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sábado, 5 de dezembro de 2015

A DEMOCRACIA E O PROTESTO DOS ESTUDANTES PAULISTANOS

Interessante que todas ações podem ter um conteúdo e uma forma de serem conduzidas. Remotamente, pode até ser que no conteúdo do que queria o governador haja algum fundamento técnico inclusive baseado na mudança da natalidade e do perfil etário da população escolar e que minimamente justificasse alguma mudança. POR OUTRO LADO, a Forma que usaram para ENFIAR GOELA ABAIXO do povo a coisa é que fez feder. Ninguém gosta de receber nada goela abaixo, abacaxi sem descascar. Se a pessoa age democraticamente (E DEVERIA AGIR!), conduz a coisa com calma. Faz estudos, elabora projetos, leva para os interessados discutirem com TEMPO NECESSÁRIO, ouve as pessoas e depois se toma as decisões após ouvir a base, o povo. Fora disso é falta de bom senso, falta de respeito ao próximo e FALTA DE DEMOCRACIA. O Picolé de Chuchu, vulgo Alkmin, com seus anos de política já deveria saber disso e respeitar a democracia.

domingo, 22 de novembro de 2015

IX CONFERÊNCIA DE SAÚDE DA CASSI DO PARANÁ 20-11-15

RESENHA DA IX CONFERÊNCIA DE SAÚDE DA CASSI PARANÁ
 (CASSI Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil)
            Tema:   Sustentabilidade da Cassi

Data e local:   20-11-2015 no auditório do CRM Conselho Regional de Medicina – Curitiba  - PR      (início – 16.30 h)
Anotações feitas pelo associado Eng.Agr Orlando Lisboa de Almeida

     Foi informado que neste evento será dado posse do pessoal eleito para a gestão no mandato de 2015 a 2017.
     Algumas das autoridades presentes e que compuseram a mesa de abertura:
     Alexandre Carvalho, gerente de área, representando a Gerente da Gepes – PR Aparecida Rainha.
     Dalton Spadotto, pela Superintendência Estadual do PR representando o Edinho que é o Superintendente.
     Aldo Rossi – Gerente da Cassi Paraná
     William – Dirigente da Cassi Paraná eleito pelo corpo Social.   Está há 18 meses nessa função e vem do movimento sindical.
     Sr.Tadeu Brenner Filho -  Médico representando o CRM que cedeu o espaço para o evento.
     Antonio Roberto Andretta, aposentado, representante do Conselho de Usuários Cassi.
     Na abertura um colega aposentado puxou o hino nacional ao violão.  Vital.
     Fala do Aldo Rossi – Gerente da Cassi PR
     Ele disse que toda a indústria da saúde enfrenta dificuldade de financiamento.  Nesse contexto, estaria inclusive a quebra da Unimed Paulistana recentemente.   Por outro lado, há problemas como aquele da máfia das próteses no RS.    Gestão e desafios.
     O primeiro anseio das pessoas, segundo pesquisa no BR é a casa própria.   O segundo, ter um plano de saúde.
     Fala do médico
     Um senhor já mais maduro, lembrou que é bem vinda a modernidade inclusive na área médica.  Por outro lado acrescentou que a medicina feita com atenção, com carinho, consultando bem o paciente sempre será muito importante.   Nem sempre há necessidade de tantos e tantos exames. 
     Fala do Alexandre – pela Gepes PR
     Fez uma fala curta de boas vindas a todos e de apoio.
     Dalton Spadotto – pelo Superintendente estadual 
      Falou do BB ter o sistema do EPS Exame periódico de Saúde, que ajuda na atenção à saúde dos funcionários da ativa.   Sua fala também foi de boas vindas, sem delongas.
     Fala do Andretta – representante dos Usuários
     A Cassi foi criada em 1944.    Por volta de 1998, com uma mudança de Estatuto, surgiu a figura do Conselho de Usuários.   Artigo 51, inciso XIV.     Houve pré conferências da Cassi PR em Maringá e Londrina recentemente.
     Fala do William Mendes de Oliveira - Dirigente da Cassi eleito pelo corpo social
     Ao abrir sua fala, citou um ditado popular africano que ouviu em um filme:  “Quer ir rápido, vá sozinho.   Quer ir longe, vá em grupo.”
     Disse que as entidades ligadas aos funcionários do BB ajudaram nos custos para a realização desta Conferência.   Ele está há dezoito meses na função na Cassi, eleito pelos funcionários.
     A Cassi em nível nacional cuida de aproximadamente 1 milhão de vidas.
     Cassi Família – começou por volta do ano de 1997.
     Sobre o banco, lembrou que mudanças não são fáceis.  Nos mais de 200 anos de BB, há poucas décadas apenas, as mulheres tiveram acesso ao mesmo como funcionárias.
     Desde 1996 – Gestão Compartilhada da Cassi.   Parte dos diretores é indicada pelo BB e parte eleita pelos funcionários.
     Lembrado que a Cassi tem os conveniados para atendimento aos associados e algumas unidades próprias da Cassi em centros maiores.
     52 milhões de brasileiros (metade da população total) tem planos de saúde.  Destas, ao redor de 5 milhões estão em planos no regime de Auto Gestão, como faz a Cassi.   Nós (Cassi) somos o maior plano com o sistema de Auto Gestão.
     Estamos tendo nos anos recentes, déficits sucessivos na Cassi e a busca é de equilibrar as contas e não deixar quebrar o modelo Solidário.   
     Ele andou estudando de onde e de quando vem os déficits na Cassi.
     Há déficit desde 1999.   Houve uma reforma de Estatuto em 1996 quando surgiu a Promoção à Saúde – Saúde da Família.
     Antes os salários reais do BB eram maiores e 3%  cobriam as despesas da Cassi.  2% do BB e 1% dos associados.    Depois o percentual passou a 7,5% e está até a atualidade, custeado meia a meia.
     De 1996 em diante, os salários dos funcionários do BB se mantiveram por longo tempo praticamente congelados.     Esta é uma das grandes causas estruturais do desequilíbrio das contas da Cassi.    Outra importante é a soma do aumento da longevidade das pessoas e a sofisticação tecnológica da área de saúde que acarreta elevação dos custos.
     Com o congelamento de salários, em termos reais, a Cassi perdeu muitas receitas e as despesas continuaram crescentes até pelo aumento da tecnologia em saúde.
     Um dado interessante, medido em índice.
     Antes de 1995, com o sistema de promoções automáticas no BB elevando os salários, a pessoa entrava no BB ganhando 100 unidades e se aposentava com 400 unidades.   Depois de 1996, a pessoa entrava com 100 e se aposentava com 140.   Uma diferença, um achatamento brutal.    E isso trouxe grave problema estrutural à Cassi.
     Ele mostrou uma série de gráficos sobre isso tudo e numa delas, mostrava as médias salariais dos aposentados mais antigos e a média salarial dos recentes.    Grosso modo, hoje a pessoa no mesmo cargo se aposenta, em termos reais, ganhando menos da metade do que se ganhava décadas atrás.     (Certamente, solicitando esses dados, ele repassa por e-mail)
     De uns tempos para cá, os funcionários também tiveram que passar a contribuir para a Cassi inclusive sobre o 13 Salário.    Esta prática reforça o caixa da Cassi em valores aproximados de 100 milhões por ano, mas ainda fica aquém do necessário.
     Em 2014 a Cassi fechou o balanço com um déficit ao redor de 100 milhões de reais.  Ela tem uma Reserva instituída em boa parte em decorrência de lei, na casa de 1,5 bilhão, mas se nada for feito, essa reserva seria consumida em bem pouco tempo e nosso problema estrutural continuará sem solução.
     Sobre enxugar as despesas administrativas.    Disse que o conjunto dos planos de saúde gasta 13% em média com esse tipo de despesa.   Na Cassi, o percentual é mais enxuto, na casa de 9,4% mas não se descuida neste quesito.
     A Cassi busca em suas ações inclusive prevenir doenças na chamada Estratégia da Saúde da Família.   Vem buscando aumentar o número de associados que aderem à mesma e procuram os profissionais de saúde da própria Cassi para que estes acompanhem o passo a passo das pessoas o que reduz riscos e também diminui custo com menor demanda de especialistas.
     Sem a Estratégia Saúde Família, a pessoa procura por conta própria um especialista sem ouvir o clínico geral da Cassi.   Em geral sem um critério.
     Atualmente os que aderem à Estratégia Saúde da Família representam ao redor de 40% dos usuários.    Os números foram crescendo e estacionou neste patamar.   Espera-se elevá-lo em benefício dos associados e das finanças da Cassi.
    Lembrou que na média da idade dos presentes nesta conferência, comumente as pessoas já tem alguma das três doenças crônicas mais freqüentes, quais sejam:  colesterol alto, diabete e pressão alta.    Ele defende a idéia da Cassi implantar um Plano Piloto em alguma região, buscando 100% de adesão à Saúde da Família por ser mais efetiva em termos de saúde e por ser mais racional em termos de finança.
     A Cassi tem no Brasil 2.600 colaboradores.    O Banco reclama (e ele diz que com boa dose de razão) que a Cassi não é pródiga em oferecer números para justificar suas necessidades.   Isto dá argumentos para o Banco ir se eximindo de suas responsabilidades.    É mais um desafio para a Cassi e nossos Dirigentes.
     No final da fala do William eu tive que me ausentar e não deu para ouvir as perguntas e respostas que viriam em sequência, mas acho que os dados acima já ajudam a esclarecer um pouco do tema.   
     Abraço aos colegas.        Eng.Agr. Orlando Lisboa de Almeida – Matr. 7819800-3
                orlando_lisboa@terra.com.br      e blog   www.orlandolisboa.blogspot.com.br
    



