Total de visualizações de página

Translate

Google+ Followers

terça-feira, 27 de julho de 2010

ASSOMBRAÇÃO EXISTE. PERGUNTE PRO EDER!

     Como contista amador, arraia bem miúda no ramo, ao lembrar do meu amigo Gordo, acabei lembrando de outros episódios mais.   Vamos colocar o foco no episódio de Ortigueira, mais precisamente no sítio do Gordo que nem gordo é mais.    Pois nosso amigo tinha um sítio na montanhosa Ortigueira e amigos e familiares dele se reuniam de vez em quando no sítio para um fim de semana diferente, com menos TV e mais convivência.   Coisa boa, meu!    Num certo dia a turma baixou em peso no sítio para mais um fim de semana, depois de uma longa viagem de todos para chegarem ao sítio encravado lá pelo interior do município que tem cerâmicas, produção de mel e muito mais.    Tem muito gado por lá, já que o município é montanhoso e não dá para ficar andando de trator por aquelas terras.
     Voltando ao episódio do tal fim de semana em turma.    Como na casa do sítio não comportava a galera toda, tinha ficado acertado que levariam barracas e armariam no quintal.   Os mais jovens e a criançada dormiria nas barracas.    Para estes, foi um tremendo agito essa noite tão diferente.    Mas põe diferença na programação.   Pela vizinhança do sítio tinha uns moradores mais antigos, dados a contar causos de todos os tipos, com a especialidade em falar de causos de assombração.    Luz de lampião, uma fogueirinha no quintal, todos ali sentados ouvindo os causos de assombração.    Muitas crianças ainda não tinham ouvido causos desse tipo e estavam vidrados nos detalhes.   Maravilhados e assombrados, nem se mexiam no lugar.     Terminados os causos, a turminha já "pescando" de sono, abaixando o queixo, recebeu a ordem de recolher.   Era hora de apagar o lampião e cair no sono.     Mas aquelas assombrações...  sei lá, pensavam...
     Apagam-se as luzes do acampamento e da casa e se fez o silêncio total.    Não demorou muito e todos ouviram um bafafá de som, barulho de bater latas, cachorro latindo, barulho de alguém correndo para o acampamento.   Foi só criança e jovem que vazava da barraca por todo que era canto.  Um furor geral!!!   Nunca uma assombração era tão real e assustadora.     Pura sacanagem dos adultos da casa que resolveram pregar uma peça (põe peça nisso!!!) na criançada.   Pode uma coisa dessas?     Eder, dá para esquecer uma refrega dessas?

