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sexta-feira, 27 de novembro de 2020

SUGESTÃO DE LEITURA - livro - COMO CONVERSAR COM UM FASCISTA - Autora: Dra. em Filosofia - MÁRCIA TIBURI

 SUGESTÃO DE LEITURA   -   novembro de 2020

 

         Livro: Como Conversar com um Fascista – Reflexões sobre o Cotidiano autoritário Brasileiro

         Autora: Doutora em Filosofia – Márcia Tiburi

         Editora Record – Rio de Janeiro – 2015 – 195 páginas

 

         Quando do lançamento deste livro a autora esteve fazendo palestra aqui na UFPr Universidade Federal do Paraná em Curitiba e tive a oportunidade de estar presente no local de casa cheia.

         Ao ler o livro recentemente, noto que cresceu a atualidade das colocações da autora até pelo recrudescimento do autoritarismo no Governo e na sociedade em geral.

         Ela vai explicando como se dá a comunicação entre as pessoas e as formas destas e das instituições agirem tanto no sentido de nos aproximarmos, quando no sentido de nos isolarmos, sempre com reflexos na cidadania.

         São explicadas as mazelas da vida em sociedade, sempre com importante lastro teórico, permitindo ao leitor captar o entendimento sobre o que nos oprime, nos isola e nos deprime.

         Compreender o que nos afeta já traz um alento e pistas para um pensar e agir com mais independência e leveza e de forma cidadã.   “Vale a pena se a alma não é pequena” como dizia o poeta.

                              Engenheiro Agrônomo Orlando Lisboa de Almeida

                                      Cuririba PR    

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

MEMÓRIA DA USINA HIDRELÉTRICA DE TATUI - BAIRRO REPRESA - CERQUILHO-SP (RIO SOROCABA) - MOREI PERTO

 

Comentários

  • Nascido na Fazenda Vitória no ano de 1950, de certa forma me sinto parte da história ao menos como personagem que conheceu por dentro essa Hidrelétrica ainda criança. Sou inclusive Engenheiro Agrônomo (ESALQ-USP - Piracicaba) e sou homonimo de um ex prefeito de Tatui que suponho ser meu parente, Orlando Lisboa de Almeida, como eu. Na década de 50 umas 15 pessoas atuavam na parte operacional da usina que fica no Bairro Represa, distante uns 6 km de Cerquilho. Dos quinze, o Gerente Geral era meu tio Manoel Blanco (tio Neco), meu tio Antonio Lisboa de Almeida (tio Tone) e meu primo Nerval, filho de tio Neco. Por esse parentesco, nós de vez em quando iamos nadar na chamada caixinha que era um pequeno anexo do canal de desvio da água da represa em si rumo às turbinas. Para isso passavamos por dentro da usina em si com as turbinas rodando a toda num ambiente de calor e umidade e bastante ruido. Não tinha muito perigo pois sempre tinha um conhecido operando o sistema e de olho na gente, mas só pelo conhecimento com o pessoal, já que era local vedado a estranhos. E me lembro que meu tio morava numa casa extremamente ampla e confortável onde havia uma enorme sala com dois jogos de sofás, uma cozinha tão grande que um dia na mesa da cozinha almoçou o pessoal do time do São Bento de Sorocaba num tour na Usina, muitos quartos e uma passadeira de piso no corredor no qual aprendemos a andar de bicicleta, tão amplo que era. A casa era de alvenaria e com vista para a usina, a represa, a hidrelétrica, a ponte e o Rio Sorocaba em si. Foi uma pena quando eu soube que aquele casarão foi demolido durante ou após anos em que a Usina foi encampada pela CESP e depois desativada lá pelos anos 60. Em seguida ela foi ativada pelo Grupo Sampaio Lara, para gerar energia para siderúrgica de ferro liga. Faz alguns anos que não passo por lá. A casa onde residi fica na margem da estrada sentido cidade interior, uns 400 m após a ponte e praticamente a essa mesmo distância da hidrelétrica. No grupo de casas de alvenaria onde moravam os empregados da usina há uma Capela onde fiz a primeira Comunhão em 1958. A foto coletiva dos que fizeram a primeira Comunhão foi na escadaria do Casarão que era num local todo com jardinagem caprichada e pertencia aos donos da Usina.
Bons tempos!!!! Muita saudade.