sábado, 21 de novembro de 2015

MINI CONTO - NUMA FESTA DE ANIVERSÁRIO

NUMA FESTA DE ANIVERSÁRIO   (Curitiba PR, 20-11-15)
Dizem que uma prosa puxa a outra e mais outra e outra mais e assim vai. Pois numa dessas uma da mesa diz: O irmão dele aqui encafifou que tinha que comprar um túmulo no cemitério e só sossegou depois que comprou e arranjou para ficar tudo da forma que ele queria. Um dia, bem pertinho do finados, foi visitar o cemitério e dar uma Blitz para ver se seu túmulo estava tudo beleza. Nisso um passante, dos muitos que estavam perambulando pelo cemitério, parou, olhou bem o túmulo, viu que estava tudo arrumadinho mas não tinha um Nome. Perguntou ao cidadão que estava do lado do túmulo: Sabe por acaso de quem é esse túmulo? O outro respondeu: Esse túmulo é meu. O outro saiu de fininho e nem olhou para trás. Cruz Credo, meu! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

A QUEDA NA BOLSA DA CHINA E O MERCADO IMOBILIÁRIO DE LÁ 26-08-2015

AINDA A BOLSA DA CHINA (que acaba de certa forma nos afetando)
Hoje eu estava lendo uma notícia (análise) de página inteira no jornal tratando do assunto da Bolsa da China. Fala inclusive o perfil do executivo que comanda a Bolsa da China. No artigo está dito que a bolsa caiu muito ultimamente (e isso tem sido noticiado), mas que num passado recente subiu em torno de 155% e deixou muita gente nadando em dinheiro. Vem a questão - Por que ela tinha subido tanto? Consta que vinha de certo tempo uma valorização crescente do mercado imobiliário na China e sempre (desde 2008) o povo ficava desconfiado que um dia a "bolha imobiliária Chinesa iria estourar". Estourando ou não, o mercado imobiliário lá reduziu o ritmo e o pessoal "voou para a Bolsa" provocando aquela alta dos 155%. E agora, sai de baixo, que a alta exagerada se reverteu e as baixas estão aí para mostrar os fatos. Diz o artigo que na fase dos ganhos exagerados da bolsa, na pura especulação, muita gente pegou grana emprestada para entrar "no jogo". Agora é - para essa gente - desespero. Pois é. Ganhar especulando tem seu risco.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

IMIGRANTES SOFRENDO NA EUROPA

OS IMIGRANTES SEM VOZ NEM VEZ  -  (agosto de 2015)
Pelo Eng.Agrônomo Orlando Lisboa Almeida - filiado ao Senge Sindicato dos Engenheiros no Paraná

Estamos na era da comunicação em tempo real com direito a gravar imagem e voz com qualidade através de um celular e postar diretamente na internet. Quando a mídia acha "interessante" colocar algo, vai lá correndo, coleta a imagem e depoimento e já coloca no ar para todo mundo ver. Literalmente, para todo mundo ver. Mas quando se trata dos imigrantes africanos e asiáticos que estão barrados na França nas proximidades do Eurotúnel que liga a França à Inglaterra, por exemplo, essas pessoas são flagrantemente ignoradas como seres humanos que são. Mostram a imagem do "rebanho" de gente e digo rebanho porque a imprensa não dá voz a essa gente. Não pega o depoimento de nenhum, não conta um pouco da história deles (todos temos a nossa história de vida!) e as motivações que fazem com que os mesmos estejam lá naquela vida tão precária, sendo considerados párias da sociedade. Lembrar que a mesma rica Europa, destaque para França, Inglaterra, sempre exploraram os países miseráveis da Ásia e África e agora que vem um pouco da "cobrança" da conta que os países ricos devem aos asiáticos e africanos, os ricos se fazem de desentendidos e não acham meios de acolher os imigrantes com o mínimo de dignidade. É um absurdo e uma mesquinhez sem tamanho.

domingo, 16 de agosto de 2015

O PARANÁ NA LUTA CONTRA O CÂNCER - CIRURGIA COM ROBÓTICA

 A quarta palestra de ontem, 15-08-2015 no Hotel Bourbon de Curitiba (evento do Rotary Club)  foi com o Dr. Adriano, oncologista do renomado hospital Erasto Gaertner de Curitiba, referência em tratamento de câncer no Paraná. O mote da fala dele era divulgar ao pessoal envolvido no Terceiro Setor a ambiciosa empreitada que eles estão buscando realizar. Adquirir o sofisticado equipamento para Cirurgia com Robótica para doenças no cérebro, pescoço e torax, incluidos aí, vários tipos de câncer. Consta que só há aparelhos do gênero funcionando nos estados de SP, RJ e RS. Com o equipamento daria para realizar a média de 500 cirurgias por ano com maior precisão, menos tempo de cirurgia e recuperação mais rápida. Tudo pelo SUS na maioria dos casos. O equipamento e treinamento ficaria em torno de 15 milhões de dolares. Citou como exemplo uma retirada de próstata que demora pelo sistema atual de cirurgia com duração de 2 a 3 horas. Se faz em 50 minutos em média com o equipamento Robótico.     
     Ao redor de 2% dos casos de câncer no Paraná atinge crianças.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

MUNICÍPIOS DO PARANÁ QUEREM INCINERAR LIXO - NADA LEGAL!

Amanhã (02-07-15)  pela manhã é dia de reunião do Forum Lixo & Cidadania no Auditório da Procuradoria do Trabalho - 9º TRT em Curitiba-PR. O Forum reune catadores de recicláveis de Curitiba e Região e pessoas que tem interesse em colaborar para que os catadores sejam incluidos socialmente e possam exercer a cidadania. Um belo trabalho com muitas Ongs apoiando de longa data e resultados já alcançados e metas a alcançar.