domingo, 25 de julho de 2010

O ENSINAMENTO PELO IPÊ AMARELO DA ESCOLA

foto de Carvalho Pinto

   Dias atrás passou na TV um programa dominical que falava da degradação ambiental na região do Cerrado Brasileiro e da Amazônia.    Mostrava lugares onde as florestas foram dizimadas até a beira dos rios, de forma predatória e irresponsável.   Nem precisa dizer do dano que tudo isso causa para toda a sociedade.      Na mesma reportagem mostrava uma Ong que estava incentivando os proprietários das fazendas a restaurar a vegetação ao menos nas margens dos rios e nascentes, o que já é um bom começo.  Protege os rios, a flora, a fauna e a vida de uma forma mais ampla.    
     Dentre muitas formas de recompor o que foi danificado, uma delas é vedar a área (cercar) e não mais cultivar a mesma e nem deixá-la para o gado pastar nas partes protegidas.   Pois a própria Natureza, com esforço e tempo, vai regenerando a mata ciliar e a vida silvestre vai povoando de novo o lugar, o que é um alento. 
     Então vamos voltar ao nosso pé de ipê amarelo, que faz parte desta prosa.
     Quando eu cheguei na ESALQ-USP em Piracicaba para fazer agronomia no ano de 1973, passei a percorrer o campus, que é de uma beleza sem par.   Muito verde, muitas árvores, arbustos, gramados e uns lagos, tudo muito bem cuidado.    Cada turma que se forma (e olha que já foram muitas, já que a escola é de 1901), costuma plantar uma "árvore da turma" no campus como lembrança.   A árvore recebe do lado uma plaquinha  apoiada numa estaca encravada no solo, identificando a árvore por seu nome popular, nome científico e pelo ano de plantio.
     Em frente ao chamado prédio principal da ESALQ, onde funciona a secretaria geral, há um pé de ipè amarelo adulto que no meu tempo tinha lá sua plaquinha indicando que foi plantado em 1920.    Para que se tenha uma idéia, em 1973 aquele pé de ipê então já tinha seus 53 anos de vida e pelo visual era ainda uma planta jovem, com o tronco na DAP (diâmetro na altura do peito) de uns 25 a 30 centímetros e uma altura não mais que uns dez metros.     Este ipê nos dava uma boa noção do tempo que uma planta pode precisar para dar o ar da graça na Natureza.      É certo que cada espécie tem seu tempo, mas fica um alerta para quem faz os desmatamentos:  colocar ao chão é bem rapidinho, mas recompor parte do que foi destruído pode ser algo moroso e oneroso.
     Um dia, lá pelos tempos de pré vestibular, num livro de Química do Setsuo e Feltre, estava lá a frase atribuida a Paracelso:  "Quem nada conhece, nada ama".     Quanto mais a gente conhece dos elementos da natureza e sua complexidade e beleza, sentimos mais amor pela Natureza e entendemos a necessidade de tirar dela nosso sustento de forma equilibrada, dentro dos princípios da sustentabilidade:  economicamente viável, socialmente justo e ambientalmente correto.      Posso afirmar com segurança como profissional do ramo que isso é perfeitamente possível e temos os meios para tal.   Precisamos ter vontade e colocar as mãos à obra.     Nossos descendentes agradecem.

domingo, 18 de julho de 2010

O SAMARITANO, OS MENINOS DA SÉ E OS QUILOMBOLAS

                                          Foto do site http://conexaoto.com.br

      Tudo a ver, senão vejamos..
     Nossa conversa começa com um tal Mestre que ensinava, pregava, explicava, tinha muitos seguidores (e tem!) e até hoje ainda é pouco compreendido.   Ele falava do amor ao próximo e muito mais.    Nesse contexto, aparece aquela famosa passagem do viajante que foi assaltado no caminho e que, além de perder seus bens, recebeu uma enorme surra e ficou caido.  Pessoas de bem passaram por ele e, apesar de poderem fazer algo, nada fizeram.  Depois veio um Samaritano, um estrangeiro e este teve piedade e acudiu o viajante ferido que tinha sido assaltado.   Sabemos que nisso há um desafio desde sempre para todos nós.   Ter piedade e ajudar o próximo. 
     No meio da nossa prosa, encontramos a rica metrópole chamada São Paulo, onde há muita riqueza e também um bocado de pobreza.    Injustiça social de longa data, com sua complexidade, que tem como uma de suas facetas mais cruéis, as crianças abandonadas que vivem perambulando pelas ruas e dormem ao relento.    O mais cruel de tudo isso é que as pessoas "de bem", ficam calejadas de ver essas cenas das crianças de rua maltrapilhas, pedindo, vendendo balas, dormindo na calçada, junto às portas das lojas, debaixo de marquises de prédios ou até no "ventinho" que sai pelas grades de aeração das estações de metrô.     No frio, o tal ventinho sai lá de baixo da estação, bem mais quente do que a temperatura ambiente e é melhor que nada.      A cena deixa as pessoas como que acostumadas e parece que a coisa sempre foi assim, é assim e fica assim...      Mas alguém um dia nos lembrou que devemos amar o próximo!!!!
     No fim da nossa prosa, vamos destacar um pouco do que ouvimos numa bela palestra com a Antropóloga Dra.Cleyde R.Amorin, proferida na UEM Univ.Estadual de Maringá-PR.  no dia 24-08-07, quando ela abordava os Quilombolas do estado do Tocantins, os Kalungas, povos que foram objeto de estudo de campo para tese da doutora pela USP.   Durante a fala dela, destacou uma série de detalhes do modo de vida daqueles povos remanescentes dos quilombos que vivem num lugar de difícil acesso no interior do estado de Tocantins.     Na sua vivência com aquele pessoal, acabou participando de uma visita que um grupo de jovens quilombolas fez à cidade de Goiânia, capital de Goiás.      Os jovens ficaram incomodados com algumas coisas da cidade grande.  Uma delas, foi o barulho dos carros nas ruas, que não deixaram eles dormirem muito bem.   Outra coisa, foi ver aqueles prédios de apartamentos, com um monte de gente morando "em cima dos outros".    Tudo isso era muito fora dos seus paradigmas.    Mas o que mais os deixou chocados, foi quando viram umas crianças maltrapilhas andando de cá para lá, de lá para cá, pelas ruas.    Logo perguntaram ao guia da excursão:   - Onde estão os pais dessas crianças?!     Ficaram de boca aberta de saber que aquelas crianças estavam por ali abandonadas.     Crianças abandonadas não faziam parte do mundo dos quilombolas.     Se uma criança na comunidade ficava orfã, sempre tinha alguém para cuidar dela e não havia a figura da criança abandonada.   Pobre, sim.   Abandonada, não!
     Nós todos que conhecemos o modo de vida das cidades de hoje, temos muito a aprender  com o discurso do velho e bom Mestre dos mestres, aquele que anda meio esquecido.    E temos muito a aprender com comunidades "primitivas" que vivem encravadas em aldeias ou grotões deste imenso País.   

