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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

FORTALEZA TEM CULTURA. NÃO É SÓ SOL E MAR



foto: do site secult.ce.gov.br

     Visitando Fortaleza, como não poderia deixar de ser, programamos passeio para seis diferentes praias na região, todas belas e cada uma com seu tipo específico de beleza.   Mas não poderia deixar de colocar o olhar na expressão cultural do povo local, desde o jangadeiro que enfrenta o mar com aquelas pequenas jangadas nas duras jornadas da pesca para sustento da família, passando pela rica e variada culinária local que usa a carne de sol, o feijão de corda (no baião de dois - feijão de corda com arroz), tapioca, suco de frutas locais como caju, cajá, pratos à base de caranguejo e por aí vai.
     No "capítulo" de hoje sobre Fortaleza, vou destacar uma obra arquitetônica de rara beleza que o nosso dedicado guia turístico Ávila nos mostrou no city tour de chegada à cidade.    Ele mostrou o prédio anexo ao Palácio da Abolição, o Mausoléu do General Castello Branco, cearense que foi presidente do Brasil.    A obra é do arquiteto Sergio Bernardes, carioca, que chegou a trabalhar com Lucio Costa e Oscar Niemeyer.
     Sergio Bernardes elaborou a obra do Mausoléu em 1972 e o destaque é que o prédio é apoiado em um só extremo (à esquerda, de quem olha da rua) e teria um vão livre de mais de 30 metros.     
     Segundo o guia, aquele gramado que fica no espaço adjacente ao prédio representa a região de mata da região perto do mar e os locais com "piso" de dormentes antigos  (desses de estrada de ferro) rejuntados com rejunte de pedras representaria o chão da caaringa na seca no sertão cearense.     O que se pode ver é uma obra de rara beleza, independente do significado que o autor quis dar à mesma.      Dei até uma olhada na Wikipédia e constatei que esse arquiteto tem um acervo de tirar o chapéu e premiações no Brasil e no exterior.    Pois não!    O Ceará tem cultura e sabe receber os turistas.    Tem muito mais para se curtir por lá além de coqueiros, praia, sol e mar.

               orlando_lisboa@terra.com.br  

domingo, 21 de agosto de 2011

VISITANDO FORTALEZA E PRAIAS DA REGIÃO

  

   Férias!    Resolvemos ir conhecer um pedacinho do Nordeste brasileiro e escolhemos Fortaleza.    Acertamos umas três vezes, pois lá foram em oito dias, oito de sol e praia.   Uma agência de turismo que entregou o que prometia e tem guias gabaritados e lugares escolhidos para o conforto, tranquilidade e segurança dos turistas.    E os locais são lindos e maravilhosos por natureza.     Natureza generosa como aquele povo.
     As praias que visitamos, uma por dia, com o ônibus fretado pegando os turistas no hotel e levando aos passeios, com o guia explicando os detalhes de cada local.
Sábado - Beach Park   (um parque aquático ao lado da praia, com infraestrutura excelente)
Domingo - Praia do Cumbuco 
Segunda - Praia do Morro Branco  (com falésias - aquelas formações rochosas beira mar)
Terça - Praia de Mundaú
Quarta - Praia de Canoa Quebrada - também com falésias.   Uma paisagem ímpar, com direito a dunas e lagoas e passeios de bugue
Quinta - Praia da Lagoinha.    Com direito a passeio em três etapas - "pau de arara" para ir até o barco catamarã (trecho bem curto), passeio de catamarã, banho de lagoa e volta de jardineira por um curto trecho de vegetação tipo sertaneja.   
     Os pratos típicos de lá são muito bons, com destaque para a Carne de Sol com Baião de Dois.   A carne de sol deles é bem melhor que a nossa carne seca.   E o baião de dois é arroz colorido com feijão de corda, típico do nordeste.    Muito bom.    Lá serve-se muito peixe e frutos do mar.   Adoramos peixes e pudemos inclusive degustar uma lagosta frequinha grelhada.   
     A cidade de Fortaleza, com seus quase 3.000.000 de habitantes está num momento de grande pujança e novos edifícios brotam nos bairros nobres e beira mar.   Valeu!!!