II
LIXO & CIDADANIA
Apoiar o árduo trabalho dos catadores de recicláveis é um ato de cidadania, inclusive pelo fato dos mesmos estarem prestando um serviço de relevância social, econômica e ambiental. 
Hoje na reunião do Forum Lixo e Cidadania em Curitiba foi dado um panorama dos lixões ao deus dará nas capitais, sem contar as incontáveis cidades do interior. As capitais que ainda tem lixão : BELÉM, MANAUS, SÃO LUIS (na metropolitana José de Ribamar), ARACAJU, CAMPO GRANDE, MACAPÁ e BRASÍLIA (o lixão da Estrutural - o maior do BR e estaria entre os 50 maiores do mundo). Uma vergonha sem tamanho.

III

Foi dito lá pelo Promotor Público que o município de Bela Vista do Paraiso-PR na região de Londrina, está se articulando para queimar o lixo, o que é uma das soluções mais absurdas do ponto de vista econômico, social e ambiental. Queimar o lixo fere a lei atual que é inclusiva e tem que contemplar o trabalho dos catadores de recicláveis, tem que propiciar educação ambiental para a população praticar os 3 R. Reciclar, Reutilizar e Reduzir o consumo de embalagem.

sábado, 27 de junho de 2015

CRONIQUINHAS DE NAVIRAI-MS DOS ANOS 70 - I

CRONIQUINHAS DE NAVIRAI-MS DOS ANOS 70 - I
Autor: Eng.Agrônomo Orlando Lisboa Almeida
Episódio - O Motorista Habilidoso
Entre 1977 e 1979 eu atuava como assessor técnico na área de Crédito Rural no Banco Mercantil de São Paulo. A minha sede era Umuarama-PR e a Agência de Navirai-MS estava na minha área de atuação. Naquele tempo eram 147 km de estrada de chão com duas balsas para ir de uma cidade a outra. Outros tempos. 
Cortava as estradas por lá com um Fusca 1300 a gasolina, que era o que tinha para a época. Só em 80 comprei um fusca a álcool, duro de pegar de manhã no inverno. Ia via Icaraima-PR e pegava uma balsa no Porto Tigre e andava um tiquinho e já tinha a outra balsa do Porto Caiuá.
A estrada entre a segunda balsa no sentido Umuarama-Navirai até a cidade era até larga e reta e não sendo embaulada, quando chovia, acumulava água e por isso tinha sido "empedrada" com pedras de fundo de rio. São pedras pequenas, arredondadas e lisas como sabão. Qualquer dançadinha no volante, a estabilidade do carro ficava precária.
Um belo dia, eu ia fazendo o trecho e numa das sete pontes "secas" do trecho de várzea, lá pelos lados da fazenda Vaca Branca, rumo a Navirai, eu vi que tinha um carro caido da ponte e fiquei matutando como poderia um cabra errar a ponte.
Chegando em Navirai eu perguntei e logo alguém me deu a explicação.
O fulano aqui da cidade comprou um carrão novo em Umuarama e foi com um companheiro buscar o carrão e assim traria o novo e o parceiro traria o carro usado. E assim se fez e pé na estrada. No trecho, ambos ficavam meio tirando racha, um fazendo poeira e outro comendo poeira e vice versa. Até que...
Até que numa das sete pontes, estrada larga e ponte estreita, o novo na frente brecou para reduzir a marcha e o de trás, apesar da poeira, acelerou naquela - aliviou o pé, então eu passo... e não passou. Foi parar debaixo da ponte. Pois é.
Comentando isso pode ser até que a gente um dia descubra quem foram os pilotos dessa proeza.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

FAÇO CADASTRAMENTO DO CAR CAD. AMBIENTAL RURAL - CURITIBA E REGIÃO

     CAR - CADASTRO AMBIENTAL RURAL             - Curitiba, maio de 2015

     Todo Produtor Rural pequeno, médio ou grande, tem que fazer o CAR da sua propriedade para ficar atualizado com a lei do novo Código Florestal.
     O CAR é feito com uso de computador e internet e requer alguns detalhes de mapeamento e pontos de coordenadas geográficas obtidas com GPS.
     O prazo para os produtores cadastrarem suas propriedades no CAR (isso é feito uma só vez) começou em maio do ano passado (2014) e terminaria o prazo em maio de 2015, mas foi PRORROGADO  o prazo por mais um ano e então o prazo vai até  MAIO-2016.
   
     Sou Engenheiro Agrônomo, 64 anos, registro no CREA 57.589-SP, com visto do Paraná, resido em Curitiba-PR e estou habilitado inclusive com Treinamento específico sobre o CAR realizado recentemente através do SENAR - Serviço Nacional de Ap. Rural - vinculado à FAEP - Federação da Agricultura do Estado do Paraná.

     O CAR é obrigatório, mas acima de tudo é um direito, uma conquista do produtor, pois a lei anterior do Código Florestal era bem mais exigente e o produtor cadastrando sua propriedade no CAR terá menor exigência na forma da lei atual inclusive sobre a quantidade de área da Reserva Legal e Preservação Permanente.   Não perca tempo e providencie logo o CAR para ficar dentro do que exige a lei atual.

     Na dúvida, sugiro inclusive entrar no site da FAEP  www.faep.com.br e conferir lá a Recomendação da mesma a todos os produtores rurais.

     Contato:     Eng.Agrônomo ORLANDO LISBOA DE ALMEIDA -   CREA. 57.589-D - SP
                                 Com visto do Paraná.      (41)   9917.2552  (Tim)    - (41) 35275317 (residencial)  e (41)   30.95.72.00    (Empresa Terra Firme - Bairro Água Verde - Curitiba- PR)

                   orlando_lisboa@terra.com.br 

   