sábado, 17 de julho de 2010

UMA AMENIDADE, QUE NINGUÉM É DE FERRO!

     Tenho um amigo que é uma figura em especial.   Trabalha na área de vendas externas, viajando pelo Paraná afora.  Um craque em comunicação e sempre muito bem humorado.   Sempre tem piada nova e a própria dinâmica do trabalho também "cria" umas quase piadas.    Veja o caso em que ele foi protagonista e não se intimidou de contar pra gente.    (vou falar do milagre que é o que interessa, e vou preservar o santo!).    - Contei para um amigo aqui de Maringá, que o filho de um clientão meu do ramo de supermercado lá de Umuarama-PR tem um jipão com rodas especiais "deste" tamanho, mais de metro!  Pois o que ouviu essa, acho que depois de umas cervejas, logo duvidou e não arredou pé.   Não acredito, teria dito e "bidito" e "tridito".    - Ah, é?   Espere e vai ver - disse meu amigo viajante.   
    Na próxima ida a serviço em que ia passar por Umuarama, levou a tiracolo uma maquininha fotográfica a não achou trabalhoso ver o jipão e tirar várias fotos, inclusive com ele do lado para comprovar que não era foto tirada da internet.    Agora sim, tinha a faca e o queijo para esfregar a verdade na cara do petulante que ousou duvidar dele, numa dessas prosas de "filósofos de boteco", numa mesa de bar.
     Tudo bem.  Prova na mão e agora era encontrar o turrão e esfregar a foto na cara dele.   Só que houve aí um imprevisto.    Faz algum tempo que ocorreu a turra e eu não me lembro mais quem era o turrão...  e fiquei sem poder esfregar a foto na cara dele.
     No teatro da vida, com comuns mortais anônimos assim, sempre está acontecendo "cada uma que parece duas" com se dizia na minha Cerquilho - SP de um (bom!!) tempo atrás.

