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domingo, 19 de dezembro de 2010

O SABIÁ, O BEN-TE-VI, O CHUPIM E A PRAÇA DE MARINGÁ


                                                   
                                       (foto do www.google.com.br/images)

   Sou cliente da Banca do Gaucho que fica na praça "da Pernambucana" como chamam, apesar que a praça tem o nome de Napoleão Moreira que foi um político do passado de Maringá.   Aliás, Maringá  é uma cidade tão jovem e dinâmica que ainda não deu a devida importância à sua própria história.  A praça então não tem placas com o nome nas esquinas e ninguém sabe o nome.   
     Aqui quando alguém sugere o tombamento de um prédio histórico, vem as autoridades com um trator enorme e colocam o prédio no chão.   Pronto!   Tá tombado.    Tomara que essa maré passe e que passemos a cuidar melhor do nosso patrimônio cultural.  
    Voltemos à Banca do Gaucho.   Eu que passo em frente à banca todo dia e já sou amigo do Sr.Mateus que cuida dela, dias atrás estava atravessando a Avenida Duque de Caixas e ele me chamou para ver uma cena interessante.     Um sabiá, que vive por ali e tem criado filhotes, descobriu que bem em frente à banca, num boeiro cheio de folhas secas, etc.se criaram muitas minhocas.    E o sabiá, que gosta de minhocas, achou um jeito de ciscar ali e se fartar de alimento da hora.   Se fartar e levar para seu ninho que fica por perto.    Eu vi o sabiá em ação naquele lugar tão movimentado.
     O Sr.Mateus disse que já presenciou várias vezes o ben-te-vi que faz ninho no coqueiro do canteiro central em frente à banca, ficar de olho e quando o sabiá achava uma minhoca no boeiro, o tal espertinho dava um vôo rasante e lá se ia com a minhoca alheia.    Restava ao sabiá ciscar outra.   
     O boeiro sem manutenção, cheio de folhas e matéria orgânica, só não tem minhoca sempre, porque os taxistas desavisados, lavam o carro com uns produtos químicos e as minhocas saem em desespero para o asfalto, conforme disse o Sr.Mateus.      Depois a natureza dá um jeitinho e logo elas ressurgem em quantidade, para o sustento do sabiá e para a esperteza do ben-te-vi.
     O Sr.Mateus, que deve ter um pé na roça, observador da Natureza que é, disse que já viu em frente à sua banca, um sabiá tratando de uns filhotes de chupim.    O chupim é um pássaro preto do tamanho do sabiá e que costuma fazer uma sacanagem das grandes com outros pássaros, inclusive com o tico-tico.     Quando o chupim acha um ninho de outras aves, ele bebe os ovos e coloca os seus nesse ninho e a dona do ninho, coitada, choca com seu jeito e coração de mãe e como não tem preconceito de cor, sendo ave parda como o sabiá e mesmo o tico-tico, não estranha e cria o guloso filhote de chupim que é visto batendo as asas de bico aberto, atazanando a vida da mãe adotiva, sempre pedindo mais e mais comida...
     Daí que se diz que alguém que vive nas costas dos outros é um verdadeiro chupim...
     Pois segundo o Sr.Mateus, tem também chupim por aqui pela praça, inclusive.

sábado, 11 de dezembro de 2010

EM BELO HORIZONTE, OBRAS DE OSCAR NIEMEYER I




    Foto:   Poliana Lisboa


     Obras do arquiteto Oscar Niemeyer - Igreja de São Francisco de Assis - margem do Lago da Pampulha