domingo, 5 de abril de 2015

RESENHA DE COMENTÁRIO DE FILME SOBRE AS ÁGUAS - NOVO CÓDIGO FLORESTAL

RESENHA DE COMENTÁRIO DE FILME SOBRE AS ÁGUAS
Filme de Fernando Meirelles apresentado no auditório da ALEP Assembléia Legislativa do Paraná no dia 24-03-2015 por ocasião da comemoração do Dia da Água  -   Anotações feitas pelo Eng.Agrônomo Orlando Lisboa de Almeida
O convite partiu do Deputado Eng.Agrônomo Rasca Rodrigues.
Antes da apresentação do filme (1 h e 16 minutos), foi formada a mesa das autoridades com a presença de representante do Ministério Público, da UFPr, de Ongs do Setor.   No plenário, bastante pessoas ligadas ao tema, inclusive dois professores com grupos de alunos de Fazenda Rio Grande-PR, município da região Metropolitana de Curitiba.
     Foi dito pelo representante do Ministério Público estadual que infelizmente tratamos dos temas em momentos de crise, como o caso da crise da água no momento e assim por diante.   Melhor que nada.
     A mesa citou uma porção de cidades do Paraná que estão sob rodízio de abastecimento de Água, inclusive Apucarana.
 Fala do Sr.Marcel, representante da Sanepar no evento.
     Foi falado de passagem sobre o CAR Cadastro Ambiental Rural a ser feito pelos produtores rurais por força do novo Código Ambiental aprovada há pouco tempo no Congresso.   Substituiu o Código de 1965.     CAR – para o produtor que tem até 4 módulos fiscais no tamanho de suas propriedades, o CAR será feito de graça pelo pessoal do governo do estado.   Acima de 4 módulos, o produtor arcará com as despesas.     Há prazo para se apresentar o CAR e se o agricultor deixar expirar o prazo haverá sanções.
    No filme, que é um documentário bem elaborado, há vários depoimentos de autoridades.   Na fala do Deputado Federal Ivan Valente, ele citou que só ano ano de 1998, quando estava havendo discussões para a mudança na lei ambiental, o estado de Rondônia, em apenas 1 ano, desmatou 9% de todas as florestas do estado.   Um absurdo.
     Um pesquisador lembrou que a agropecuária quando danifica o meio ambiente, prejudica inclusive os insetos polinizadores que são de extrema utilidade na própria agricultura.   O caso das abelhas como polinizadoras, que aumentam a produção das lavouras.    Reservas de matas na propriedade equilibram melhor o ambiente e são rentáveis inclusive.
     Dito que até a parte central da Argentina recebe reflexos da Mata Amazônica em termos de ciclo hidrológico.
     O BR usa ao redor de 270 milhões de há para agropecuária, sendo 60 para agricultura e 210 para pecuária.   Pecuária de baixa produtividade das pastagens, com menos que um bovino por hectare.    Temos tecnologia para tranquilamente aumentar em muito essa produtividade das pastagens, mas bastaria aumentar de 1 para 1,5 bovinos em média por há e liberaríamos mais área para a agricultura do que toda a área hoje destinada a essa finalidade.  Ou seja, podemos melhorar as pastagens, liberar uma imensidão de terras para agricultura, expandindo a produção sem precisar derrubar nada de mata.
     Um dos pesquisadores que falou bastante no tema foi o professor Raul do Valle.    Também falou a pesquisadora Yara Novelli.
     Propriedades menores que 4 módulos, em termos de manter a reserva florestal, teriam que “congelar” o tanto que tinham em 2008.   Se de lá para cá, diminuiu a área de floresta, tem que repor o que diminuiu.
     No BR temos atualmente 156 espécies de aves ameaçadas de extinção, o que indica que o ambiente está sendo maltratado.
     A pesquisadora Yara disse que no novo Código Florestal, piorou a condição de uso dos mangues.   Segundo ela disse, pela lei atual, pode ser erradicado até 35% do mangue no Nordeste, Sudeste e Sul do BR para projetos de criação em cativeiro de espécies como camarões.   Ela disse que isso é absurdo porque além do dano ambiental, cada 1 há de tanque gera ao redor de 1 emprego e por outro lado, cada 1 há de tanque pelo dano ambiental que traz, desemprega em média 4 trabalhadores que catam caranguejos e outros produtos do mangue.   Ela diz que é uma Reforma Agrária ao Contrário.    Isto sem contar que 70% dos peixes comerciais capturados na costa da região dependem do mangue em seu ciclo vital.  Dano ao mangue afeta essa pesca.
     Foi dito que a Hidrelétrica de Itaipu gera 19% da energia elétrica produzida no BR na atualidade.
     O Novo Código Florestal em muitos aspectos estaria contrariando o artigo 235 da nossa Constituição que diz que todos temos direito a um ambiente equilibrado.
     O deputado Ivan Valente disse que caberia uma ADIN que questiona no Congresso a falta de respeito à Constituição, de certas leis como a do Código Florestal atual.
     Foi citado no filme o livro O Crepúsculo, que trata de danos ao meio ambiente e suas consequências.  É de autor estrangeiro.
     Foi dito que no Paraná, se perde 34% da água entre a captação e a distribuição final.   Muito elevada a perda.
     Um professor da UFPr (Nivaldo Rizzi ?) falando sobre o tema, disse que aqui no PR a gestão da água segue modelo privado e o objetivo maior é a busca do lucro.  Que no ano passado (2014) a Sanepar repassou 400 milhões de reais de lucro aos acionistas.     Dito que aqui na região Metropolitana de Curitiba temos o Aquífero Guabirotuba e que o mesmo é utilizado para abastecer boa parte desta região.
     Foi dito que há uma tese de doutorado de um Pesquisador da Embrapa Florestas sobre a conservação da bacia do Rio Iguaçu. 
     A Sanepar cuida da água e esgoto de 344 dos 399 municípios do PR.
     Bioma Mata Atlântica – abrange grande parte da região adjacente ao litoral de grande parte do Brasil.  No caso do Paraná, todo o estado está dentro desse bioma.   70% dos brasileiros moram em áreas desse Bioma Mata Atlântica.
     Atualmente só sobrou 7% das matas nesse bioma Mata Atlântica, ainda porque há serras que não deu para mecanizarem ao longo do tempo.
     Na discussão, foi dito por um professor que no BR desde 1997 era para cada município ter um Plano Municipal de Recursos Hídricos.   Quase todos estão em débito com esse compromisso vital.
     Notar bem:   O evento é da maior relevância pois água é do interesse de todos.   Só havia 1 deputado estadual presente no evento que foi feito justamente lá na Assembléia Legislativa.   Temos que lutar muito!
     O lixo de Curitiba vai para um aterro no vizinho município de Fazenda Rio Grande.   Diz que fica perto do antigo aterro da Caximba.
     Um professor presente disse que o IAP Instituto Ambiental do Paraná é um homologador das devastações de florestas no PR.
     Fala do Erivelto, geólogo da Sanepar.
     Foi dada a notícia no evento que nas vésperas do dia da água, o governador aprovou por decreto, na surdina, uma nova norma para uso da água, etc.   Foi tentado tramitar pela Assembléia algo sobre o tema mas a sociedade civil de mobilizou e, diante do risco que a nova lei teria em termos ambientais, o governo tirou o assunto da pauta da Assembléia.    Agora, veio da noite para o dia, por decreto.    (publicado em 17-03-15)
     O projeto Cultivando Água Boa, de iniciativa da Itaipu foi premiado pela ONU recentemente.   Foi lembrado que o mesmo nasceu de uma iniciativa na chamada Bacia do Rio do Campo pela Sanepar há 25 anos.
     Isto foi o que consegui anotar das falas das autoridades, do plenário e do filme que é um documentário de ótima qualidade que deu voz a muitos pesquisadores que tem profundidade no tema. 



