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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

PARQUE DO INGÁ - UMA RECEITA PARA DETONAR O PARQUE



                                                  (foto do site  blogtemposmodernos.com.br)

     Na década de 40 essa nossa região central de Maringá era uma floresta tropical de encher os olhos. A terra roxa, muito fértil, fez brotar a cidade muito rapidamente, transformando a riqueza do solo em riqueza do povo.     A Companhia Inglesa que projetou nossa cidade e colonizou a região tinha em sua equipe engenheiros de alto gabarito que faziam um trabalho com alguns cuidados de vanguarda para a época, visando alguma preservação ambiental.    Nossa cidade saiu da prancheta dos planejadores urbanos privados, com suas ruas de calçadas largas, avenidas com amplo canteiro central com gramado e árvores.     
     Traçou-se a Avenida Colombo num divisor de águas.    As águas que caem para o lado debaixo da Colombo em relação ao centro, vão para certos córregos e as que caem da Colombo para cá, vem em outra direção.       Foram projetados dois grandes bosques, sendo um o Parque do Ingá e o outro, o Bosque 2, ao lado do Marista na região central.     Vale destacar que a razão mais direta para deixarem esses dois bosques foi a proteção de nascentes não só por bondade, mas para evitar que no lugar delas, se ficassem desprotegidas, haveria séria erosão urbana, que poderia engolir calçadas, ruas, casas, postes e assim por diante.       
     Pois bem.     Os pioneiros, com algum juizo, nos deixaram esses bosques maravilhosos e uma lei que impedia que se impermeabilizasse parte do solo urbano para que parte da água das chuvas  penetrasse no solo nos quintais e fosse alimentar o chamado lençol freático do sub solo e assim ir alimentar as fontes, inclusive do Parque Ingá.      Mas o "cerumano" como diria aquele calouro fictício (ou nem tanto), com a ganância e comodismo, foi concretando tudo nos quintais residenciais e comerciais.   Veja os exemplos dos grandes edifícios que brotam do chão.   Será que têm área permeável para alimentar as nascentes?      A impermeabilização do solo é o primeiro ingrediente para detonar o Parque do Ingá e a água não tendo como penetrar no solo, vira enxurrada, vai para as galerias e desaguam com violência no Parque do Ingá, causando fortes erosões.    
      Outro ingrediente silencioso - o tanto de poços semi artesianos que se perfurou por aqui sem um controle efetivo.   O poço retira água do sub solo e rebaixa o lençol freático e vai faltar água no lago do Parque Ingá e muito mais que isso.
     Depois para completar, temos na lei, que o Poder Público tem o DEVER de agir em prol da conservação do patrimônio público.    Não é isso que temos visto por aqui.    Ao ponto de deixarem o Parque às moscas durante um tempo enorme, fechado ao público que é o verdadeiro dono daquele santuário da fauna e flora.      E o turista que por aqui aparece para ver a cidade Canção, cidade das árvores, fica a ver navios em frente ao Parque do Ingá.    Não é o melhor lugar para ver navios, convenhamos.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

NA PEÇA DE TEATRO - ANDARILHOS DE CORDEL

                  (a ilustração é do cordel de J.Borges -  "A Vida no Sertão"   - Bezerros - PE)   

    Ontem, dia 27-01-11, dentro da programação do Festival de Teatro de Maringá, fui assistir a peça Andarilhos de Cordel.   Por sinal, gosto muito do gênero que é a cara do Nordeste Brasileiro.   Uma peça bem descontraida, com muito humor que até algumas crianças presentes "racharam o bico".   Bom público no Teatro Barracão.    O destaque ficou por conta de uma fala do personagem, talvez num "caquinho" fora do texto.       
     Tem que ir na Feira comprar cordel que é cultura
     E não ir na Feira para comer pastel que é gordura.
     
     A peça foi boa e já valeu pelo trocadilho que veio a calhar com nossa Maringá onde a barraca do Pastel da Feira é algo à parte.   Fica como um formigueiro no doce.   Apinhado.   
     Fui no Teatro Oficina da UEM hoje, dia 28-01-11 e perdi a viagem, pois a peça era O Mercador de Veneza e os ingressos já estavam esgotados.     Ao menos me informaram lá que essa peça vai ficar aqui na nossa cidade até o final de fevereiro, não free como hoje, mas haverá outras ocasiões para curtir a peça baseada na obra de William Shakspeare.   (espero não ter errado o nome do monstro sagrado).