     Eu não conhecia BH mas sempre que se fala naquela capital, um dos pontos de destaque é a Lagoa da Pampulha e ao ir visitar aquela capital, coloquei a Pampulha no roteiro.   No entorno do lago cujo perímetro tem ao redor de 15 km, bem cuidado e urbanizado, há bairros com ótimas casas de frente para a Lagoa.    O destaque fica por conta das várias obras do arquiteto Niemeyer como a Casa de Baile, o Museu da Pampulha, a Igreja de São Francisco de Assis e o Iate Clube.
     Diga-se de passagem, BH tem alguma preocupação em dar um certo apoio logístico aos turistas e um desses aparatos é um bem montado quiosque hexagonal com tijolos à vista nos pilares e paredes de vidro e cobertura em telhas cerâmicas.   Lá dentro, pessoas para dar informações turísticas e guias impressos para distribuição aos interessados.     Como nos vidros não ficava claro o lugar da porta, sugeri que se coloquem tarjas próprias nos vidros para evitar que as pessoas se confundam ao tentar entrar no quiosque.    Afinal, cada vez mais haverá gente da melhor idade passeando e todo o cuidado ajuda.     
    Voltando à Igreja de São Francisco.    Feita na década de 40 pelo renomado arquiteto que é comunista com um desenho super inovador, demorou para receber a benção da Igreja Católica.   Só depois de ao redor de duas décadas, passou a ser incorporada ao aparato da Diocese local.
     A igreja é pequena, foi restaurada recentemente, não tem os bancos internos e funciona atualmente mais como um pequeno museu pois o prédio em si é uma obra de arte de raro valor.    No fundo do local do altar, um mural enorme de Cândido Portinari, numa representação de São Francisco retirando as vestes num ato de rompimento com os bens materiais para viver na pobreza e fraternidade.   Só que a obra não pode ser fotografada   (falo do mural dentro da igreja).     Tem nas laterais internas pinturas em cerâmica em tom de azul como nas cerâmicas portuguesas, cenas com São Francisco e pássaros num nível e peixes mais abaixo.
     Ir na Pampulha é um convite para uma caminhada longa ao longo de sua margem e paradas obrigatórias para ver as obras do mais que centenário Oscar Niemeyer.    Valeu a pena.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

DIRETO DAS MINAS GERAIS. BH E OURO PRETO

                                          Foto pela filha Poliana
   Minha filha vinha prestar um concurso aqui em BH neste domingo e como ela me convidou, resolvi aceitar a montamos a programação com o concurso dela no domingo e turismo na segunda, terça e retorno na quarta.   No fim de semana, já conseguimos fazer um pequeno tour por BH.    E hoje, segunda, fomos para Ouro Preto e mesmo sendo o dia de folga em que as igrejas históricas não abrem ao público, valeu a pena, pois ainda sobrou muita coisa para visitar.
     Ouro Preto, patrimônio da humanidade, declarado pela Unesco, é um museu a céu aberto.   Muitos casarões bem conservados.    Quando tiver uma folguinha e estiver menos cansado, vou abordar os detalhes da viagem, com fotos.   Achamos o local maravilhoso.    E haja pernas para subir ladeira, descer ladeira!!!!   

