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quinta-feira, 21 de julho de 2011

UMA PEQUENA CRÔNICA QUE ENVOLVE O CORINTHIANS

     Estava dando um pitaco no Facebook, pois também estou naquela mídia, e havia vários comentários de torcedores do Corinthians, cujo time está na cabeça do campeonato, com um punhado de pontos na frente do São Paulo, segundo colocado.     E o destaque foi o goleiro do Timão que teve uma séria luxação num dedo da mão e, esgotadas as substituições, foi para o sacrifício e jogou com o dedo destroncado.   Virou herói da torcida.
     Nisso eu me lembrei de um velho companheiro dos tempos de outro banco (neste atual estou a 30), meu amigo Alvelino Maschion.   Para começar, ele dizia que o nome dele é Alvelino porque eles moravam na roça e quando nasceu em casa, o pai saiu a galope para ir registrar o filho e ao chegar no Cartório disse que o tal iria se chamar Arvelino.  O cartorário teria corrigido:   Não se fala Arvelino, se diz Alvelino...   e o Avelino ficou Alvelino e pronto!
     Pois meu amigo Maschion que o povo simples de Navirai-MS dos anos 70 achavam que se chamava Bastião, aproveitavam e chamavam ele de Bastiãozinho, pois o tal não era nada alto.
     Falta dizer onde o Corinthians entra na parada.
     Meu amigo Maschion tinha uma tática que ele desenvolveu para a primeira abordagem a algum marmanjo que ele não conhecia.   A tática dele era chamar a pessoa de Corinthiano.   Dizia que era batata.   Ninguém ficava indiferente, pois se ele acertava, era recebido com calor humano de velhos conhecidos e quando errava, ouvia coisas como "não sou cachorro... bate na madeira e isola..." por aí vai.    O importante é que a prosa já estava engrenada e garantida.
     Muito axé, amigo Maschion, por onde anda neste mundão de Deus!!!

     orlando_lisboa@terra.com.br





sábado, 16 de julho de 2011

CRIANÇA TEM UM JEITO PRÓPRIO DE VER O MUNDO

     Esse jeito próprio de ver o mundo se revela nas pequenas coisas, nas pequenas atitudes do cotidiano.  A mãe lembra um pequeno fato do cotidiano, garimpado lá no fundo do baú da memória, quando eu fui beber água após o jogo Argentina x Uruguai com prorrogação e trouxe água para ela beber no sofá.     Enchi a caneca de água, bebi a metade e trouxe a outra metade para minha querida cara-metade.    Daí ela lembrou o fato:
    Pedreiro trabalhando em casa, pequena reforma, calor, sente sede e pede água.   A mãe enche um copo e a filha com seus cinco anos leva a água e no caminho dá uma paradinha e toma um tanto e depois entrega o que sobrou ao pedreiro.   
    A mãe viu e explicou para a pequena que não se faz isso.   Que não é certo.     Num outro dia da reforma, novo pedido de água e lá vai a pequena com o copo na mão, com todo cuidado e entrega a água ao pedreiro que não consegue beber tudo e deixa um restinho no copo.    Não foi nada.    A pequena ao trazer o copo de volta, dá uma paradinha e manda o que sobrou da água para a goela, afinal achou que não era certo beber da água "antes" de servi-la.   

     orlando_lisboa@terra.com.br                Facebook   Orlando Lisboa de Almeida    

terça-feira, 5 de julho de 2011

CITAÇÕES DIVERSAS DE UNS E OUTROS

     Eu estava lendo a Folha de SP da semana que passou e um dos colunistas fez um comentário sobre um colunista social bastante conhecido no passado, que atuava no Rio de Janeiro num jornal bem conceituado.   O colunista social era o Zózimo do Amaral.   Consta que o Zózimo era dado a dar umas "tiradas" como esta:  O homem após os cinquenta, da cintura pra cima é todo poesia e da cintura para baixo é só prosa.

     Ouvi de uma conversa com uma psicóloga da família, onde ela estava falando de amenidades e foi dizer de algo que era muito retrógrado e ortodoxo.   Citou o que seria um jargão da psicologia:  A linha de pensamento daquele autor é mais ortodoxa do que rótulo de Maizena...