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

MINICONTO II - ANIMAIS ABANDONADOS

                                          Foto do site:     sosanimal2009



Animais abandonados.   Quem maltrata os animais não merece ter amigos.    (do autor deste blog)

sábado, 22 de janeiro de 2011

UM MINICONTO DE ESTREIA NO GÊNERO

Gosta dele e ele não sabe?!!   Paquera, namora e casa com ele!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

O ENGENHEIRO AGRÔNOMO, A LARANJEIRA E A BOMBA



                                       (foto do site    algarvecitrinos.com)

     Na época em que eu resolvi lançar o meu blog para espalhar aos quatro ventos os rabiscos que escrevo com as crônicas do dia-a-dia, meu colega de grau também tinha decidido montar um blog.  Só que ele optou por ter como foco a difusão de tecnologia na área da agronomia.  "Bão tamém" para quem é do ramo.    Nosso blog tinha lá seus leitores mais ou menos assíduos e o conta giro (contador de acessos) do blog dele ia de vento em popa e o meu um pouco menos.     Ele, pé no chão e eu meio cabeça nas nuvens, que ninguém é perfeito, uai!
    Nosso blog ia disputando leitores como aqueles cavalinhos do Globo Esporte, mostrando a posição dos times no campeonato.     Eis que um dia o site dele bombou!   Ele foi ver na estatística do blog e descobriu que um artigo técnico em especial foi lido em quase todos os continentes e teve uns quatro leitores da China!!!    O assunto era sobre uma praga nova na laranja, com o nome de greening, que vem esquentando a cabeça do pessoal.     E tem uma planta ornamental na região chamada Murta, da família da laranja, que é hospedeira da praga.   No artigo estava o autor blogueiro declarando guerra, com um "procura-se a Murta".    Como diria o mineiro:   foi a conta!    
     O tal do "procura-se" leva um pouco de desgraça, coisa chocante que mexe com aquele sentimento meio bestial da turma fazer ajuntamento para ver do que se trata.   Parece que lá no fundo, temos uma queda pela desgraça.   Três toquinhos na madeira para isolar...
    Meu amigo me contou esse episódio e a interpretação que os curiosos deram para o "procura-se" que eu, por brincadeira, disse a ele:    Já sei.   Vou colocar uma manchete tipo essas que tem nos portais da Internet, que chamam a atenção do pessoal com as desgraças.    E dão ibope.     "Cobra engole pessoa e ainda palita o dente com o prendedor de cabelo da vítima".  Pronto!!!   Clicaqui e roda o filminho, não sem antes aparecerem mil propagandas.  Está vendido o peixe.
     Na mesma ocasião do "procura-se", meu amigo me indicou um produto para controle de insetos em residência e comprei o produto numa casa do ramo e uma... bomba.   Bombinha de aplicar o veneno.
    Daí me surgiu a idéia:   Vou colocar no blog uma matéria com a seguinte chamada:    Comprei uma Bomba e vou usar Hoje!!!       Pela teoria da desgraça dando ibope, iria ter um pico de acessos ao blog, mas como não vendo nada, nem terreno na lua, nem bilhete premiado, resolvi colocar um título menos chocante no artigo.    Não vamos enganar os fregueses que não são tantos.     E muito menos, forçar as velhas (e novas) amizades.   Abraços a todos!