segunda-feira, 30 de março de 2015

MEMORIA DE UM JOVEM NO TEMPO DA DITADURA MILITAR (final) 30-03-15


    Por – Eng.Agrônomo Orlando Lisboa de Almeida

     III – TEMPOS DO CURSINHO PRÉ VESTIBULAR – NO MED RUA AUGUSTA

     Fiz o Cursinho pré vestibular em 1972 em São Paulo no período noturno.  Tempo puxado, sem tempo para sair do trabalho como bancário em Mauá-SP e embarcar direto para São Paulo.   Banco até 18 h e o trem partia 18:32 rumo à estação da Luz, onde eu pegava um ônibus no rumo da Consolação, perto da Augusta.   O foco era vencer a etapa e ingressar na universidade e o desafio era passar na USP – na ESALQ Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, em Piracicaba-SP e uma das razões de ordem prática era que eu não poderia estudar em período integral em outro lugar por falta de recursos.   Tinha que ser em Piracicaba, onde residia e reside minha irmã casada que deu o apoio logístico para eu vencer essa batalha. E assim foi.
     Nesse ano era foco total no trabalho de bancário e no cursinho à noite e assim foi feito.   No vestibular, consegui passar na ESALQ-USP que era meu sonho e em março de 1973 estava eu lá me matriculando para o curso que na época era de quatro anos em regime integral.   Agora, com o curso e estágio, são cinco anos.   Curso de Engenharia Agronômica.
     IV – O TEMPO DE UNIVERSIDADE    (1973-1976)
     A ESALQ foi fundada em 1901 e em 1934 quando a USP foi fundada, a ESALQ passou a integrar aquela universidade.    Minha turma, de 1976 foi a do Jubileu de Diamante, nos 75 anos do Campus de Piracicaba.
     Na ESALQ os cursos eram em período integral e a mesma era dotada de marcante tradição de luta dos estudantes.   A repressão do regime militar rondava por lá de forma dissimulada.   Tive inclusive em parte do curso um colega de turma que passou uma temporada fazendo o curso e tendo surgido do nada, desapareceu do nada sem deixar notícia.  Suspeitou-se que o mesmo era olheiro da repressão.
     Fui do CALQ, o Centro Acadêmico Luiz de Queiroz, mas na diretoria ocupei por breve tempo a modesta diretoria de patrimônio, a que não se envolvia de forma direta na agitação estudantil.   Os líderes eram de classe média alta para cima e tinham mais respaldo econômico da família para eventual crepe perpetrado pela repressão.   Eu, filho de operário, não tinha esse cacife e ia até onde podia chegar na luta estudantil, mas acompanhei a moçada dentro do possível.  O líder mais destacado da minha turma era o José Maria Jardim da Silveira, que fez carreira brilhante na  Academia, sendo professor na UNICAMP no topo da carreira, sempre na área de Humanidades.  O hobby dele até hoje é a montain bike.   
     Nos tempos da repressão um dos poucos modos que nós estudantes tínhamos de tentar nos contrapor aos desmandos da Ditadura era fazer recortes de jornais que traziam algum texto mais esclarecedor e fixar o artigo no mural do RU Restaurante Universitário para toda a galera ler.
     Outra forma de reação que foi criada em Piracicaba, que sempre foi inclusive uma grande cidade universitária, foi a criação do Salão do Humor de Piracicaba em 1973,      no ano que comecei o curso na cidade.    Os grandes cartunistas do Brasil em geral e de São Paulo e RJ em particular (a turma do Pasquim e muito mais) participaram.  Foi um sucesso marcante.   O cartum era sempre, na época, um grito de protesto contra a Ditadura, com engajamento, humor e arte.   
     Na atualidade o Salão de Humor de Piracicaba é uma referência no setor e tem abrangência internacional, o que já vem de longa data, por sinal.
     Na MPB na época faziam sucesso no meio estudantil e no meio artístico em geral músicos “engajados” na luta contra a repressão como Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Geraldo Vandré e outros.   Canções memoráveis.   Conseguiam jogar um facho de luz na obscuridade dos tempos de chumbo da Ditadura, dando algum alento e voz à juventude rebelde, que lutava por democracia.
     Me formei em 1976 e em 1977  entrei no mercado de trabalho como Engenheiro Agrônomo em Umuarama-PR, distante 820 km da minha Mauá-SP, trabalhando como assessor técnico no Banco Mercantil de São Paulo, onde permaneci três anos e depois fui para Londrina pela mesma empresa por mais um ano.    Houve então um concurso específico da minha área no Banco do Brasil em 1980 e eu fui aprovado e então foram 32 anos de BB.   Em resumo, mesmo depois de formado em 1976, ainda a Ditadura estava vigente no Brasil e causou grandes danos a uma geração que viveu a mesma e tem seus desdobramentos em gerações seguintes que tem que reaprender a participar mais da vida em sociedade, buscando agir com cidadania por um País melhor.   Lutei e luto por isso e acredito no Brasil e busco, com as modestas armas que tenho, dessa empreitada.    É ter prioridade na busca do bem comum e participar de todos eventos possíveis onde o bem comum estiver em pauta.  É de suar a camisa mas vale a pena.    Assim os filhos e netos não poderão, jamais, nos chamar de omissos.      (Ongueiro desde sempre)                    orlando_lisboa@terra.com.br  






domingo, 29 de março de 2015

MEMORIA DE UM JOVEM NOS ANOS 60 – TEMPO DA DITADURA

            

     Autor:   Eng.Agr. Orlando Lisboa de Almeida -   Mauá- SP
        I – FASE PRÉ DITADURA
     Meu nome é Orlando Lisboa de Almeida, 64, nascido aos 06-08-1950 na fazenda Vitória, Bairro Represa, zona rural do município de Cerquilho-SP.   Digo isso para esclarecer um pouco do que levou minha família a migrar posteriormente (1961) para Mauá-SP.
     Meus pais eram empregados de uma grande fazenda de criação de gado e na época a família tinha seis filhos, sendo que a sétima, a caçula, já nasceu em Mauá, após a migração.
     No final da década de 50, início da de 60, o Brasil passava por um momento de crescimento da luta pela Reforma Agrária e quando João Goulart assumiu a presidência da república, cresceu a expectativa do povo.   Os setores conservadores fizeram intensa campanha contra o comunismo e contra a luta dos trabalhadores pela Reforma Agrária.   Entre outros boatos, espalharam que os empregados das fazendas iam se tornar donos das terras e os patrões iam ficar sem nada.    Além de outros fatores, isto contribuiu para se quebrar o elo de confiança entre empregados e patrões, criando um clima de estranhamento de parte a parte.   Sem aprofundar no tema, fiquemos nisto por aqui.
     Meus pais, que já trabalhavam há 25 anos na mesma fazenda, até por falta de perspectivas de estudar os filhos, já tinham vontade de migrar para a cidade e o local seria Mauá-SP não por acaso.   Lá já viviam parentes da parte do meu pai e da minha mãe, estes que já tinham se empregado nas indústrias com carteira assinada, conseguiram comprar seus lotes de terra e construíram por etapas e sacrifício, suas casas de moradia.    Eram vencedores na nova etapa, como migrantes.    No caso dos meus pais, somaram-se a falta de perspectiva de estudo na zona rural, mais a instabilidade no campo com o estranhamento trazido pela cogitação da Reforma Agrária de um lado e de outro, a perspectiva de migração para onde os parentes já tinham mudado e “vencido” na nova morada, saindo do campo e indo para Mauá-SP, viver na cidade.    Em outubro de 1961 minha família chegou migrante a Mauá-SP, mais precisamente na Vila Bocaina.
     A instabilidade criada no campo foi um dos fatores que “justificaram” a ação dos que perpetraram a Ditadura Cívico Militar em 1964.

     II – FASE DA DITADURA EM SI
     Em 64 eu tinha 14 anos de idade quando ocorreu o Golpe.   Mauá-SP nesse tempo teria menos de 40 mil habitantes, sendo uma cidade proletária, onde a rotina era levantar cedo, tomar condução para ir ao trabalho, muitas vezes o ônibus urbano até a estação do trem e depois este no rumo de São Paulo.    Sair cedinho e voltar tardão, com corrida da marmita e tudo na saída do trem, na volta para casa, correndo da estação até o ponto de ônibus para conseguir ao menos embarcar.   Dia após dia.
     Em 1964 ter telefone em casa era raridade e nós não tínhamos, apesar de quatro da casa já trabalharem em fábrica.   Televisão era televizinho.   Pouca gente tinha e quem tinha na vizinhança sempre tinha visita para poder ver alguma coisa pela TV à noite.
     Notícias mesmo, bem ou mal, eram mais pelo rádio, já que jornal não era muito usual o trabalhador comprar por falta de hábito, de poder aquisitivo e falta de tempo.
     Por várias razões, só aos quinze anos eu, após passar no Exame de Admissão, entrei no ginásio no Viscondão que ainda ficava junto à famosa paineira da Avenida Barão de Mauá.   Nesse tempo tinha um “Vestibulinho” para entrar no ginásio e me parece que o único ginásio de Mauá era o Viscondão (em 1965)
     No meu tempo de ginásio ouvíamos falar e líamos alguma coisa ou mesmo ouvíamos pelo rádio algo sobre a repressão militar, mas a rotina era sem informação sobre isso.   Era um tempo obscuro e se alguém percebia que havia algo muito errado, não se atrevia a procurar mais detalhes, por temer riscos.
     Lá pelo início do curso Colegial (segundo grau) fomos da primeira turma no Viscondão, do curso com as mudanças impostas pelo Regime Militar.  Tempos do convênio MEC/USAID  sendo o USAID uma agência de “cooperação” do governo norte americano nessa área.   Incutir o medo do fantasma do comunismo e outras coisinhas mais na cabeça do povo.    Tempos das aulas de Educação Moral e Cívica para os alunos se enquadrarem no padrão do governo militar.
     Suponho que os professores da época (Moacir Parisi, Geraldo Cavalcanti, dona Elva, Florencio Blanco e outros) tinham alguma noção do que se passava, mas a “moda” era bico calado para o que fazia o regime.   Os jornais, mesmo com a presença dos censores do regime, deixavam escapar algumas notícias de crítica ao regime militar.    Mas a marcação era cerrada e jornalistas às vezes eram punidos e Vladimir Herzog foi um dos que pagou com a vida, sendo “suicidado” na prisão.
     AMIGOS DE MAUÁ – SP
     A maioria dos meus amigos na época era composta de colegas de colégio do Viscondão.   Alguns colegas de classe eram mais novos que eu e vários outros eram mais velhos e dentre estes, uns raros mais politizados e que viam um pouco mais do que estava acontecendo, pois eram tempos de greves, com destaque para os metalúrgicos do ABC, muitos deles trabalhadores das montadoras de automóveis.  Nós estudávamos à noite, desde o ginásio e a grande maioria dos colegas já trabalhava e eu estava entre os mesmos.
     Meu pai trabalhava como zelador no período noturno na Porcelana Mauá.  Ele quase não tinha estudo e acompanhando os demais empregados, foi um dos que doou o equivalente a um dia de trabalho descontado na folha de pagamento para a campanha governamental chamada Dei Ouro para o Bem do Brasil.  Como contrapartida ele ganhou como os demais, um anelzinho de bronze ou latão dourado com os dizeres da campanha.     Meus pais também participaram como alunos do curso de alfabetização de adulto lançado pelo regime militar.  Era tempo do MOBRAL Movimento Brasileiro de Alfabetização.   No caso dos meus pais, eles já tinham alguma instrução e até liam e escreviam, mas completaram o primeiro grau no Mobral.
     Tempos de ler livros do Grêmio Monteiro Lobato, a biblioteca do Seo Dito, ali no centro de Mauá, perto da Calçados Bozelli.   No Grêmio era o ponto de encontro dos intelectuais jovens e outros nem tanto, da cidade.   Alguns ativistas políticos enrustidos pelo meio.   Nesse tempo (1968-72) conheci os irmãos Olavo e Castelo Hansem, que frequentavam o Bar do Yugo, ao lado do cinema novo, o Cymaflor.   O Olavo, mais franzino e de rosto fino.  Não era estudante na época e se dizia gráfico na região.  Conversávamos com ele e seu irmão um pouco de tudo, com uma pitada de política no meio, mas de forma despretensiosa.    O irmão dele, o Castelo, na época era mais encorpado e de óculos fundo de garrafa.   Ambos eram bem informados, liam jornais e livros, argumentavam muito bem e o Castelo é um poeta desde aquela época, considerado por mim, digamos assim, um Maiakovski – poeta operário – de Mauá dos anos 60-70.   Eles não davam bandeira, mas eram militantes de partido comunista, não me lembro a denominação e nem na época eu sabia.    Pagaram alto preço pelo idealismo e luta.