Link de matéria do Jornal de Tatui sobre a Usina.    

http://www.diariodetatui.com/2013/11/historia-em-1911-hidreletrica-era.html?m=1&fbclid=IwAR08QiZ3GF1rAlWcE9vGmqbm06HW4tJAIJMDBh6wYIYJrrVAvrWD_LYJGa4

sexta-feira, 17 de julho de 2020

ELEIÇÃO 2020 DA PREVI - FUNDO DE PREVIDÊNCIA DOS FUNC. DO BB - POR QUE APOIO A CHAPA 1 - JULHO DE 2020

ELEIÇÃO 2020 DA PREVI – FUNDO DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL (DUAS CHAPAS) - julho de 2020
Funcionário aposentado do BB – Eng.Agrônomo Orlando Lisboa de Almeida (atuei no Paraná em Umuarama, Apucarana, Santo Antonio da Platina e Maringá, sempre atendendo uma região)
Sempre procurei acompanhar com bastante atenção o tema Previ dentre outros, pois nesta colocamos por mais de três décadas nossos recursos para depois desfrutarmos como Aposentadoria. Trabalhei por 31 anos no BB até 2012.
Em geral na campanha para eleição dos nossos representantes, onde decidimos no voto, o que é bastante democrático, normal que surjam polêmicas para todos os gostos. Procuro ouvir as partes, ler bastante e busco um certo protagonismo por assim dizer, coletando informações inclusive no site oficial da Previ e em outras fontes, para ajudar a ter uma opinião mais abalizada. E nesse contexto, fui aqui em Curitiba em três prestações de Contas da Previ. Fui, assisti a média de três horas de explanação e debates em cada uma, anotei muito, sistematizei e publiquei no meu blog para socializar informações aos colegas. (ver abaixo em mensagem os links)
Nessa linha andei também publicado no blog algumas reuniões aqui em Curitiba sobre a situação da Cassi mas não é o foco desta pauta.
Ao tentar historiar um pouco nossa trajetória no BB e a atuação da Previ, entendo interessante contextualizar alguns fatos que são relevantes.

O governo federal nos anos 80 andou com a economia bem conturbada e ameaçou perpetrar ações contra o BB e como uma das reações, os funcionários e suas entidades representativas criaram (criamos) a ANABB (20-02-1986) para defender a empresa, seus funcionários e o interesse da Nação na manutenção de um banco público com dois séculos de serviços prestados.
Na década de 90, governo Neoliberal, novo ataque ao Banco, redução de quadros e tudo o mais. Ficamos oito anos quase sem ao menos a reposição de inflação. Nesse período tivemos uma defasagem total de 49% dos salários que se perpetuaram porque de 2003 em diante voltamos a ter reajustes, mas da defasagem de cada ano. Não houve como repor o que ficou para trás e ficou muito. Notar que quando falo desse passado, parece que não tem nada a ver com os mais novos, mas eu diria que tem tudo a ver, pois se os salários defasaram no passado, vem até hoje e seguem adiante, com reflexos inclusive na saúde financeira da CASSI e nas aposentadorias dos que estão aposentados.
Nesse período, por pressão do Banco e pressão política de fora do Banco, a Previ acabou sendo protagonista de um investimento bilionário na Costa do Sauipe, litoral norte da Bahia, na Fazenda Sauipe então de propriedade da Odebrecht. Pois é (anos 90...). Grosso modo, perdemos 80% do capital lá empregado, mas os detalhes estão em N artigos na web. Era então influência do ACM Antonio Carlos Magalhães na política nacional.
Ainda nesse período perpetraram umas privatizações que foram péssimas (pela forma) contra o Brasil, mas que a Previ acabou se beneficiando por elas como investidor. Compramos ações na privatização da Vale do Rio Doce, de Hidrelétricas e das Teles. A Vale nos rendeu dividendos à Previ ao ponto de ficarmos uns sete anos sem precisar fazer aporte mensal à Previ e nem o BB. E teve o BET Benefício Especial Transitório, no qual recebemos parte dos lucros dos investimentos.
Em resumo, fomos como Fundo de Pensão, bem sucedidos no período pela boa gestão nossa e pelo retorno dos investimentos inclusive das privatizações.
Houve há alguns anos uma série de problemas com Fundos de Pensão das Estatais e resultaram inclusive numa CPI. Realmente constataram problemas de má fé e incompetência em vários fundos, mas a Previ saiu ilesa da CPI e foi reconhecido que se as outras entidades tivessem um zelo como a Previ tem, não haveria prejuízos milionários aos associados destas.
Então fica no seguinte pé. Nossos representantes eleitos ao longo de décadas, vem enfrentando uma série de obstáculos da política econômica e mesmo do jogo político e temos conseguido sobreviver porque os colegas foram capazes de superar tudo e manter a Previ sólida e respeitada no mercado. Sem desmerecer os adversários na Eleição da Previ 2020, pelo conjunto da obra dos colegas que lutaram sempre, quer nos sindicados, quer na função de representantes eleitos por nós na Previ, Cassi e Anabb, fico com a Chapa 1. É um time que está ganhando e mereceu meu voto e despretensiosamente, convido colegas a apoiarem também a Chapa 1.
Fraterno abraço e tudo de bom.