     Meu amigo e colega de profissão, ele made in Mandaguaçu-PR, me perguntou se eu tuitava e eu disse que estou na rede em várias alternativas, inclusive como blogueiro, mas eu achei que não é minha praia ficar acompanhando os outros e sou um anônimo e não haveria conteúdo para ter alguém me seguindo...   E meu amigo disse que antes de abandonar o "tuiter", viu duas tuitadas muito criativas que foram publicadas:   Um relacionamento é baseado em duas coisas: beleza e paciência.      Em outra tuitada, explicou a frase: Se der certo, beleza e se der errado, paciência.

                orlando_lisboa@terra.com.br 

 

sábado, 2 de julho de 2011

SOBRE O LIVRO NIHONJIN - PREMIADO EM SÃO PAULO

       
     Em Apucarana-PR onde residi por seis anos na década de noventa, há a tradicional Festa da Cerejeira, sempre no inverno quando as cerejeiras lá plantadas ficam carregadas de flores, que encantam a todos.       Neste ano fomos lá ver a festa que estava de casa cheia e as cerejeiras muito floridas pois o frio foi grande e ainda está sendo e para essas plantas, mais frio, melhor.
     Na  festa, encontramos num dos Stands, o da UTFPr Universidade Tecnológica Federal do Paraná, campus de Apucarana, o autor do livro NIHONJIN. Oscar Nakasato, que é professor daquela instituição de ensino.     Comprei o livro que me veio autografado e li com muito interesse, já que o livro  é vencedor do Prêmio Benvirá de Literatura, dentre mais de 1.900 obras concorrentes.   O certame ocorreu em São Paulo, capital.
    O livro aborda a imigração japonesa no Brasil e as diferenças culturais entre os povos.   O advento da Segunda Guerra Mundial tornou o ambiente para o imigrante japonês no Brasil um tanto mais complicado e os conflitos em família aumentaram.     O autor, que tem doutorado na área das Letras, fez sua obra de estréia como romancista em alto estilo e arrebatou o prêmio com mérito.    
     Vale a pena ler o livro para conhecer um pouco mais desse passado que tem a ver com todos nós, já que o Brasil é uma mescla de povos e culturas e estamos em formação pois apenas meio milênio de colonização não é tanto tempo.    Ásia, África e Europa que o digam.   
        (Nihonjin, significa japonês)

                   orlando_lisboa@terra.com.br

terça-feira, 28 de junho de 2011

A DESPEDIDA DO PEDRÃO COM A CHEGADA DO FRIO

     Eu já fiz um comentário anterior sobre o Pedrão, o mendigo que chegou na Praça da Pernambucanas de Maringá e ali se estabeleceu por um bom tempo.    Se por um lado o Pedrão não era de muitos amigos, acho que é porque o pessoal ficava assim um pouco arredio ao ver aquela pessoa alta, magra, barba comprida e cabelo despenteado, por ali vagando sempre acompanhado por seus dois cães fieis.   A cama do Pedrão era o banco da praça e toda sua mudança cabia num saco não tão cheio que ficava sempre sob a vigilância dos seus cães.    Não dava para passar muito perto da bagagem e os cães mostravam que aquilo ali tinha dono.
     O Pedrão ficava no banco da praça vizinho de uma banca de jornais muito tradicional no pedaço.  Banca sob os cuidados do prestativo seo Mateus e sua família, todos muito simpáticos.     Eis que conseguiram até a amizade do arredio Pedrão e seus cães.    Da amizade nasceu até a colaboração mútua espontânea.   O Pedrão logo cedinho pegava uma vassoura e deixava os arredores da banca limpinho e sabia que vinha todo dia a recompensa na forma de um café com lanche preparados na hora.     
    O tempo vai passando, o outono chegando ao fim, as andorinhas da rodoviária já se mandaram sabendo que o frio vem chegando e antes que a "cuica ronque", o Pedrão um dia viu que era hora de partir para um lugar mais ao norte.     Não sem antes avisar seu amigo Mateus, vizinho da banca a quem era muito grato.      Pediu inclusive uma carona no dia da viagem, até a rodoviária de Maringá, com destino a uma cidade do oeste paulista.
     Chegou o dia e a hora, lá vai o seo Mateus dar a carona para o Pedrão, após lágrimas de gente da família de um e tristeza da parte do que partia.     É  tão bom ver que ainda tem muita gente boa e acolhedora neste mundo de Deus!!!    E o Pedrão tinha sentido isso na pele na sua temporada de Maringá.  
      O seo Mateus para sua Ipanema em frente à banca, abre o porta malas para o Pedrão colocar a sua parca bagagem e o cachorro mais apegado ao Pedrão, o Totó, ficou desesperado.    Para onde iria seu amigo fiel?    Como ficaria sem ele?    O que seria de um e de outro?      Foi o Pedrão entrar pela porta do passageiro e o Totó voou pro seu colo com cara de daqui eu não saio, daqui  ninguém me tira.   Deu um bom trabalho para o seo Mateus para tirar o Totó do colo do Pedrão.    Mas ao abrir a porta do motorista para partir, o Totó, como um raio entrou de novo no carro e nova operação de tirar o cão do carro.     De coração partido, partem para a rodoviária.
     Ao voltar, o seo Mateus percebeu que o Totó, que todo dia recebia sua ração diária e água limpa e fresca na banca, nem olhava para ele, que tinha sido o culpado pela partida do Pedrão, achava isso o cão.    Foi uma semana o Totó emburrado, sem olhar para seu novo cuidador, zeloso cuidador por sinal.    Depois, vieram algumas bombas de festas juninas e apressaram o reatamento da amizade entre o pessoal da Banca e o Totó, que ao ouvir um estouro, corria para dentro da banca se abrigar debaixo do balcão, junto aos pés dos donos da Banca.    Quem tem amigo tem tudo, inclusive segurança.     E a vida continua.