     Tão alto, que mais tarde o Olavo Hansem foi “desaparecido” pelo regime militar (pela repressão ligada ao regime) e só reapareceu muitos anos depois como uma das ossadas encontradas numa vala comum num local sem identificação no Cemitério do Bairro de Perus.    Hoje, merecidamente, o Olavo Hansem tem o seu nome perpetuado num colégio de Mauá.                   (continua....)       Tempo de Cursinho no MED na rua Augusta e Universidade em Piracicaba – ESALQ-USP.....

sábado, 21 de março de 2015

DR LEONIR BATISTI - DE PROFESSOR DA FADU A DIRIGENTE DO GAECO

 GAECO - (Grupo de Ação Especial de Combate ao Crime Organizado)

Residi em Umuarama- PR de 77 a 93, exercendo a profissão de Engenheiro Agrônomo (Mercantil de SP e Banco do Brasil na sequência), época em que, paralelamente, fui professor da FACEU que hoje integra a UNIPAR. Onze anos de FACEU, onde muitas turmas de acadêmicos conviveram conosco, assim como muitos professores e funcionários. Nesse tempo, havia os grupamentos de professores da FAFIU - Filosofia, etc., da FACEU - Adm., Economia e Contábeis e a FADU, de Direito. Mas a sala dos professores era a mesma e lá todo mundo se enturmava numa boa, mesmo a turma da FADU usando o famoso terno, que é traje cotidiano de muitos advogados, promotores, juizes. Me fez lembrar até do famoso Dr.Toshiharu Yokomizo, juiz da Vara da Família. Ele é uma pessoa muito comunicativa e irreverente. Um dia, numa rodinha de prosa na sala dos professores, ele disse. Já que dizem sobre os japas que tudo é pequenininho, então eu sou Juiz da Vareta, pois a Vara de Familia de fato tem uma estrutura pequena, mas funcional.
Voltando ao assunto da pauta, o professor Dr.Leonir Batisti que na época ocupava em Umuarama um cargo na Justiça e à noite ajudava a formar novos advogados na FADU. Bom saber que ele continua firme e forte, atuando com rigor no comando do GAECO que vem dando um perereco em quem quer viver à margem da lei. O grupo tem conseguido como nunca pegar pelo colarinho muitos colarinhos brancos por aí e isso é do que precisamos para voltar a acreditar que nosso País tem jeito. Ele merece o nosso respeito e consideração.

O DIREITO DE MANIFESTAÇÃO HOJE E "ONTEM" 20-03-2015


                  foto do presidio do Ahu em Curitiba - PR

Para reflexão. Eu andei participando de N reuniões da Comissão da Verdade em Curitiba-PR, na qual vinham dar testemunho as pessoas que sofreram com a repressão do tempo da Ditadura Militar. Uma professora universitária aposentada de Curitiba  (Judite Maria Barboza Trindade) que foi presa no Presidio do Ahu daqui de Curitiba, num presidio praticamente só de detentos do sexo masculino. Ficaram presas ela e mais outra estudante da época. O "crime" dela: Ela era universitária e fazia política estudantil e cobrava cidadania e democracia nas ações do governo. Faziam manifestações em Curitiba, reuniões escondidas da repressão policial, congressos de estudantes. Foram presas por "agitação" porque estavam panfletando nas ruas, sendo que os panfletos continham os argumentos e reivindicações dos estudantes e dos cidadãos. E como "agravante", os estudantes foram presos por "portarem armas brancas e contundentes". As tais armas brancas e contundentes eram o seguinte: Na Chácara onde iam fazer um congresso de estudantes na clandestinidade (tudo na Ditadura era proibido) haveria um churrasco e havia Espetos e Facas de cozinha para preparo da carne. Essas eram as armas brancas. Mais de um ano de prisão. Isto é apenas um depoimento de uma afetada pela Ditadura Militar.

sexta-feira, 13 de março de 2015

SOBRE PALESTRA - ECONOMIA BRASILEIRA E DADOS DA AMERICANA

DOLAR ALTO E ALGUNS DESDOBRAMENTOS      - 13-03-2015
Hoje estive na parte da tarde participando de um seminário com um Economista com Doutorado no ramo, Dr.Marcio Pockmann professor da UNICAMP. Ele estava explicando sobre o dolar alto e segundo o que pude captar, há tendência do dolar subir algo mais ainda no curto e médio prazo. Há fatores internos para isso e também algo pela evolução da economia americana. Na avaliação feita, o dolar alto no nosso mercado torna nossas importações mais caras e isso incentiva a nossa indústria a voltar a produzir e vender no mercado interno. O que vinha ocorrendo com o real valorizado (dolar menos alto) era a nossa indústria deixar de fabricar certos produtos e passando a importar da China para revender por aqui, com mais lucro. Era o que os economistas chamam de "desindustrialização". Resumo da ópera: Dentro dessa linha de interpretação, o dolar alto traz (apesar de efeitos colaterais) o reforço nos empregos nas nossas indústrias, melhora o faturamento das nossas exportações e inibe o turismo no exterior, o que fará com que menos pessoas vão gastar lá fora em dolar e faça turismo aqui no Brasil, gerando empregos.

ECONOMIA AMERICANA - Citação na palestra do Economista professor da Unicamp - Marcio Pochmann. De 2009 a 2014 cresceu no total 13%. Por outro lado, o preço das ações por lá cresceu no período bem mais de 100%, mas a massa salarial caiu de valor no período considerado. O índice de desemprego deu uma melhorada lá, mas a massa salarial caiu.

