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domingo, 9 de dezembro de 2012

TURISMO EM FORTALEZA (III) E CUMBUCO

     Tivemos a sorte de contar com guias de turismo de alto gabarito em Fortaleza e um deles foi o Ávila, que deu uma boa panorâmica da vida da cidade e da região.
     No Centro de Fortaleza tem o Palácio da Abolição, que é a sede administrativa do governo do estado.  Ao lado do palácio tem uma obra de arte da arquitetura que é o Mausoleu a Castello Brannco, marechal que foi presidente do Brasil no tempo do governo militar.     Eu até já fiz um comentário no blog, específico sobre esse mausoleu porque tem um estilo sui generis:    o prédio é todo apoiado em um só lado e se expande "no ar" a meia altura do solo e conta com um espelho d´água em baixo e dormentes assentados em volta com um rejuntado de pedras, para simbolizar a caatinga na seca.    Depois tem um gramado verde que representa o agreste mais úmido e cheio de vegetais.    O arquiteto que bolou a obra é do Rio de Janeiro, com passagem pela Itália e premiado no ramo.   Vale fazer ao menos uma busca pelo Google em nome do Mausoleu a Castello Branco e conferir as fotos.  (seriam 36 metros de obra suspensas por um só lado)
     Consta que no sertão cearense há muitos minerais raros, sendo que a região é muito antiga geologicamente e há muitos lugares cuja altitude é abaixo do nível do mar.    Consta que há pequenos terremotos frequentes nessa região.
     No calçadão da praia de Iracema, um monumento inusitado em forma de um tique com caneta ao conferir algo num texto.   A parte menor do tique de tubo-monumento é preta e a maior, branca e simbolizaria o tratamento do esgoto da cidade.   Preto para a fase antes do tratamento e o branco para o esgoto já tratado.   Mas o guia diz que as más linguas chamam o monumento de chifrão.   

http://nikipiadia.blogspot.com.br/2012/02/monumentos-e-esculturas-beira-mar.html  (crédito das fotos)


          Uma curiosidade que notei por lá na capital (Fortaleza) e mesmo nas pequenas cidades vizinhas:  As casas, por mais simples que sejam, em geral tem as telhas de barro, ou telhas cerâmicas.  Estas são duráveis, tem um ótimo nível de isolante térmico contra o calor e não são espalhadas por vento como ocorre em telhas de cimento amianto, esta última que também não resiste a uma chuva de granizo.    

     CUMBUCO

     Fomos de ônibus fretado a Caucaia-CE (Serra do Araripe) e visitamos a Praia do Cumbuco que é muito bonita.     Lá passeamos de jangada, andamos de bugue nas dunas e visitamos uma bela lagoa de água doce, além de curtir a praia e seus arrecifes.         
     Lá nas dunas tem um lugar onde a pessoa pode descer de "esquibunda" duna abaixo, terminando a descida numa linda lagoa.   Mesmo quem não sabe nadar, dá para controlar e ficar sem o banho de lagoa, como no meu caso.     Descer é uma beleza e subir, tem como se apoiar num corrimão de corda que serve de apoio na subida.   Muito legal.  Algo diferente.

      Voltando a Fortaleza no começo da noite, fomos visitar o Centro Cultural O Dragão do Mar.    O nome 
é uma homenagem a um heroi popular local que lutou contra a escravidão.   Vale a pena visitar o Dragão do Mar.  Costuma haver várias exposições por lá.









   



sábado, 10 de setembro de 2011

O CORDEL NORDESTINO - XILOGRAVURA - FORTALEZA - CE


Foto de Orlando L.de Almeida (com celular)



   Eu sempre gostei da cultura nordestina e já li alguns livrinhos de trovas em Cordel.   E um dia ganhei um livro de uma amiga, livro chamado Violeiros e Cantadores, do folclorista Câmara Cascudo, no qual ele documenta muitas trovas e trovadores do cordel nordestino.      A expressão cordel vem do fato de que os autores das trovas vendiam os livrinhos principalmente em feiras e esticavam um cordel para pendurar os mesmos.
     Entre os mais renomados personagens das trovas nordestinas do tempo do auge dos repentistas, destaque para  Cego Aderaldo e Inácio da Catingueira.
      Pois bem.   Visitando Fortaleza-CE, além de curtir as belas praias, andei em busca do cordel e comprei três livrinhos, um deles contando a história do herói cearense Dragão do Mar.     O Centro de Cultura Dragão do Mar, que visitamos, tem muito da cultura do povo local e é um belo e amplo conjunto arquitetônico.   Com direito até a um bem montado Planetário, no qual assistimos uma bela seção exibida com aparelho Zeiss (alemão) de última geração.   Uma verdadeira viagem virtual pelo universo.
Voltando ao cordel.     As revistinhas de cordel sempre foram ilustradas na capa com desenhos geralmente em tinta preta, usando a técnica da Xilogravura, na qual se faz uma matriz em madeira, entalhada em baixo relevo, ficando a parte plana responsável por dar as formas nas figuras que se quer no impresso.
Visitando um prédio histórico que já foi uma cadeia, onde hoje é uma verdadeira feira de artesanato local, numa loja de camisetas, vi a plaquinha acima que é uma matriz para xilogravura.   Registrei na câmera do celular para guardar de recordação.    Tudo isso faz parte da arte daquele povo que tem uma forte identidade rica em peculiaridades.      Muito dez!

orlando_lisboa@terra.com.br

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

FORTALEZA TEM CULTURA. NÃO É SÓ SOL E MAR



foto: do site secult.ce.gov.br

     Visitando Fortaleza, como não poderia deixar de ser, programamos passeio para seis diferentes praias na região, todas belas e cada uma com seu tipo específico de beleza.   Mas não poderia deixar de colocar o olhar na expressão cultural do povo local, desde o jangadeiro que enfrenta o mar com aquelas pequenas jangadas nas duras jornadas da pesca para sustento da família, passando pela rica e variada culinária local que usa a carne de sol, o feijão de corda (no baião de dois - feijão de corda com arroz), tapioca, suco de frutas locais como caju, cajá, pratos à base de caranguejo e por aí vai.
     No "capítulo" de hoje sobre Fortaleza, vou destacar uma obra arquitetônica de rara beleza que o nosso dedicado guia turístico Ávila nos mostrou no city tour de chegada à cidade.    Ele mostrou o prédio anexo ao Palácio da Abolição, o Mausoléu do General Castello Branco, cearense que foi presidente do Brasil.    A obra é do arquiteto Sergio Bernardes, carioca, que chegou a trabalhar com Lucio Costa e Oscar Niemeyer.
     Sergio Bernardes elaborou a obra do Mausoléu em 1972 e o destaque é que o prédio é apoiado em um só extremo (à esquerda, de quem olha da rua) e teria um vão livre de mais de 30 metros.     
     Segundo o guia, aquele gramado que fica no espaço adjacente ao prédio representa a região de mata da região perto do mar e os locais com "piso" de dormentes antigos  (desses de estrada de ferro) rejuntados com rejunte de pedras representaria o chão da caaringa na seca no sertão cearense.     O que se pode ver é uma obra de rara beleza, independente do significado que o autor quis dar à mesma.      Dei até uma olhada na Wikipédia e constatei que esse arquiteto tem um acervo de tirar o chapéu e premiações no Brasil e no exterior.    Pois não!    O Ceará tem cultura e sabe receber os turistas.    Tem muito mais para se curtir por lá além de coqueiros, praia, sol e mar.

               orlando_lisboa@terra.com.br