     orlando_lisboa@terra.com.br





     

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

PROGRAMAÇÃO CULTURAL DO SESC NA REGIÃO

     Eu já fiz algumas matérias sobre belos espetáculos que tive a oportunidade de assistir aqui no SESC de Maringá.   Aliás, o SESC para mim é um amor antigo e até um livro nós publicamos com ajuda do SESC nos tempos de Umuarama-PR.      Como sou um sócio e fã de carteirinha do SESC, recebi recentemente pelo correio (e recebo por e-mail também) a programação a seguir:

     "AUTORES & IDÉIAS   -   VOZES FEMININAS"

     Dia 09-agosto -   no Sesc Londrina
     Dia 10-agosto -   no Sesc Maringá
     Dia 11-agosto -   no Sesc Curitiba - Paço
     Dia 16-agosto -   no Sesc Francisco Beltrão
     Dia 17-agosto -   no Sesc Pato Branco  e
     Dia 18-agosto -   no Sesc Cacavel

     O início deve ser as 20 horas, mas é bom entrar no site ou telefonar para confirmar.   Não custa.   Vale a pena ir e avisar os amigos.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

UMA PEQUENA CRÔNICA QUE ENVOLVE O CORINTHIANS

     Estava dando um pitaco no Facebook, pois também estou naquela mídia, e havia vários comentários de torcedores do Corinthians, cujo time está na cabeça do campeonato, com um punhado de pontos na frente do São Paulo, segundo colocado.     E o destaque foi o goleiro do Timão que teve uma séria luxação num dedo da mão e, esgotadas as substituições, foi para o sacrifício e jogou com o dedo destroncado.   Virou herói da torcida.
     Nisso eu me lembrei de um velho companheiro dos tempos de outro banco (neste atual estou a 30), meu amigo Alvelino Maschion.   Para começar, ele dizia que o nome dele é Alvelino porque eles moravam na roça e quando nasceu em casa, o pai saiu a galope para ir registrar o filho e ao chegar no Cartório disse que o tal iria se chamar Arvelino.  O cartorário teria corrigido:   Não se fala Arvelino, se diz Alvelino...   e o Avelino ficou Alvelino e pronto!
     Pois meu amigo Maschion que o povo simples de Navirai-MS dos anos 70 achavam que se chamava Bastião, aproveitavam e chamavam ele de Bastiãozinho, pois o tal não era nada alto.
     Falta dizer onde o Corinthians entra na parada.
     Meu amigo Maschion tinha uma tática que ele desenvolveu para a primeira abordagem a algum marmanjo que ele não conhecia.   A tática dele era chamar a pessoa de Corinthiano.   Dizia que era batata.   Ninguém ficava indiferente, pois se ele acertava, era recebido com calor humano de velhos conhecidos e quando errava, ouvia coisas como "não sou cachorro... bate na madeira e isola..." por aí vai.    O importante é que a prosa já estava engrenada e garantida.
     Muito axé, amigo Maschion, por onde anda neste mundão de Deus!!!

