 15 minutos, puxados por um tratador para que haja segurança no passeio.    Achamos o preço muito salgado e só tiramos fotos e não vimos, no tempo que ficamos no local, ninguém pilotando os dromedários.  
     Depois de rodar no asfalto e na areia por bom tempo, ver monumentos históricos, natureza, praias, dunas, lagoas e tudo o mais, a volta para o hotel, sempre tomando o agradável vento no rosto num passeio de deixar saudade.   Valeu!!!

                              orlando_lisboa@terra.com.br

       (PS - Passeio de bugue:  180,00 por casal;  passeio de dromedário:  45,00 por pessoa por 15 minutos; almoço e lanches   N reais... vai longe)