segunda-feira, 30 de março de 2020

UM PRESIDENTE, UMA LAGARTA E AS FORMIGAS - março de 2020 (Sobre o covid 19 inclusive)

UM PRESIDENTE, UMA LAGARTA E AS FORMIGAS

Eu nasci na zona rural em Cerquilho-SP, Fazenda Vitória, filho de empregado. Até os dez na roça. É da natureza das crianças prestarem atenção em certas coisinhas da natureza. É da natureza das coisas, formigas acharem uma lagarta sem vida e verem nela uma baita oportunidade de reposição proteica. Então o que fazem as formigas. Sendo a lagarta umas dez vezes maior que elas, o trabalho tem que ser de equipe. Usar as catracas e botar força. Uma por todas e quase todas por uma. Quando digo quase, elas são movidas pelo instinto e não chegam a ter raciocínio. O negócio é tocar a vida sem maiores elocubrações aristotélicas nem platônicas.
Nessa tarefa toda, o esforço é tanto, que agarradas à lagarta por todo lado vão dando tudo de si no esforço de leva-la para o formigueiro. E a criança nota que EM CIMA da lagarta vai uma ou outra formiga fazendo um esforço danado com resultado anulado pois não ajudam e fazem aumentar o peso para as demais carregarem.
Salvo engano, hoje a lagarta da vez, apesar de ser uma alegoria, é a tarefa super pesada de administrar a questão do covid 19. Todos fazendo esforço e nosso mui digno Presidente em CIMA da carga, atrapalhando ao invés de ajudar. Atrapalha pelo peso e pela postura de não dar o exemplo de promover o distanciamento social tão importante nesta hora. Perdendo uma grande oportunidade de fazer um gesto de grandeza.

