Total de visualizações de página

Translate

Google+ Followers

sábado, 28 de abril de 2012

MARINGÁ - 40ª EXPOINGÁ - FEIRA AGROPEC.


     Confira a programação da edição 2012, retirada do site da 
SRM Sociedade Rural de Maringá - Maringá - Paraná


Confira a programação de shows:

10 de maio (quinta-feira) – GUSTTAVO LIMA;
11 de maio (sexta-feira) - FERNANDO E SOROCABA;
12 de maio (sábado) – LUAN SANTANA;
13 de maio (domingo) - JORGE E MATHEUS);
14 DE MAIO (segunda-feira) – ALMIR SATER;
15 DE MAIO (terça-feira) – ANJOS DE RESGATE;
16 DE MAIO (quarta-feira) – VICTOR E MATHEUS e KETHELLEN E SANTIAGO;
17, 18, 19 e 20 Rodeios.

sábado, 14 de abril de 2012

NO TEMPO DA BRIGA DA SOJA TRANSGÊNICA (pr)

foto do blog do Sarico

Recebi pelo Face uma notícia sobre a questão dos agrotóxicos e me lembrei do episódio que vivi há algum tempo:
Esta mensagem me fez lembrar do tempo da briga do Requião com o caso dos transgênicos. No bojo da discussão, fizeram um mega evento em Ponta Grossa capitaneado pela Emater e eu fui lá com uma delegação de Maringá. Umas 2.000 pessoas, inclusive pesquisadores da Fiocruz e tudo o mais. Muito dez. E no saguão do local de eventos tinha um cartaz muito bem bolado com um pé de soja estilizado num vaso e numa folha duas lagartas conversavam. Sabiam que no vaso estava o símbolo T de transgenia. Uma perguntou: Vamos triscar a folha? A outra disse: Melhor não. Por precaução, vamos esperar os humanos comerem. Se não der zica, aí é nois na massa...

VISITANDO NEW YORK!

     Hoje, dia 14 de abril, entrei na Internet, procurei o site da empresa que tem os ônibus que fazem o city tour na cidade de NY e enviei para eles o texto abaixo:    (não custa dar a dica)

Eu estive em família visitando NY e fizemos o passeio nos ônibus panorâmicos.   O passeio só não foi mais interessante, porque o guia só fala em inglês e sabemos que muitos turistas não entendem o idioma inglês.   Uma solução simples seria vocês terem a opção do turista que não entende o inglês contar com um sistema de audio com uma gravação explicando com vários idiomas à escolha do turista, cada ponto visitado.  Assim é feito no Palácio de Versalhes na França, de forma muito eficiente e de baixo custo.    Era só colocar números em cada local visitado e ao chegar no local indicado no número, o turista acionava o gravador e ouvia no idioma escolhido a explicação.  Simples, barato e muito simpático e acolhedor.    Pretendo voltar um dia (estou estudando inglês inclusive) e quem sabe poderia ouvir a gravação do roteiro do ônibus no city tour em meu próprio idioma ou ao menos em espanhol.  Abraços a todos.
                                       orlando_lisboa@terra.com.br
                     

sexta-feira, 13 de abril de 2012

PASSANDO ÉRICO VERÍSSIMO A LIMPO

     Eu tenho um amigo que é uma verdadeira figura e faz tempo que ele é meu amigo e que é uma figura.   Ele é um comerciante conceituado e muito bem humorado chamado Renato Antonio Fontana.   Comerciante em Umuarama-PR, lider classista dos produtores rurais e tudo o mais.   Um dia, na brincadeira, disse que o comércio dá para ir tocando a vida, que dando para ir a cada dois anos para o Velho Mundo como tem feito, já está de bom tamanho.   
     Pois uma vez, numa das prosas muito bem humoradas com o dito cujo e ele me contou essa:   Eu sou sobrinho do Érico Veríssimo e fraquentei a casa dele na minha juventude lá em Porto Alegre.    E me lembro como se fosse hoje, quando ele me pediu para datilografar (passar a limpo) o livro dele - O Solo da Clarineta - para levar à editora.     "Dizque" meu amigo foi datilografando cada página que estava manuscrita e a cada página de terminava, fazia uma bolinha do "rascunho" e jogava na lixeira e quando a lixeira ia ficando meio cheia, lascava o calcanhar na mesma para acomodar o "lixo".     Uma relíquia foi pro "ralo" numa dessas.     E ele que é bacharel em Direito ri da arte que fez e lamenta a relíquia que se perdeu.   Ainda bem que O Solo da Clarineta está disponível no mercado para quem gosta de boa literatura.    Por sinal, andei lendo uns dois livros dele e alguns do Luis Fernando Veríssimo que também é fera no ramo.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