      orlando_lisboa@terra.com.br

sexta-feira, 17 de junho de 2011

AQUÁRIO DE BELO HORIZONTE - PEIXES DO VELHO CHICO

              
                                                                  Foto de Poliana Lisboa    

  Na visita que fizemos a Belo Horizonte ficamos sabendo pelo material turístico de lá, que havia um Aquário inaugurado há pouco tempo dentro do Zoológico da cidade.    Resolvemos ir lá conferir a novidade.     O Aquário é temático por assim dizer,  pois contém espécimes de peixes da fauna do Rio São Francisco.     O  prédio é novo, foi feito para esta finalidade, é grande e os aquários são praticamente do piso ao teto, muito bem iluminados e decorados, com areia no fundo e alguns galhos secos simulando o fundo do rio.    Os peixes nadando de um lado para outro, sossegados, observando as pessoas que transitam por lá.      Muitas crianças de escolas em visita com fins didáticos.   Não deixa de ser uma aula para não se esquecer jamais.
     A foto em close é de um belo dourado, o nosso nobre salmão brasileiro.     Está ou esteve presente na maioria dos rios do Brasil afora.   Hoje em dia com a poluição, a pesca predatória esse peixe majestoso anda meio escondido, mas mesmo o nosso Rio Paraná por aqui ainda tem dourados, que gostam de corredeiras, pois é um peixe predador e está sempre em busca de alimento.
     Por falar em Rio Paraná, aqui no Norte do Paraná, andaram soltando de forma irresponsável pelo Rio Paranapanema que é afluente do Rio Paraná o tununaré que é um peixe da Amazônia.   O tucunaré é um predador voraz e está ameaçando a fauna nos rios daqui.      A nossa UEM Universidade Estadual de Maringá tem no curso de Zootecnia o Nupélia que é um núcleo de pesquisas na área de fauna aquática, na qual os peixes estão incluidos.   Os estudos deles é bem respeitado por aqui e lá fora do país, inclusive.    
    Seria uma boa idéia uma certa grande Hidrelétrica aqui do Paraná também bancar a construção de um aquário enorme, à altura da grandeza do Rio Paraná, com a fauna deste rio.   Por que não???    Quanto mais conhecemos a fauna, mais chance teremos de preservá-la.    Acho uma boa!

   orlando_lisboa@terra.com.br

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Cenas do Cotidiano - 09-06-2011

Cenas do cotidiano
Cena 1 - Estou na rodovia no momento de rush, vindo de Nova Esperança para Maringá. Um furgão puxando uma lenta fila de uns dez carros e eu era o último.
Na minha frente, uma viatura discreta da Policia Rodoviária Federal, quase toda preta, com a indicação da Polícia no parachoque trazeiro. Hora do lusco fusco, lá pelas 18 h.
Cena 2 - Atrás pinta uma moto com aquelas famosas luzes de xenon, que foram proibidas porque incomodam demais os outros motoristas. Multa de 129,00 para quem usa e 5 pontos na carteira quando é pego.
Cena 3 - A Polícia Rodoviária na minha frente, dá sinal e vai pro acostamento e dá sinal para a moto parar...
Cena 4 - antes da moto parar, o motoqueiro num piscar de olhos, muda num toque no painel, o tipo de luz da moto, para luz normal.
Cena 5 - Motoqueiro no colo dos guardas. O truque de mudar o tipo de luz foi tarde demais. Esse, espero, não vai mais encher o saco da gente na estrada com aquela luz fora de base e fora da lei. Dançou.