domingo, 11 de julho de 2010

TRÂNSITO VIOLENTO EM MARINGÁ


     Nossa cidade de Maringá é bem nova e, ao contrário da maioria das cidades brasileiras, foi planejada com o melhor da engenharia da época, pela década de 40.    Tanto a cidade é nova que muitos pioneiros que ajudaram a derrubar a mata para a construção da cidade ainda estão firmes e fortes circulando pela cidade e recebendo o respeito das novas gerações.  
     Temos amplas avenidas, com canteiro central e bem arborizadas e muito mais.    Atualmente com mais de trezentos mil habitantes e ao redor de duzentos mil veículos automotores, aí incluídos motos e carros, temos uma relação de habitantes por veículo de destaque.    Por outro lado, o que vemos no nosso dia-a-dia e nos noticiários do jornal com uma frequência enorme, é o número de acidentes na cidade.   Mais de cinquenta mortes em acidentes de trânsito neste semestre que recentemente terminou.    Eu assino o jornal O Diário de Maringá e não passam dois dias sem uma matéria ou carta à redação, tocando no assunto e lamentando perdas de vidas.
     Fala-se em conscientização das pessoas, mas o que se nota é que quem dirige conhece as leis de trânsito e sabe quais são as regras a seguir e os riscos a que expõe a si e aos outros, quando não segue as regras.  Excesso de velocidade é um dos problemas mais recorrentes.    
     Faz bem pouco tempo que, em visita a familiares na Flórida (USA), vi uma forma de disciplinar o trânsito que achei simples e interessante e que, acima de tudo, funciona.     Sem gastar um tostão a mais em relação ao aparato que nós temos por aqui, senão vejamos:     Por lá o trânsito é vigiado noite e dia por policiais que circulam com carros sem sirene e sem as características (e cores) de carros de polícia.    Se misturam ao trânsito e basta alguém dar um fora e eles agem e agem com firmeza, na forma da lei.      Acendem os faróis e ligam um sistema de luz interna no carro que passa a piscar, indicando que se trata da polícia e que o condutor infrator tem que parar.      Parar e esperar a ordem do guarda que costuma parar atrás e já puxa pela internet a ficha do carro (pela placa) e do motorista.    Quando aborda o motorista, já tem um perfil da pessoa, se é reincidente, se está com imposto em dia e por aí vai.    Infrator lá passa por uma dor de cabeça grande em muitos casos e comumente enfrentam a Corte.   Vão parar no tapetão e se ver com a justiça.   
     Então, o que nos falta para encarar um desafio destes?    Acho que a forma acima é uma forma bem rapidinha de "conscientizar" essa galera que pensa que carro é arma para sair matando os outros assim sem mais nem menos.   

segunda-feira, 5 de julho de 2010

DE TAXI EM NEW YORK - UMA BOA OPÇÃO


Na nossa visita a NY conseguimos destacar quatro dias, sendo que na quinta feira, primeiro dia, utilizamos a parte da manhã para ir ao aeroporto de Miami e tomar o voo para NY. Do Aeroporto JFK, tomamos trem-metrô (subway) até Manhattan, o coração de NY, que fica numa ilha. Do hotel, íamos ao centro num ônibus que passava por um túnel abaixo do leito do rio (ou mar..) e ao chegar à rodoviária na parte central, por meio de viaduto, chegava ao primeiro andar da rodoviária. O térreo desta é cheio de loginhas, guiches para compra de passagem em sistema de auto atendimento nas máquinas. Por lá há guichê com um I de informação, mas ao invés de uma pessoa para atender, é usual haver folhetos explicativos e mapas. Não mais. Muita gente circulando por todo lado com mapas nas mãos, principalmente no subway (metrô).
Perto do hotel onde ficamos, o ônibus passava perto de um enorme estacionamento - fora da ilha - onde muita gente de New Jersey, que trabalha em NY, vem de carro até o estacionamento e de lá, pega o ônibus para ir ao downtown (centro da cidade). Chegamos a fotografar uma tabela de preço para estacionamento de carro por meia hora em NY - 9,80 dolares mais 18,33% de impostos. Uns vinte reais por meia hora... Por isso, o negócio é ônibus ou subway ou... taxi amarelinho, que tem por todo canto.
Em geral são imigrantes que dirigem os taxis.
Fizemos os passeios e no começo usamos um pouco o ônibus panorâmico para o qual tínhamos um ticket válido por dois dias. Mas o ônibus não tinha nenhum compromisso com agilidade e sim, com o o roteiro e mostrar a cidade aos turistas, com direito a um guia ao microfone explicando tudo... em inglês, claro. Claro para quem entende o idioma, que não é bem o meu caso, mas eu chego lá. Já estou no terceiro mês do curso e um dia... Na minha terra, por brincadeira, os amigos dizem que estou na fase do "the book on the table"...
O tempo foi passando e tínhamos mais lugar para visitar do que tempo e logo, logo percebemos que o negócio era apelar para os taxis amarelos. Teve dia que fizemos três ou quatro corridas de taxi em quatro passageiros e achamos que valeu muito a pena pela agilidade e custo relativamente baixo. As corridas giraram em 8 a 14 dolares. Ganhamos um bocado de tempo com isso e seria até uma dica de quem está por lá. Não é à toa que quase a metade da frota de carros que roda no centro é constituída de taxis.