domingo, 16 de janeiro de 2011

VISITANDO O CADERNINHO DE ANOTAÇÕES

   Alguma vez eu devo ter falado no caderninho que tenho e que na verdade são vários.  Explico.  Gosto muito da leitura e tenho uma pá de livros.  São tantos que tive que catalogar no padrão para poder achá-los pelos códigos, os mesmos que são usados em biblioteca.   Ao invés de decorar todos os telefones, é melhor usar a Lista.    Em 94 comecei a fazer anotações num caderno espiral as partes que me chamavam mais a atenção nos livros que lia.   Ao iniciar nova leitura colocava os dados gerais da obra, data da leitura e tudo o mais.     De julho de 94 para cá são 116 livros lidos e anotados em seis volumes do caderninho.   Coisa minha.     O mais recente foi do livro da biografia da Clarice Lispector.    Um livro parrudo de mais de 600 páginas, mas de um conteúdo fantástico!   Qualquer dia volto a este livro.    Hoje, para ser "laite", leve, vou citar uma passagem que achei marcante no livro do português Miguel Torga, que chegou a morar no Brasil nos anos 20 a voltou para a Terrinha dele, se formou em medicina e além da profissão de médico, escrevia muito bem.   Dele eu li "Contos da Aldeia".    O nome dele é Alfredo de Castro, mas colocou o pseudônimo de Miguel Torga com o seguinte argumento:  Miguel em homenagem a Cervantes e Torga para se colocar mais "no chão", já que torga seria uma graminha simples de Portugal.  
     Então, vamos à citação que achei muito interessante:   "Mas a pátria é um íman...   Cada um em sua Pátria - seu ninho.   É que só nela (seu ninho) se exprimem correctamente, estão certos nos gestos, são realmente quem são"   
   (escrito em português de Portugal)


segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

A CATEDRAL DE MARINGÁ COM ENFEITE DE LUZES


foto: Poliana Lisboa

     A nossa cidade de Maringá tem um ícone que se chama Catedral Basílica Menor Nossa Senhora da Glória, mais conhecida como Catedral de Maringá.    Eu até pensava que já tinha rabiscado no blog aqui sobre o nosso ícone, mas dando uma retrospectiva nos rabiscos, percebi que tinha passado batido.
     Nossa cidade data oficialmente de 1947 e até a a década de 50 tinha uma catedral pioneira feita de madeira.  Depois foi projetada a nossa Catedral atual que foi construída na década de 50 e por volta de 1958 estava sendo erguida.   O Bispo Dom Jaime, pelo que consta, teria se inspirado nas naves espaciais da série Sputnik da antiga URSS para o desenho da nossa Catedral, que ficou como uma nave pronta para decolar.     É um verdadeiro monumento de concreto com 111 metros de altura nas paredes e uma cruz no topo completando a altura de 124 metros.  
     Pelo plano urbanístico de Maringá, atrás da Catedral fica um bairro no qual não é permitido prédio alto e isso garante uma visão majestosa da mesma.     Se ao fundo se erguessem edifícios, estes iriam afetar a paisagem na qual reina soberana a Catedral.
     Por falar em Sputnik, consta que o nome do foguete dessa série (foram vários) em russo teria algo a ver com o símbolo de estar elevado da terra, para estar mais perto do Criador.    Razoável para inspirar uma Catedral.
     A Catedral tem dois cones, um externo e um interno e entre estes há várias dependências, inclusive uma escadaria helicoidal pela qual se chega quase ao topo do prédio.     Naquela área onde se enxergam pequenos quadriculados, são janelas pelas quais há uma vista privilegiada da nossa cidade com seu traçado feito na prancheta, avenidas amplas e os dois bosques na região central.      Pena que há algum tempo uma vistoria do Corpo de Bombeiros estabeleceu alguns requisitos de corrimão para as escadarias e proteção nas janelas para evitar que algum turista mais afoito (e sempre tem algum...) arrisque a vida.      Por isso, o acesso ao topo está interditado até que as obras sejam feitas.    Menos mal, que consegui subir os degraus todos e desfrutar a beleza da vista no conjunto de janelas que se espalham pelos 360 graus do prédio que é circular.
     Uma forma que poderia ser adotada para visitas seguras mesmo na condição atual:     Que as visitas só fossem liberadas em pequenos blocos de turistas, acompanhados por um guia treinado.    Assim os turistas poderiam fazer o passeio de forma segura, sem depredar nada e nem correr risco de cometer alguma imprudência.      
    O fato é que a Catedral tem a sua beleza reconhecida por todos daqui e por todos os turistas que por aqui passam e dão uma chegadinha lá, ao menos para as fotos.    Muitos que são católicos e têm tempo, também participam das missas, pois lá, acima de tudo é um templo em plena atividade.    Sou um dos inúmeros paroquianos da Catedral de Maringá.