PARA COMPLETAR A JORNADA DE HOJE SOBRE A PALESTRA COM O PROFESSOR DA UNICAMP.
Sobre o BR fazer superávit para pagar dívida externa. Citou dados de um certo lapso de tempo para mostrar os diferentes números. Disse que antes do governo FHC, estávamos destinando ao pagamento da dívida externa ao redor de 1,8% do PIB. No tempo do FHC, chegamos a gastar 12% do PIB para pagamento da dívida; no governo Lula, foi ao redor de 6% do PIB segundo citou. Lembrou que 6% do PIB é um valor bem alto, com sacrifício, mas já foi o dobro.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

CONTRAPONTO AO PESSOAL DO "ORGULHO HÉTERO"

Como leitor aplicado, acabo lendo um bocadinho de cada tema e dentre estes, o tema da defesa das minorias, o que é muito razoável e civilizado. Já disse antes, mas vale lembrar. A convite da filha que é Mestre em Antropologia, fui assistir uma palestra do ativista e deputado Jean Wyllys. Ele veio falar aos acadêmicos de Comunicação Social da UFPr em Curitiba e sua presença lotou o auditório. Como de costume, levei caderneta para anotações e fiz uma resenha das falas dele que é jornalista, historiador, docente universitário, doutorando em Antropologia do Consumo, deputado federal e ativista pelas minorias e pela cidadania. No livro dele chamado Tempo Bom Tempo Ruim ele conta sua trajetória e a luta pela sobrevivência sendo discriminado por ser gay. O livro fala de defesa das minorias em particular e cidadania em geral. Sobre especificamente o Orgulho Gay ele deixa claro o seguinte: (tento reproduzir aqui de memória). Que as minorias são tão discriminadas, inclusive pelos próprios familiares e dá para imaginar então como ocorre o massacre psicológico dessas pessoas. Sofrem muito e a auto estima vai a zero. Diante de tudo isso, a proposta do movimento organizado das minorias inclui medidas para MELHORAR A AUTO ESTIMA dos mesmos e dentro desse contexto se explica o chamado ORGULHO GAY. Não é orgulho no sentido de se achar mais que os outros, mas no sentido de trazer a auto estima para o nível da IGUALDADE COM OS DEMAIS CIDADÃOS. Como pesquisador autodidata e leitor eclético, achei esse posicionamento deles bastante sensato. Por outro lado, falar em ORGULHO HÉTERO é provocação, inutilidade e ignorância, ao meu modesto ver.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

AVANÇAMOS A PASSOS LENTOS


Gosto muito da história e mesmo das memórias de viajantes do Brasil de ontem. Vejamos uns pequenos exemplos. Consta que o cientista Saint Hillaire (botânico) em visita pelo BR entre 1816 e 1822 e numa dessas andanças, esteve na região de Paranaguá. Por acaso lá também tinha os senhores e os escravos. E o tal cientista não deixou passar em branco algo que viu por lá, que é de deixar pasmo. Diz que os escravos que viu, usavam um tipo de mordaça para evitar que os mesmos comessem terra, por desnutrição crônica. Cita que era comum ver os negros rolando no chão, ingerindo poeira com seus minerais. Ao ponto da autoridade religiosa, tentando tapar o sol com a peneira, fazer uma recomendação expressa de que quem comia terra não iria para o céu... Cena dois - lido de um jornalzinho de um "merreis" aqui de Curitiba, onde achei uma "joia" da mesma região de Paranaguá de "ontem". Uma crônica dizendo que a cidade estava muito desprovida de árvores, que poderiam dar um pouco mais de conforto aos soldados que montavam guarda na praça. Calor do litoral, imagina uma cidade com poucas árvores. E o cronista diz que antes havia na praça frondosos pés de laranjeiras e que foram todas cortadas por um Intendente Mor, major Fulano (cita o nome da fera, mas não me recordo o santo), teria mandado por abaixo os pés de laranjeira da praça para ele poder, do seu sobrado, enxergar tudo que se passava nos arredores.
Vai daí, que hoje em dia não precisa mais excomungar pessoas por comer terra e muito menos cassar o mandato de um Intendente tão poderoso que colocava as árvores no chão. Então dá para ver que de uns 200 aninhos pra cá, melhoramos um bocadinho, mas tem chão ainda.... como diz um famoso locutor esportivo da TV: SEGUE O JOGO.....

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

FIM DOS ANOS SETENTA - E O BANCÁRIO PAGOU O PATO


FIM DOS ANOS SETENTA - E O BANCÁRIO PAGOU O PATO
Por Eng.Agr. Orlando Lisboa Almeida
Umuarama-PR, ano 78 por aí. A moçada dava duro na semana e nos fins de semana era a balada com a receita e o sabor da época. Muito bancário pelo meio, futebol de salão, suiço, serenata para celebrar o fim de semana, com música ao vivo e toda galera cantando junto, afinal depois da segunda cerveja, toda voz é afinada e não tem gente inibida.
Num belo dia o futebol e a festa era em Pérola, num sítio. Jogar contra o time do Bradesco de lá, se bem que o jogo era só a desculpa. O que mandava era a festa e no sítio tinha inclusive uma pequena piscina abastecida por água corrente do córrego. Muitos dos colegas da festa moravam na República Carcará lá de Pérola, pertinho do centro e cercada com "balaustras" de madeira, muito comuns na época. Na volta da festa, os carros lotados voltando para a cidade para completar a festa lá na Carcará. No caminho voltando do sítio, uns da turma viram um pato (acho que viram dois, um real e um por efeito da cachaça). E para o carro, desce uma turminha, cerca de cá, cerca de lá e levam o pato, sem nem ver se o dono viu ou não. Nada relevante.
Na Carcará, todo mundo encharcado, uns partem para o banho meio coletivo e colocaram inclusive o pato debaixo do chuveiro, com direito a pinho sol e tudo o mais. Naquele dia até a cerca de balaustra da frente da Carcará veio abaixo no puro fogo amigo. Uma botinada e a cerca veio pro chão. O que a marvada não faz!
No outro dia, segundona braba, de sol e tudo o mais, e toda a moçada aplicada no trabalho, já que sem trabalho não tem salário e sem grana não tem festa. Meio do expediente do Bradesco de Pérola e entra um cidadão bufando, querendo falar com o Gerente, reclamar sobre o pato. Alguém teria que pagar o pato. Uma comoção geral na agência, mas quem seria pego pra Cristo, quem pagaria o pato? O do sítio disse assim. Olha, eu sei que uma parte da turminha que levou o pato é daqui da agência e não me recordo quem. Mas.... um é aquele japa ali... A casa do japa caiu. Foi bem assim.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

O GARRAFÃO DE SUCO DE UVA QUE VEIO DE LONGE

                        (foto ilustrativa retirada da internet)

Por Eng.Agr. Orlando Lisboa Almeida
82, 84 por aí. Morava em Umuarama na Zona dois, umas três quadras do Supermercado Planalto da Avenida Paraná, de esquina. Pintou uma excursão para Floripa e lá vamos nós. Praia pra que te quero! Excursão com gente conhecida é festa na viagem, festa no destino e festa na volta. Certo que a pessoa chega pregado, mas renovado. 
Eis que ao passar, retornando da viagem, pelo Restaurante Sinuelo em SC, fizemos um pit stop para água do joelho, esticar as pernas, lanche e tomar um ar, afinal naquela época o ar condicionado não nos pertencia em ônibus. Era janela e olha lá.
No Sinuelo, vi uma porção de garrafas e garrafões de vinho e suco de uva com a marca do local: Sinuelo. Achei legal e comprei um garrafão de suco de uva e trouxe com o maior cuidado no ônibus. Pra exagerar um pouco, vamos dizer que trouxe o garrafão "entre os dois pés". O tal chegou inteirinho em casa. O preço, gravado na minha cabeça. No outro dia vou ao Mercado Planalto vizinho de casa e olho lá e vejo o suco de uva da mesma marca e mesmo tamanho.... só que o preço era Mais Barato. Resumindo: Não se ganha todas nesta vida.