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

DR. LAIR RIBEIRO, A PALESTRA E O PRESENTE EM CORNELIO


                      Crédito da foto: www.panoramio.com/photo/472576

    Vida de bancário tem essa de às vezes a gente ter que juntar a família e mudar de cidade, o que não é meu forte.   Eu diria que é quase genético meu jeito de ancorar num lugar e procurar crescer por lá mesmo, apesar de saber que não passo mais dos 1,70 metros.   Um belo dia, estávamos morando em Cornélio Procópio, onde permanecemos por um ano.   Foi um período meio desajeitado, pelo fato de que eu trabalhava em Santo Antonio da Platina, distante 90 km.de Cornélio, mas fomos morar nesta última porque uma das filhas passou no teste para cursar o nível médio no CEFET Centro Federal de Educação Tecnológica, onde ela cursou um ano e fez um punhado de amigos que permaneceram.    E eu também tenho alguns amigos que fizemos por lá.    Um belo dia, fico sabendo que o Dr.Lair Ribeiro, médico de renome, especialista em Neurolinguística, com uma pá de livros publicados, ia dar uma palestra no clube da cidade.    Tratamos de reservar nossos ingressos com boa antecedência e no dia marcado, estávamos lá no clube lotado.    Na entrada do palestrante, houve um aparato de som e luz no palco para receber o ilustre palestrante.
     Eu, como de costume, anotei a síntese da fala dele e coloquei no word e guardo com carinho e muitas vezes repasso aos amigos.   Para mim, o ponto alto da fala dele que eu guardo mais se referia ao perdão.   Ele disse que o perdão, além de ser algo essencial dentro da fé cristã, é também uma questão de inteligência. Perdoar de fato é tirar um fardo dos ombros e assim viver liberto, mais leve e feliz.   
     Ao final da palestra, a comunidade tinha um presente, uma lembrança para o doutor Lair.     Quando fizeram a entrega, eu tive a idéia de dizer aos da família que estavam ali presentes:   dentro desse pacote, só pode ter uma pequena estatueta do Cristo, réplica da estátua do Cristo que reina soberana no local mais alto da cidade, para todo mundo ver.    Eis que o homem abre o presente e não deu outra.   Uma bela estatueta do Cristo.    Rimos com o acontecido e voltamos para casa com a certeza de que o ensinamento do dia foi muito bom para nós todos.  Valeu a pena e valeu muito.    Seria o caso até de pegar logo um livro dele para dar uma lida, que deve ter muita coisa boa.     








           

sábado, 6 de novembro de 2010

PITANGUEIRAS - PARANÁ - A CIDADE DIGITAL

                                                                   foto: ***

     Antes de conhecer a jovem e dinâmica Pitangueiras, estudei com um cidadão daquela cidade, que ficou meu amigo.   Estudávamos na FECEA de Apucarana PR onde eu morava com a família e meu amigo Paulo Sergio, já funcionário da Prefeitura de Pitangueiras, fazia o curso de Administração em Comércio Exterior comigo, após ter feito na mesma faculdade o curso de Administração Pública.
     Eu sempre me interessei em assuntos da administração pública, porque acho que o poder público tem que prestar o melhor de si para os cidadãos.     E sempre conversava com meu amigo Paulo Sergio, que já tinha bagagem teórica e prática sobre o assunto e imagino hoje quanto mais de conhecimento ele adquiriu no ramo, já tendo feito até MBA.
     O meu trabalho acabou me levando algumas poucas vezes até Pitangueiras que fica perto de Rolândia, de Astorga, de Arapongas e mesmo de Maringá.   Cidade pequena, pacata e tudo em seu lugar.    Na zona rural, ainda tem bastante lavoura de café, cultura que foi no passado a semente que fez germinar a povoação que veio a ser Pitangueiras.   Consta que o município tem a maior produtividade de café por unidade de área no estado do Paraná.     Isto traz prosperidade ao povo do município.
     Fiquei sabendo que a prefeitura de Pitangueiras há tempos resolveu implantar um projeto inovador em termos de Paraná e, podemos dizer, até de Brasil.   Foi implantado um sistema bancado pelo poder público municipal, pelo qual a cidade tem o sistema wire less e assim todos têm acesso a internet sem fio na zona urbana em cem por cento da cidade.    Virou a Cidade Digital e não deixou por menos, colocando na rede mundial o seu site oficial do município, com direito a muitas informações sobre a cidade, no interesse da população.    Algo para servir de exemplo.
     Entrei no site de Pitangueiras e vi em destaque o IDH do município – o Índice de Desenvolvimento Humano.   Muito bom sinal, porque quem divulga o IDH é porque está preocupado de fato com sua população.   Basta ver que pouca gente toca nesse assunto e até foge dele na administração pública.   Ponto a mais para Pitangueiras.
     Tenho notícias de que Pitangueiras também conquistou o status de município livre do analfabetismo, o que tem que ser saudado e comemorado.
     Atualmente há verbas federais e mesmo estaduais para uma porção de finalidades e cabe aos municípios saberem o que querem de melhor aos seus cidadãos e elaborarem bons projetos.     Bons projetos dizem por si e são um grande passo para se conquistar verbas, às vezes até a fundo perdido.     Pitangueiras é craque nisso (show de bola, como diz o Luciano Hulk).      Por tudo isso e muito mais, sou fã da pacata, jovem e progressista Pitangueiras.       www.orlandolisboa.blogspot.com                                *** foto importada do site de Pitangueiras-PR

sábado, 23 de outubro de 2010

FEBEAPÁ - DO PASSADO PARA O PRESENTE... E FUTURO!!!!



