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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

TURISMO EM FORTALEZA (IV) - MORRO BRANCO



  Photo by:  http://guiadolitoral.uol.com.br/fotosdepraia-beberibemorrobranco-ce-1294.html

  Na noite anterior ao passeio até Morro Branco, visitamos um prédio muito antigo e muito bem conservado que outrora foi uma prisão e agora funciona como um mercado de artesanato.  As paredes do prédio devem ter mais de meio metro de largura.  Lindo o prédio e lindos os artesanatos locais.   Compramos inclusive umas camisetas com desenhos feitos com a arte da xilogravura, tipo que se usava para ilustrar os livrinhos de cordel.   Entalha-se na madeira em relevo o que se quer do desenho e depois passa tinta nessa tabuinha esculpida e ao colocar a mesma como se fosse carimbar a camiseta, sai o desenho feito pela tinta e os relevos.   Muito interessante.   Vejam um exemplar abaixo.

  Gravura de: http://blog.teatrodope.com.br/2007/05/09/literatura-de-cordel-xilogravura-temas-e-ensino/

     A praia de Morro Branco tem falésias, que são paredões de um tipo de rocha arenosa colorida, com vários tons de cores, do branco, para o cinza, para o amarelo, vermelho, marron.     
     A praia, como as demais é muito linda.    Alugamos um bugue e demos voltas pelas dunas e fomos até uma lagoa de água doce.   Um passeio muito agradável, com paisagens especiais.   Sol sim, mas sempre um ventinho leve, refrescando o ambiente.
     No almoço optamos por um peixe chamado pargo assado, que estava do nosso gosto.   Muito bom!   Muitos estrangeiros por lá na ocasião, tanto que numa mesa com bastante gente do nosso lado, uma turma de franceses, em outra, uma turma de coreanos.    Muita gente do próprio nordeste passeando e também do sudeste e sul.   O Brasil passa por lá, já que sol e mar são garantidos de segunda a segunda, quase sempre.
     Consta (diz a guia) que por lá gravaram episódios de No Limite, aquele que foi ganho por uma cabeleireira, há tempos.   Foi cenário de um dos filmes do Renato Aragão e alguns outros programas de TV.
     Morro Branco porque os pescadores se afastavam bastante da costa, em alto mar para a pesca e de longe só viam as pontas das dunas, bem branquinhas e então ficou Morro Branco.    Lá tem um dos raros Faróis de orientação náutica feito com a torre quadrangular e não circular como as usuais.  (Guia Regina Lima).
     No trajeto de ônibus de Fortaleza a Morro Branco, ainda na capital, passamos pela casa onde nasceu José de Alencar, que era filho de um religioso.      O passeio sempre tem o lado de descanso, praia com sol e mar e também dá para dar uns pitacos para conhecer um pouco mais da cultura local.    E o Nordeste é muito rico em Natureza e Cultura.


sábado, 10 de setembro de 2011

O CORDEL NORDESTINO - XILOGRAVURA - FORTALEZA - CE


Foto de Orlando L.de Almeida (com celular)



   Eu sempre gostei da cultura nordestina e já li alguns livrinhos de trovas em Cordel.   E um dia ganhei um livro de uma amiga, livro chamado Violeiros e Cantadores, do folclorista Câmara Cascudo, no qual ele documenta muitas trovas e trovadores do cordel nordestino.      A expressão cordel vem do fato de que os autores das trovas vendiam os livrinhos principalmente em feiras e esticavam um cordel para pendurar os mesmos.
     Entre os mais renomados personagens das trovas nordestinas do tempo do auge dos repentistas, destaque para  Cego Aderaldo e Inácio da Catingueira.
      Pois bem.   Visitando Fortaleza-CE, além de curtir as belas praias, andei em busca do cordel e comprei três livrinhos, um deles contando a história do herói cearense Dragão do Mar.     O Centro de Cultura Dragão do Mar, que visitamos, tem muito da cultura do povo local e é um belo e amplo conjunto arquitetônico.   Com direito até a um bem montado Planetário, no qual assistimos uma bela seção exibida com aparelho Zeiss (alemão) de última geração.   Uma verdadeira viagem virtual pelo universo.
Voltando ao cordel.     As revistinhas de cordel sempre foram ilustradas na capa com desenhos geralmente em tinta preta, usando a técnica da Xilogravura, na qual se faz uma matriz em madeira, entalhada em baixo relevo, ficando a parte plana responsável por dar as formas nas figuras que se quer no impresso.
Visitando um prédio histórico que já foi uma cadeia, onde hoje é uma verdadeira feira de artesanato local, numa loja de camisetas, vi a plaquinha acima que é uma matriz para xilogravura.   Registrei na câmera do celular para guardar de recordação.    Tudo isso faz parte da arte daquele povo que tem uma forte identidade rica em peculiaridades.      Muito dez!

orlando_lisboa@terra.com.br