     orlando_lisboa@terra.com.br





sábado, 16 de julho de 2011

CRIANÇA TEM UM JEITO PRÓPRIO DE VER O MUNDO

     Esse jeito próprio de ver o mundo se revela nas pequenas coisas, nas pequenas atitudes do cotidiano.  A mãe lembra um pequeno fato do cotidiano, garimpado lá no fundo do baú da memória, quando eu fui beber água após o jogo Argentina x Uruguai com prorrogação e trouxe água para ela beber no sofá.     Enchi a caneca de água, bebi a metade e trouxe a outra metade para minha querida cara-metade.    Daí ela lembrou o fato:
    Pedreiro trabalhando em casa, pequena reforma, calor, sente sede e pede água.   A mãe enche um copo e a filha com seus cinco anos leva a água e no caminho dá uma paradinha e toma um tanto e depois entrega o que sobrou ao pedreiro.   
    A mãe viu e explicou para a pequena que não se faz isso.   Que não é certo.     Num outro dia da reforma, novo pedido de água e lá vai a pequena com o copo na mão, com todo cuidado e entrega a água ao pedreiro que não consegue beber tudo e deixa um restinho no copo.    Não foi nada.    A pequena ao trazer o copo de volta, dá uma paradinha e manda o que sobrou da água para a goela, afinal achou que não era certo beber da água "antes" de servi-la.   

     orlando_lisboa@terra.com.br                Facebook   Orlando Lisboa de Almeida    

terça-feira, 5 de julho de 2011

CITAÇÕES DIVERSAS DE UNS E OUTROS

     Eu estava lendo a Folha de SP da semana que passou e um dos colunistas fez um comentário sobre um colunista social bastante conhecido no passado, que atuava no Rio de Janeiro num jornal bem conceituado.   O colunista social era o Zózimo do Amaral.   Consta que o Zózimo era dado a dar umas "tiradas" como esta:  O homem após os cinquenta, da cintura pra cima é todo poesia e da cintura para baixo é só prosa.

     Ouvi de uma conversa com uma psicóloga da família, onde ela estava falando de amenidades e foi dizer de algo que era muito retrógrado e ortodoxo.   Citou o que seria um jargão da psicologia:  A linha de pensamento daquele autor é mais ortodoxa do que rótulo de Maizena...

     Meu amigo e colega de profissão, ele made in Mandaguaçu-PR, me perguntou se eu tuitava e eu disse que estou na rede em várias alternativas, inclusive como blogueiro, mas eu achei que não é minha praia ficar acompanhando os outros e sou um anônimo e não haveria conteúdo para ter alguém me seguindo...   E meu amigo disse que antes de abandonar o "tuiter", viu duas tuitadas muito criativas que foram publicadas:   Um relacionamento é baseado em duas coisas: beleza e paciência.      Em outra tuitada, explicou a frase: Se der certo, beleza e se der errado, paciência.

                orlando_lisboa@terra.com.br 

 

sábado, 2 de julho de 2011

SOBRE O LIVRO NIHONJIN - PREMIADO EM SÃO PAULO

       
     Em Apucarana-PR onde residi por seis anos na década de noventa, há a tradicional Festa da Cerejeira, sempre no inverno quando as cerejeiras lá plantadas ficam carregadas de flores, que encantam a todos.       Neste ano fomos lá ver a festa que estava de casa cheia e as cerejeiras muito floridas pois o frio foi grande e ainda está sendo e para essas plantas, mais frio, melhor.
     Na  festa, encontramos num dos Stands, o da UTFPr Universidade Tecnológica Federal do Paraná, campus de Apucarana, o autor do livro NIHONJIN. Oscar Nakasato, que é professor daquela instituição de ensino.     Comprei o livro que me veio autografado e li com muito interesse, já que o livro  é vencedor do Prêmio Benvirá de Literatura, dentre mais de 1.900 obras concorrentes.   O certame ocorreu em São Paulo, capital.
    O livro aborda a imigração japonesa no Brasil e as diferenças culturais entre os povos.   O advento da Segunda Guerra Mundial tornou o ambiente para o imigrante japonês no Brasil um tanto mais complicado e os conflitos em família aumentaram.     O autor, que tem doutorado na área das Letras, fez sua obra de estréia como romancista em alto estilo e arrebatou o prêmio com mérito.    
     Vale a pena ler o livro para conhecer um pouco mais desse passado que tem a ver com todos nós, já que o Brasil é uma mescla de povos e culturas e estamos em formação pois apenas meio milênio de colonização não é tanto tempo.    Ásia, África e Europa que o digam.   
        (Nihonjin, significa japonês)

                   orlando_lisboa@terra.com.br