(foto do blog do Edson Lima, muito visitado por aqui)
     Numa certa década passada havia um espirituoso gaucho que vivia no Rio de Janeiro  no tempo que a Cidade Maravilhosa era capital federal.    O gaucho se chamava Sergio Porto, mas escrevia seus textos irreverentes nos jornais com o nome de Estanislaw Ponte Preta.     Um dia ele reuniu um monte de asneiras que via e ouvia no dia a dia que acabou escrevendo o livro FEBEAPÁ Festival de Besteiras que Assola o País.     O forte dos casos envolvia a política, mas tinha também para todos que pisavam na bola e mereciam uma crônica.   
     Alguém pode dizer que o personagem e seu livro são coisas do passado, mas sabemos que o Febeapá continua firme e forte pelos quatro ventos e, mais, no passado, no presente e acho que ainda vai longe...
     Vamos ao fato recente aqui de Maringá-PR.       Cidade nova, desenhada na prancheta, amplas ruas e avenidas com canteiro central, muito arborizadas e tudo o mais.     Temos uma frota de 1 veículo (entre carro e moto) para cada 1,8 habitante.   Isto já é relevante, mas o índice de acidentes por aqui tem sido muito mais elevado que em outras cidades menos planejadas que a nossa.     Nosso povo deixa a desejar em termos de educação no trânsito.   Com 345.000 habitantes (o censo está fresquinho) em outubro de 2010, já temos neste ano ao redor de 80 mortos no trânsito.     Grande parte dos tais, são motoqueiros.     Um deles, infelizmente rachou um poste dias atrás.  Nem precisa dizer que foi fatal.      Nosso vereador (nobre vereador) como eles tratam entre si, Luiz do Postinho requereu ao prefeito Silvio Barros que dado ao grande número de acidentes com moto na cidade, seja feito um recapeamento de proteção nos postes para proteger as vidas.       Saiu no jornal O Diário de Maringá lá pelo dia 13 de outubro de 2010.    Seria cômico se não fosse trágico.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

A HISTÓRIA MERECE MAIS ATENÇÃO

   Um belo dia, uma certa emissora de tv de penetração nacional andou veiculando uma campanha de valorização da história.    Uma atriz famosa dizia que o povo que não valoriza sua história é um povo sem futuro.  Que o conhecimento da história ajuda o povo a saber de onde veio, entender melhor os dias atuais e ter uma perspectiva melhor de futuro.    
     Eu sempre gostei de valorizar a cultura de modo geral e a história sempre esteve na pauta das minhas leituras, das minhas visitas a lugares de importância histórica e tudo o mais.     Ao ponto de recentemente eu ter encarado com entusiasmo uma Pós em História e Sociedade cem por cento presencial na nossa UEM.     Ao final da Pós fiz uma monografia sobre aspectos da história do município de Mandaguaçu-PR (vizinho de Maringá), com destaque para a atividade pioneira ligada à cafeicultura.      Dito isso para pintar o cenário de um fato singelo que me ocorreu nesta semana.      
     Eu fui ao médico numa consulta de rotina e, indo à pé, resolvi não levar nada para ler na sala de espera.  Para minha surpresa, não havia uma revista sequer na sala cheia de gente.     Como tinha que ser "paciente", resolvi dar uma escapadinha e fui à banca de jornal mais próxima.       Lá, pedi um jornal e - indignado - disse na banca que estava numa sala de espera com Zero de revista para ler.   A moça da banca me vendeu o jornal (do qual sou assinante, mas meu exemplar estava em casa) e resolveu dar de cortesia uma revista encalhada.     História Viva, abordando a Idade de Ouro das artes plásticas (1500-1520).      Revista fartamente ilustrada com obras de Michelangelo, Rafael e outros mais.      Acabei deixando o jornal do dia na sala de espera do médico e trazendo a revista para ler em casa.   Ler e guardar com carinho.   Obra rara.