quinta-feira, 23 de maio de 2019

DIA INTERNACIONAL DAS TARTARUGAS - JOÃO PESSOA - PARAIBA - BRASIL


HOJE É O DIA INTERNACIONAL DAS TARTARUGAS MARINHAS
Dia 23 de maio foi instituido como Dia da Tartaruga para chamar a atenção das pessoas para a necessidade de conhecer um pouco mais sobre esses importantes animais e o ambiente em que vivem para que preservemos as tartarugas e o meio ambiente que também é nossa Casa, nossa vida.
No dia 08-06-2016 nós, eu e a esposa, estávamos passeando por João Pessoa na Paraiba e um dos primeiros passeios foi para visitar numa praia urbana da capital, a Praia do Bessa, o local de desova de tartarugas de pente.
PROJETO GUAJIRU
No local da desova das tartarugas fomos recebidos pela bióloga goiana Rita que atua como voluntária num projeto para proteção dos ninhos das tartarugas. Ela falou dos principais aspectos da vida das tartarugas de pente. Diz que elas demoram 30 anos para entrar na fase reprodutiva e vem de longe ao local de nascimento para a desova e assim novo ciclo de vida se forma.
Consta que as tartarugas chegam à praia à noite e deixam o rastro na areia e os integrantes da ong seguem os rastros e acham os ninhos com os ovos já enterrados a uma profundidade de até 60 cm. Demarcam cada ninho com estacas e fitas preta/amarela para alertar as pessoas para a preservação dos ninhos com ovos.
O projeto Guajiru tem esse nome inspirado num tipo de plantinha muito comum na orla da praia local e ficou assim o nome bem raiz para o povo local.
São postos em cada ninho ao redor de 150 ovos que na média de 55 dias resultam na eclosão de um batalhão de filhotes. Monitorado o tempo da desova, nos dias da eclosão, o pessoal vai cavar o ninho e ajudar os filhotes a sairem da areia em que ficaram cobertos.
A bióloga informa que no processo natural as tartaruguinhas, já que conseguem escalar o ninho, geralmente à noite, seguem o brilho do luar no mar e partem rumo ao novo lar com suas oportunidades e riscos de vida. MAS a vida urbana tem a iluminação pública na orla ao lado da avenida e a luz acaba atraindo as tartaruguinhas que invertem a rota da vida para a rota da morte por atropelamento, esgotamento e desorientação. Daí decorre a ajuda dos biólogos para corrigirem o dano que a ação humana causa desorientando as tartarugas.
Em resumo, o pessoal da Ong faz um trabalho de orientar os moradores e turistas para que eles entendam melhor essas criaturas e ajudem na defesa do Meio Ambiente que é parte essencial da nossa vida. Nota mil para esse pessoal.


 
 






sexta-feira, 17 de maio de 2019

RESUMO DO CITY TOUR EM DUBAI - ABRIL DE 2019



RESUMO DO CITY TOUR EM DUBAI NO RETORNO DA ÍNDIA

         Viajamos numa missão técnica para a Índia, partindo de São Paulo, Brasil e o foco do grupo foi a cana de açúcar e seus produtos, uma vez que o Brasil é o maior produtor mundial e grande exportador e a Índia é o segundo colocado no setor.     O grupo foi articulado pelo PECEGE que é um programa de pesquisa ligado à ESALQ USP de Piracicaba SP onde eu fiz Engenharia Agronômica entre 1973 e 1976.   
         Como blogueiro amador, fiz várias matérias aqui para o blog da viagem pela ordem de chegada, ou seja:  Mumbai, Pune, Agra e Nova Delhi na Índia.    A visita a Dubai não constava do roteiro porque em princípio iriamos apenas fazer escala naquele ponto turístico de grande procura.     Na volta, o voo da Emirates atrasou um tanto entre a Índia e Dubai e não alcançamos o voo em seguida rumo a São Paulo.    Assim ficamos acomodados um dia e uma noite em Dubai por conta da companhia, o que foi um mal que veio pra bem.   
         Seria uma pena só passar por lá e não fazer ao menos um city tour, o que acabou acontecendo por conta do atraso do voo.    Eram 3 h de Nova Delhi a Dubai e 14 horas desta até São Paulo.




         Nossa delegação estava em oito e fretamos uma van com
 motorista para nos levar nos principais pontos turísticos da cidade que fossem possível num dia que ao nosso ver rendeu bem.   Em alguns pontos só passamos em frente e em outros paramos como se verá a seguir.
         Visitamos um Museu da cidade que tem seu lado de longa história, já que uma atividade do passado por lá era o cultivo de pérolas na costa marítima.    Amostras de armas primitivas e trabalhos do cotidiano dos antepassados remotos.




         Passamos pelos hotéis Atlantis e 

o_Burj Al Arab Hotel  que tem a forma de um barco e que seria o único hotel sete estrelas, quando a escala normal é até cinco estrelas.    Fica numa micro ilha artificial de aterro, numa praia. Foto abaixo:


         A praia em si onde fica o hotel é um pouco estranha, já que a areia fica alta e de quem olha da orla, da calçada, se vê o mar um pouco adiante mas não se enxerga o local onde as ondas morrem na praia.   Não vi como quebram as ondas no local e tinha pouca gente de banhista.   Parecia haver mais turistas como nós dando uma olhada no local para depois seguir adiante.

         O hotel Atlantis
fica na chamada palmeira artificial, ou seja, aterraram o mar em forma de uma palmeira imensa e nesta há várias edificações de luxo incluindo o hotel citado.   No caso só passamos em frente e seguimos adiante.   Foto abaixo:



         Visitamos junto ao cais onde o pessoal faz uma pequena travessia de barco num braço de mar bem estreito, um trecho de uns 700 m de água. 


