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domingo, 20 de fevereiro de 2011

BIOGRAFIA DE CLARICE LISPECTOR - II

     Como simples leitor da Biografia de Clarice Lispector, seguem mais algumas frases que eu destaquei como marcantes na obra.   Isto tudo para mostrar que a escritora foi fora de série e merece ser lida com muita atenção.   
     Frase com comentário do crítico literário Milliet sobre uma obra de Clarice:    "A autora sucumbe ao peso de sua própria riqueza"  (cultural).    ... "livro desanimadoramente difícil de ler"..  (p.284)
     Sobre seu desapego a Deus:   "Acima dos homens, nada mais há."  (p.285)
     "Todos querem ter projeção sem saber como esta limita a vida."    ... "o que eu queria dizer, já não posso mais".   (p.360)
     Cazuza leu 111 vezes o livro Perto do Coração Selvagem.    Cita o biógrafo: "O livro inspirou paixões".   (p.457)
      "Que ninguém se engane.  Só consigo a simplicidade através de muito trabalho"   (p.479)
     Dica de Clarice para uma menina que gostava de escrever:   "Escreva em prosa... ninguém edita comercialmente livro de poesias".   (p.480)
     Sobre seu cão Ulisses:   "É um cachorro muito especial... é um pouco neurótico".   (p.482)
     Perto dos 47 anos de idade, que não chegou completar:     Em carta para o intelectual católico Alceu de Amoroso Lima (o Tristão de Athaide):   "Eu sei que Deus existe".

     Há material anotado para mais uns dois capítulos no blog, sobre detalhes do Brasil, do Jornalismo no Brasil (ela militou na área), da Guerra e na Diplomacia.   Vejamos...

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

SOBRE A BIOGRAFIA DA CLARICE LISPECTOR - PARTE I

     Como leitor franco atirador, um dia me chega às mãos  o livro biográfico "Clarice" de autoria de Benjamin Moser e tradução de José Geraldo Couto.  Obra da editora Cosacnaify, com 647 páginas.
     O livro é de uma riqueza de dados impressionante, não só da controversa Clarice, mas no retrato que o autor traça sobre a política brasileira, a Europa das primeiras décadas do século passado, a questão do povo judeu na Europa, as Guerras e muito mais.    
     Tendo o hábito de ler com papel e lápis do lado, anotando aquilo que mais me chama a atenção, percebi que no caso desta obra, dá para fazer até uma separata por assunto, como Política brasileira nos anos 20, aspectos da Geopolítica nos tempos das Guerras Mundiais,  aspectos da Diplomacia brasileira nos anos 20, aspectos do Jornalismo no Brasil e no front de batalha na Europa e por aí segue.
     Para esta primeira parte, já que a protagonista é a Clarice, resolvi destacar frases e citações que mostram um pouco do modo de pensar dela.      Ela no Cairo, esposa de diplomata, em frente à esfinge e o mito do "me decifra senão te devoro".     Ela teria dito após "encarar" a esfinge:  "Não a decifrei.. mas ela também não me decifrou".  (p12)
     Frase de Drummond sobre sua amiga Clarice:  "Veio de um mistério e partiu para outro"   (p.14)
     Ela por ela mesma:  "Sou tão misteriosa que não me entendo"   (p.15)
     Idem:   "Eu sou vós mesmos"   (p.17)
     Idem:   Dela que nasceu na Ucrânia e veio bem novinha para o Brasil:  "Eu pertenço ao Brasil"  (p.23)
     Consta que ela na juventude chegava a ler um livro por dia.   (p.126)    A literatura de Herman Hesse teria influenciado um pouco a pessoa e a obra de Clarice.    (p.127)
     Clarice, se referindo ao suicídio de Virginia Wolf:         "... não quero perdoar o fato de ela ter se suicidado.   O horrível dever é ir até o fim".   (p.205)
     Sobre viver longe do Brasil e das pessoas amigas na Europa, acompanhando o esposo diplomata.    "O que importa na vida é estar junto de quem se gosta". (210)
     Ela, morando numa pequena cidade do interior da Europa.   "É preciso ser feliz para morar em uma cidade pequena, pois ela alarga a felicidade como alarga também a infelicidade" (251)
     Para finalizar o capítulo de hoje, parte de uma frase dela numa carta enviada da Europa:    "... somente até um certo ponto que a gente pode desistir de si própria e se dar  aos outros e às circunstâncias...".       (259).    Ela leu muito os filósofos...
     

domingo, 6 de fevereiro de 2011

PARANÁ CHORANDO O LEITE DERRAMADO - GOVERNO NO MEIO!

                        

   Diz o ditado popular que "não devemos ficar chorando o leite derramado".   Por outro lado nos ensinam que temos o direito de espernear, principalmente quando a luta não é em causa própria, mas das pessoas mais simples, cujas crianças tem que ter uma atenção melhor do poder público para crescerem mais saudáveis e terem um potencial de aprendizado melhor.   Bom para elas, para a família e bom para a sociedade.
     Pois bem.    Havia um programa chamado de Leite das Crianças que tinha uma bem bolada visão social a saber.    O governo do estado do Paraná comprava o leite fresco pasteurizado dos Agricultores Familiares para fornecimento na merenda escolar e para famílias carentes com crianças, visando reforçar a qualidade da alimentação das mesmas.
     Além disso, tínhamos aqui no Paraná, como de resto no Brasil todo (e eu sou do ramo) um problema de qualidade do leite em consequência da precariedade na higiene da ordenha na propriedade rural.      O governo do estado na época do programa Leite das Crianças criou um sistema de aquisição do leite dos Agricultores Familiares e em contrapartida, havia um programa que exigia e cobrava o aumento da higiene na ordenha dos animais.    Com isso ganha o produtor de tem produto de melhor qualidade e melhor preço, ganha a sociedade que usa um produto mais seguro e saudável.     Havia uma expansão da produção de leite em todo o interior do Paraná, acompanhada da busca da melhoria da qualidade do leite como um todo.
     Eis que, segundo notícia do blog    esmaelmorais.com.br  , datada de 03-02-2011, determinado orgão do governo do estado do Paraná enviou um documento à Secretaria Estadual da Educação avisando que o leite não vem mais da fonte citada acima.     Que por falta de verba, etc., estão providenciando para se ter leite em pó.     Caso isso aconteça, vira pó, literalmente, todo um esforço de ajudar o Agricultor Familiar a produzir com qualidade o produto para as escolas em especial e para a sociedade em geral.     Quero acreditar que isto é um mal passageiro, pois abandonar um programa que vinha dando tão certo é agir contra aqueles que mais precisam do Estado.      Para dar uma conta meio redonda, de todos os produtores paranaenses, ao redor de 70% são Agricultores Familiares.    Para estes, a questão não é só econômica, mas uma questão social.    

     (foto retirada do blog    marlivieira.blogspot.com)

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

CHEGOU NA MINHA CACHOLA O MINICONTO III

                                                      






     É duro saber dosar o cantar como formiga e o labutar como cigarra.  Viver a vida...




                    (do autor do blog)




                          Ilustração da cigarrinha:    evangeliza1.blogspot.com