sábado, 16 de outubro de 2010

O CHINÊS, O MOTOQUEIRO E O BURRO

Dibujo Sábio chinês pintado por ana
  
     Hoje, dia 16-10-10, estava como de costume dando uma lida no jornal O Diário que recebo como assinante.    Sempre é bom estar em dia com o que ocorre na cidade e por esse mundo afora.    Apesar que só o jornal não dá conta de informar tudo mas tem a famigerada TV, internet e o escambau.     E quando a internet dá pau eu penso no lado bom da coisa e pego um dos livros da minha estante e fico no conforto do sofá da sala lendo, que é meu hobby.      Por sinal estou lendo um catatau de mais de 600 páginas com a biografia da Clarice Lispector.    O autor coloca a escritora no contexto histórico do Brasil e muita coisa importante para entender melhor a nossa terra está lá no livro.
     Vamos voltar ao mote do chinês, o motoqueiro e o burro.      No jornal de ontem ou antes de ontem, havia a notícia de que na periferia da nossa querida Maringá, uma pessoa sem alma deixou um cavalo (burro era o dono, com perdão aos burros!) depauperado e doente, caído na rua sem nenhum atendimento.    Não conseguiram achar o dono e foi um lenga lenga até o poder público levar o animal e dar a solução da eutanásia, informando que era a única forma de remediar o caso.   Sobre isso uma leitora do jornal disse que segundo um pensador, quem não souber amar os menores dos seres vivos, não saberá amar o próximo.    Vamos agora ao motoqueiro:
     Nossa cidade tem uma frota de veículos bem grande e ao redor de um terço destes é representado pelas motos.    Só que os acidentes com motos por aqui são muito mais que proporcionais aos acidentes com automóveis.    Muitos jovens estão perdendo a vida no nosso trânsito.       Nota-se que não é só questão de habilitação, é questão de postura diante da vida.    Quem não ama a própria vida e fica “costurando” no trânsito, transgredindo todas as normas (que conhece, pois é “habilitado”), como poderá amar o próximo e respeitá-lo?       Muitos motoristas por aqui estão na mesma situação.  Conhecem as regras, mas ignoram as mesmas, inclusive dirigindo alcoolizados.
     Para fechar o tema, tem na página dois de O Diário de hoje uma brilhante matéria do psicólogo e professor Raymundo de Lima com o título de Estudo Tiririca.   Um belo artigo citando um professor da USP – Guo Qiang Hai – que diz da maravilha que é o Brasil, muito acolhedor e tudo o mais, mas...  ele que tem a esposa brasileira e filha brasileira, nota que por aqui não se valoriza alunos brilhantes, que são até discriminados por isso.      São chamados de cdf  (.. de ferro) e tudo o mais.     Diz que na China valorizam muito o estudo e alunos brilhantes e esforçados são reconhecidos por isso em particular e em público.  Pois bem.    O ensino encarado de forma séria por todos nós, poderia melhorar nosso caráter e teríamos um povo mais preparado para a vida, com valores que levassem as pessoas a viverem de forma mais equilibrada, com mais respeito a si, ao próximo e incluo de carona com o próximo, todo vivente que foi criado nesta terra.   Muito axé a todos!   
     