UM CONTO MEU - MUNDO CÃO

                                        Aquele sofrido nordestino morava com sua família numa das incontáveis grotas existentes na pobre e populosa Mauá, cidade de periferia da Grande São Paulo.  O nordestino por lá passa a ser genericamente “baiano”, independente do seu estado de origem.
     O homem era baixinho, bem moreno, cabelo sempre comprido, pele castigada pelo sol no lombo, de tanto andar a pé, porque ônibus é só para quem tem alguns trocados para se dar a esse luxo.
     A casa onde morava no fundo de uma grota foi construída em madeira, por ele mesmo, nas horas de folga do pesado trabalho braçal na estrada de ferro, como contratado para serviços gerais.      A casa era pequena para acomoda-lo, juntamente com a mulher e uma “renca”de filhos, todos pequenos.   O casebre destoava das moradias adjacentes, todas modestas, porém construídas em alvenaria, quase sempre à base de mão de obra familiar, em mutirão nos finais de semana.     O aperto geral gera solidariedade no ser humano.
     Um dia o baianinho, como que por milagre, conseguiu umas reservas e comprou um pouco de tijolos.    Logo se pôs – feito pedreiro – a construir uma casinha de alvenaria.    O mais curioso é que foi levantando as paredes envolvendo a casinha de madeira, sempre morando na mesma, até porque não tinha outro local para morar enquanto levantava a casinha nova.
     O sonho dele se materializou numa casa acabada, sem reboco nas paredes.   Paredes rústicas, portas de madeira reciclada e um telhado em cima e pronto.    Acabamento, praticamente nenhum.    Mesmo assim ele pode se sentir um vitorioso, pois tinha um teto razoável para sua família.
     Nosso amigo era uma pessoa tranqüila quando estava sã, mas quando tomava umas gororobas, ficava agitado.    De vez em quando, alterado por uma cachacinha a mais no  fim da tarde, depois do trabalho, dava uns berros com a esposa e sobrava bronca para a filharada que se esparramava pelo quintal.   O quintal era uma rampa, cheia de bananeiras, que terminava no córrego logo abaixo.   
     Certo dia, um vizinho viu que o pega na casa do baianinho foi um pouco mais dramático, pois se ouviram berros, choros da criançada e o ganir desesperado da cachorrinha de estimação, tudo ao mesmo tempo.   E se viu gente descer ladeira abaixo rolando, por entre bananeiras, quase até chegar no córrego da divisa do quintal.
     Passados alguns dias, o vizinho que desfrutava da amizade do pobre baianinho, quando ele estava na versão sem cachaça, tocou no assunto do fuá ocorrido dias atrás.
     O baianinho, cheio de razão, explicou tudinho:
     Acabara de chegar em casa cansado do batente e estava num de seus dias de bem com a família, apesar de ter tomado algumas pelo caminho.  Mas não demorou muito e a cachorra – aquela de estimação – resolveu, num gesto infeliz, dar uma mordida numa das crianças.   Como diria o mineiro:   Foi a conta...
     Criança berrando, mãe descabelando e o baianinho ficou cego de raiva e caiu de dente na cachorrinha.   Caíram e rolaram ambos ladeira abaixo, ele mordendo a cachorra, para ela tomar como exemplo, ao seu modo.   
     - Coisa feia!  Onde se viu morder as crianças!!!   É coisa que se faça?!!
     Depois de explicado o acontecido, ele confidencia ao amigo:
     - Eu estimo demais aquela cachorrinha danada. Como estimo!   Sou franco em dizer que estimo mais ela do que a minha mulher.   É isso mesmo!
     E justificou:
     - Veja se não estou certo:   Quando me pego com a velha lá em casa, ela fica carregada de ódio e passa um tempão que nem olha pra minha cara, quanto menos falar comigo.   É cada um no seu canto.    Já a cachorrinha, não!    Depois de uma chuva de pancada que eu dou nela, ou até umas dentadas como daquela vez, não demora um minuto e eu chamo a danada, estalando o dedo e ela vem toda feliz, abanando o rabo, fazendo festa.    A gente pega amor...


                            Autor – Orlando Lisboa de Almeida
      
                            orlando_lisboa@terra.com.br