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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

O CORDEL COM A CORDA TODA - INSPIRANDO AUTORES FAMOSOS

     Eu sempre admirei a cultura popular do nordestino porque, além da riqueza e diversidade, o povo nordestino tem uma série de peculiaridades pouco comuns no Brasil.    Eles tem uma identidade, digamos assim.   Fora o nordestino, encontramos isso no povo gaúcho.      Somos um país novo levando em conta a colonização e coisa e tal e estamos em formação.   Somos de berço nessa de ter uma identidade própria, mas já temos muita coisa nossa para nos apegarmos e até para mostrar ao mundo.    
     O cordel nordestino por exemplo, que sempre acompanhei e agora com a internet fica mais fácil o acesso, anda sendo objeto de estudos e teses acadêmicas no Brasil e no Velho Mundo.   E continua fazendo sucesso como arte popular, o que é ótimo.      Na época do Natal, vi um texto no Youtube onde havia um Cordel de Natal, contando a história do nascimento de Cristo todo rimado e ilustrado no puro modo do cordel.   Primoroso.
     Dias atrás no Globo Rural vi uma entrevista com o Ariano Suassuna, autor de vasta obra, dentre elas "O Auto da Compadecida", a peça que popularizou via TV o personagem Chicó e outros mais, com sua frase "Só sei que foi assim..".      Pois para minha surpresa, o Suassuna diz que nessa sua obra contou com a inspiração na arte popular do seu nordeste.   Citou dois cordéis, um deles "O enterro do Cachorro" e outro, "O cavalo que defecava dinheiro".     Claro que o Ariano com sua maestria criou algo original, mas teve inspiração na arte popular e ele fez questão de destacar na TV.    Muito bom!!!
     Outra coisa que andei até pesquisando mas não achei a "amarra" no Santo Google, numa busca bem sumária, foi o seguinte:    Um dia eu estava lendo na Biblioteca de Nova Esperança-PR um livro do Graciliano Ramos - a obra Alexandre e Outros Heróis, cujo personagem Alexandre vem de outra obra dele, de 1944 e lá "achei" a fonte da inspiração do nosso monstro sagrado do humor - Chico Anysio para o personagem Pantaleão.   Um baita personagem, diga-se de passagem.      O curioso é que, lendo o livro Alexandre e Outros Heróis, o protagonista dessa ficção, o Alexandre, seria ao meu ver o próprio Pantaleão, lá dos idos de 1944.   Quem gosta da literatura, dá para conferir no livro do Graciliano Ramos.
     É a arte popular conquistando a TV, grandes platéias por aqui e ganhando o mundo com méritos.

orlando_lisboa@terra.com.br

Um comentário:

  1. A obra literária nordestina é primorosa mesmo! Lembro que quando li Morte e Vida Severina de João Cabral de Melo Neto, fiquei arrepiada com a beleza das rimas e com a mensagem forte da poesia.

    Cristina Bergamini - Mauá - SP

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