     OBS - Esta modesta crônica faz parte de uma pequena série que estou fazendo para a página Umuarama Memoria no Facebook.                Umuarama-PR

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

GINCANA DO COLÉGIO SÃO JOSÉ - APUCARANA - PR - ANOS 90



GINCANA DO COLÉGIO SÃO JOSÉ - APUCARANA - PR - ANOS 90

Por - Eng.Agrônomo Orlando Lisboa Almeida

Lá pelo ano de 1996 minhas três filhas eram alunas do Colégio São José, sendo que uma fazia o maternal no Girassol que era do mesmo grupo. Naquele tempo era muito esperada a Gincana que a turma do colégio promovia anualmente. Agitava meio mundo na cidade e os pais de alunos - não basta ser pai, tem que participar - entravam na dança, às vezes literalmente na dança!
Foi numa dessas gincanas que uma das nossas filhas estava num grupo de alunos compondo uma animada Equipe que iria apresentar um tema que tinha algo de Rock com dublagem, coreografia e tudo o mais. A turminha passou um bocado de dias no contra turno da aula, se reunindo em casa ou na casa dos demais integrantes, visando deixar tudo nos conformes para o esperado dia, ou melhor, para a esperada noite de gincana. Chega o dia, a filha avisa a mãe. Mãe, você vai fazer parte da nossa apresentação hoje à noite lá na Gincana. A mãe, admirada: Mas como, vocês ficaram esse tempo todo ensaiando aí e eu nem sei do que se trata. A filha acalma: Na hora você vai ver que seu papel é fácil, fácil.
Cenário pronto, luzes no lusco fusco, turminha em cena. Rock pesado e no meio do palco, nada mais nada menos que um caixão de defunto, tudo a ver com rock pesado, uai. E dentro dele, com todo desconforto do mundo.... uma mãe mais incomodada que mãe que perde a criancinha na praia lotada. Na apresentação, a mãe tinha que, no desfecho sair do caixão e acenar para o público junto com a turminha da Gincana. Encerrada a gincana,  para completar a tortura, a mãe tem que  botar o caixão na Parati branca e devolver a bagaça lá na funerária. Só por Deus.....


     OBS  -   A foto é do evento Gincana no Colégio São José, só que relativa a 2009   (ilustrativa do texto apenas)

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

O CAMINHONEIRO E A TECNOLOGIA - APUCARANA - PR DE ONTEM


O CAMINHONEIRO E A TECNOLOGIA - APUCARANA - PR DE ONTEM

Por: Eng.Agr. Orlando Lisboa Almeida

Era lá pelo ano de 95 e nem faz tanto tempo assim. Estava visitando uma empresa conceituada de Apucarana no ramo de processamento de milho. Alguém me conta algo que sucedeu com um caminhoneiro que tinha trazido uma carga de milho para a empresa e viveu um embaraço curioso. Aqui interessa o milagre e não é o caso do nome do santo. Época de safra, lá por fevereiro, fila de caminhões para descarregar e sabemos que tempo é dinheiro. O caminhoneiro, chegou a vez, passou pela portaria, pegou o ticket da balança e descarregou a carga. Agora era passar de novo na balança da portaria, pesar de novo o caminhão vazio e ver o peso final e ripa na chulipa. Peraí! Tinha um probleminha e o motorista tinha que sentar e esperar. O que sucedeu? A empresa tinha a sede na distante Goiás e o sistema informatizado, inclusive a balança, era interligado. E O SISTEMA CAIU!!! E naquele momento, segundo consta, não havia plano B. Era sentar e esperar e a solução dependia da sede em Goiás!  Imagina o parto que foi o esforço do balanceiro para tentar explicar (e convencer!) o caminhoneiro que ele tinha que esperar porque o "Sistema Caiu". Eu não queria estar na pele do balanceiro. kkkkk

domingo, 1 de fevereiro de 2015

UMUARAMA ANOS 70 - VAI UMA ANTÁRCTICA OU BRAHAMA?


Era ao redor do ano de 1979 e eu morava na república onde um dos colegas era o Cláudio Veque, então gerente das Casas Buri em Umuarama - PR. Ele integrava o CDL Clube de Diretores Logistas da cidade e havia reuniões de vez em quando. Um belo dia, sou convidado para acompanhar uma reunião do CDL com jantar no Restaurante Tupã, do Geremias. O restaurante ficava na Avenida Castelo Branco, ao lado do Bosque do Índio.
Naquele tempo a disputa pelo mercado de cerveja era bem polarizado entre a Antárctica e a Brahama e se não me falha a memória a Skol ainda não estava no mercado local.
Na nossa reunião, porta fechada só para o evento do CDL na Churrascaria, rolou a prosa de praxe e em seguida - enfim! - a cerva gelada, que ninguém é de ferro. Os dois garçons entram de bandejas cheias e vão colocando na mesas dispostas em U, com umas trinta pessoas, uma cerveja já aberta a cada passo. Num piscar de olhos, toda a mesa estava servida. E entre os presentes, os dois proprietários das duas revendas rivais de cerveja, ambos velhos conhecidos da turma e sócios do CDL. Como as cervejas servidas foram todas de uma das marcas, o concorrente chamou o garçon no pé da orelha e no cochicho deu uma ordem. Os garçons imediatamente passaram recolhendo todas as cervejas abertas e substituíram pela marca concorrente para a surpresa dos presentes. Ninguém contestou nada, afinal a cerveja era parte do pacote e tinha cerveja gelada na mesa e - como diria o Milton Neves da TV - segue o jogo.... Foi assim e eu estava lá entre os presentes. Não me recordo se naquela noite tomei A ou B, Antárctica ou Brahama.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

A FANFARRA DO BENTÃO - BENTO MOSSURUNGA - UMUARAMA - PR

A FANFARRA DO BENTÃO - BENTO MOSSURUNGA - UMUARAMA - PR  - ANOS 70/80
Orlando Lisboa Almeida
Como já disse em crônicas anteriores, cheguei em Umuarama em 1977, aos 27 de idade, morando numa república. Nesses tempos era bastante comum o desfile de fanfarras dos colégios em datas comemorativas, principalmente o Sete de Setembro e o dia do aniversário da cidade. Curiosamente, coincidência ou não, era época do regime militar e parece que eram incentivadas as fanfarras nesse tempo. O fato mesmo é que estas marcaram época, havia festivais/concursos de fanfarras e tudo o mais. No meu tempo de colegial toquei percussão (surdão) numa fanfarra na grande São Paulo.
Pois em Umuarama havia no fim da década de 70, início da década de oitenta, várias fanfarras de colégios e as que mais me lembro eram a do Colégio Estadual e a do Bento Mossurunga. Parece que os estudantes do Bentão eram vistos de certa forma como pessoal da periferia e isso era um desafio a mais para eles ensaiarem muito bem a fanfarra e entrarem na avenida com tudo. Era de tremer o chão!

     Lembrando que Bento Mossurunga foi um renomado músico de sua época (Maestro Bento Mussurunga). Compos muitas músicas, inclusive a do Hino do Paraná, cuja letra é de outro autor. E em relação à Fanfarra do Colégio Bento Mossurunga, vale destacar que a Professora Odete Mossurunga participava firme e forte na coordenação da fanfarra nos desfiles na Avenida Paraná em Umuarama. Raça total.
 Pena que não tenho fotos disso tudo, mas espero que alguém tenha e poste a foto aqui no nosso Umuarama Memória. Quem tocou numa fanfarra guarda grata recordação desse tempo e mesmo a infinidade de gente que ficou nas calçadas vendo as fanfarras passarem, não deixam por menos. Guardam esses momentos com ternura na memória e no coração.