         Por perto, há um local de comércio popular como uma rua de calçadão só para pedestres, coberta num trecho de uns dois quarteirões, com lojas de joias e artesanatos mais populares, mas muito bonitos.
         Em seguida fomos a um enorme Shopping
(Shopping Mall of the Emirates 


Vista acima, parcial do aquário em um dos setores

 foto com os crocodilos acima no aquário

que entre outras coisas tem um aquário gigantesco com uma série de atividades para os turistas, desde passar por algo como um túnel de vidro transparente vendo os peixes, alguns de mais de um metro e meio de tamanho (arraias, tubarões, etc), até andar em grupo num barquinho onde o guia alimenta os peixes e eles fervilham ao redor do barco e das pessoas. Barco de fundo transparente para não se perder nada de vista e das filmagens para recordação.    Fizemos esse passeio pelo aquário e valeu a pena e o custo.
         Um setor com pinguins e um setor com dois enormes crocodilos de uns dois metros cada.


         Jantamos no Shopping e no lado externo deste há o local com lago onde tem no cair da noite o show das águas com movimento, luz e música.  Um belo espetáculo.


(tentei colocar o video feito com celular e não consegui.  então pela primeira vez postei um video no Youtube e aqui vai o link

quinta-feira, 18 de abril de 2019

VISITA COM GUIA AO PALÁCIO IGUAÇU - CURITIBA - PR. ABRIL DE 2019 - FOCO NAS ARTES PLÁSTICAS DO ACERVO

Participo de um curso Patrimônio Histórico do Paraná com aulas às quartas feiras de manhã no Solar do Rosário que fica no Centro Histórico de Curitiba.    Uma forma de conhecer melhor o acervo e também de conhecer mais pessoas que tem afinidade com bens culturais.
    No dia 17-04-19, após a professora agendar com o pessoal do palácio, fomos visitá-lo das 10 até as 12 h.    Foi uma visita cheia de surpresas para o pessoal.   Estavamos em quatorze visitantes.
     Fomos atendidos pela Sra. Cibele que trabalha no Palácio Iguaçu e entre suas funções, está a de ser a guia para mostrar e comentar as obras disponíveis no acervo local.
     
     O Palácio
     O Palácio Iguaçu foi inaugurado pelo Governador Bento Munhoz da Rocha em 1953, ano do primeiro centenário da emancipação política do Paraná em relação a São Paulo.


     A surpresa já foi no primeiro local visitado, no térreo, que tem uma capela

onde inclusive toda quarta feira as 12 h há uma Novena com um padre da Igreja Perpétuo Socorro e destinada ao público em geral.
     A capela tem na lateral uma imagem de Nossa Senhora do Rocio, que é a Padroeira do Paraná e foi incorporada ao acervo da capela logo após a inauguração do prédio do palácio.    A capela no palácio teria sido uma sugestão da esposa do então governador Bento Munoz da Rocha.




     Tem uma tela grande alusiva à visita do Papa João Paulo II  que visitou Curitiba.   Tela de Euro Brandão, datada de 1982.   No quadro, entre os detalhes da cadeira que o Papa usou e que está na Catedral de Curitiba e em destaque a representação de um grupo de descedentes de poloneses daqui que estiveram com trajes típicos no evento com o Papa na cidade.
     
     



     Abaixo, a porta da capela que foi doada por Portugal onde Nossa Senhora do Rocio é bastante cultuada.





     Em seguida nos fundos do Palácio visitamos a obra do artista plástico Miguel Rosa.   Um mapa do Paraná em relevo nas proporções das elevações de cada região do estado e demarcados os principais rios que correm no estado.      No lugar da nascente de cada rio há uma saída para água e em pleno funcionamento a obra teria água corrente permantente, mostrando o rumo de cada rio e tem o nome dos principais municípios por onde cada rio passa.  Muito interessante.    A obra está precisando de restauro e por enquanto as águas não estão presentes conforme era na forma plena.




     Mural     (de 1953)
 do artista plástico Humberto Cozzo representando o paranaense em atividade madeireira, cafeeira e lavrando a terra com arado de tração animal.
     O mural tem a altura de uns cinco metros e uns oito ou mais de largura, sendo bastante grande.    Pela cor do material, um tom meio bege, não destaca muito os detalhes numa foto com celular.




     Escadaria 

     Onde no passado as debutantes eram solenemente dispostas para a foto em conjunto como num palco diante dos convidados que ficavam nesse salão visto acima de piso preto e branco.

     Painel entalhado em madeira por Poty Lazzarotto

         As riquezas da agricultura e pecuária estão presentes na obra do autor.

     Tela com tema de Foz do Iguaçu
     A tela é de 1920 quando o autor Antonio Diogo da Silva estava há tempos em Paris e lá pintou esse quadro com lembranças das Cataratas do Iguaçu.   

     Logo abaixo da tela, uma das mobilias do palácio que foram sendo usadas ao longo dos tempos.

    Tela - Chegada do enviado do Rei à nova Província do PR



     O enviado do Rei para escolher e instalar a Província do Paraná que se desmembrava de São Paulo foi o jovem de 27 anos de idade na época, o baiano Zacarias Goes de Vasconcelos.   Ele era bastante culto e tinha já atuado no Piauí onde localizou a capital Terezina no interior do estado visando espalhar a atividade econômica para não ficar concentrada no litoral.    
     Esta mesma visão ele teria trazido para o Paraná.    Consta que ele foi recebido em Paranaguá para onde chegou por navio, num clima de grande festejo porque o povo local achou que lá seria escolhida como a capital da nova Província.    A capital acabou sendo localizada em Curitiba que também tinha sua pujança e influência sobre o interior.
     Disse a guia que sobre essa tela há curiosidades como a falta de assinatura do autor.    Ele teria recebido a encomenda e o tema e um prazo razoável para elaborar a obra para a inauguração do Palácio nos festejos do primeiro centenário da Província.   Chegou perto da época aprazada e o autor ainda estava com a obra inacabada.  Pressionado, entregou o quadro (enorme) semi acabado e não assinado.    
     Autor da tela:   Arthur Nisio, curitibano (1906-1974)

    Tela de Theodoro de Bona   
     A tela representa o ato de assinatura do termo de criação da nossa Província.    O autor paranaense colocou alguns detalhes do Paraná em sua obra com a licença poética do artista, colocando inclusive araucárias numa vista pelas janelas do local.   Na realidade o documento foi assinado em São Paulo.
     


     A guia destacou alguns detalhes curiosos da tela que infelizmente na foto não são quase nada visíveis.  Um deles são as araucárias além das janelas.   Outra é à esquerda, onde todos olham para a mesa solene e um senhor de cavanhaque crisalho olha para "fora" do quadro no chamado efeito Monalisa, ou seja, quem vê o quadro em qualquer posição, parece que o personagem acompanha o expectador com a vista.
      Outro detalhe é que do lado direito tem um senhor fazendo anotações, um jornalista, quem sabe, fazendo uma matéria sobre o evento solene.      Todos os demais tem a visão na mesa solene.
     O autor era retratista do tempo em que as pessoas eram retratadas em tela por artista plástico.     Ele teria usado nesta tela a face de pessoas retratadas anteriormente formando os figurantes neste caso.       A tela teria demandado três anos de trabalho.  (1950 a 1953)

O lustre do salão contém velas no lugar de luzes.


Resultado de imagem para tela do Theodoro de Bona no Palacio Iguaçu

  Esta foto está na web no endereço: https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=3120105384868253556#editor/target=post;postID=313159078652320982

    Abaixo vários ambientes do palácio, incluindo local com vista para a avenida frontal ao mesmo.
     A galeira de fotos tem desde o primeiro então Presidente da Província do Paraná e na sequência os demais já com o nome de governadores do Estado.









       




     Abaixo, na parte final da visita, fomos conhecer a sala do chamado GGI Gabinete de Gestão e Informações.    Esta sala com um aparato tecnológico muito bom oferece um isolamento para reuniões de Secretários de Estado com delegações da região e mesmo do exterior.     Foi o momento que sentamos um pouco ao final de duas horas circulando pelos salões do Palácio.    Em pé nossa Professora Letícia.     Uma das presentes é neta do governador Bento Munoz da Rocha.