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

O QUE ME MOVE AO VOTAR

       

     Acho até que o voto poderia ser facultativo e votariam todos aqueles que acham que isso é importante e deixariam de votar aqueles que achavam que isso não é importante.   Mas a regra do jogo atual no Brasil é a obrigatoriedade do voto.    Mesmo que não fosse obrigatório, eu que gosto de acompanhar o que ocorre no meu mundinho e neste mundão afora, não me conceberia sem o gesto do voto, porque para mim faz parte de um contexto maior.
     Fazendo uma pequena abstração, a gente logo chega à conclusão de que não tem como eu fazer uma estrada só para mim, uma escola só para mim, um hospital, uma praça, uma linha de trem e por aí afora.   Pois bem.   Temos que viver socialmente e compartilhar muita coisa.     E essa muita coisa tem que ser feita de forma coletiva e administrada de forma coletiva.     Se não tem como todo mundo dar pitaco ao mesmo tempo, então o jeito é organizar o baile, criar normas e delegar (aqui mora o perigo!!) a alguns a responsabilidade de agir em nosso nome, fazendo a gestão do bem comum.
     Quando eu era criança meu pai já nos ensinava, a mim e meus seis irmãos, que sempre tínhamos que cuidar bem do que era nosso e melhor ainda o que não nos pertencia.     Pois bem.   Está aí uma regrinha que trago do século passado e que acho bastante razoável, apesar de singela.     Quem cuida do bem comum deveria cuidar de tudo com o zelo maior do que se estivesse cuidando dos próprios bens.
     Como, ao votar, tenho que escolher quem vai nos representar, procuro sempre escolher melhor possível, dentro dos meus critérios.     Sei que os critérios não são uma unanimidade, mas se buscamos o bem comum, há um rumo.        E sempre achei que as pessoas que mais precisam do governo, de uma forma mais direta, são as pessoas de menos posses.   Estas que precisam do posto de saúde, do SUS, do transporte coletivo para ir ao trabalho, da escola pública para os filhos.     E eu sempre acompanho a política e procuro escolher com o olhar de cristão e cidadão, tentando escolher aquelas pessoas que tem mais potencial de acudir essa camada da população que mais precisa do Estado, do governo.       Com meu emprego razoável, meu  bom plano de saúde, um certo conforto de classe média, seria egoísmo da minha parte escolher aquele ou aqueles que iriam trazer benefícios para mim.      
     Espero e torço muito para que as pessoas, ao votarem, se tiverem uma condição de vida mais tranquila, olhem um pouco mais de forma fraterna para aqueles que mais precisam de apoio do Estado.    Isto faz parte da cidadania.           (foto da urna retirada do site www.tse.jus.br)

terça-feira, 21 de setembro de 2010

PAZ NO TRÂNSITO E ALGO MAIS

       ***
     Eu, do alto da minha pequenez, há alguns anos tomei a decisão unilateral e cabal de mandar pro pau o tal do bom senso.    Depois de muito matutar, cheguei à conclusão que o dito cujo bom senso não existe.   O que é uma medida, um divisor de águas para mim, pode não ser para outras pessoas e vice versa.     Quem mora em condomínio, por exemplo, vive cada situação com a vizinhança que vem corroborar essa de que o bom senso já era.    Cachorro em apartamento, antes de revogar o bom senso, achava que quem tivesse, poderia tê-los de raças pequenas como pincher, basset (é assim que se grafa?), poodle e assim por diante.  Mas que nada!   A turma tem aquita, collie e por ai vai.   
     Agora, a gota d`água que bateu carimbo e reconheceu firma da minha revogação do bom senso:  Meu amigo Carlinhos representante comercial, que de diminutivo tem o nome de guerra e além de ser uma grande pessoa humana, é um cara muito, mas muito bem humorado.     E o tal frequenta uma paróquia perto do Ginásio do Chico Neto, em Maringá.    Pois na tal paróquia tem um quase amplo estacionamento para os fiéis entrarem com o carro ao lado da igreja ao irem à missa.    Um belo domingo, dia reservado ao Senhor, nosso amigo Carlinhos ia chegando na igreja e viu esta cena:   tinha uma fila básica na pista da direita da rua para entrar no estacionamento.  Eis que chega um cidadão com seu carrão, fora da fila e chegando no portão que só cabe um carro por vez, "embica" seu carro, travando tudo.  Nem ele conseguia entrar, nem os da fila.   E ficou ali acelerando, insistindo para entrar.   A pura gota d`água!
     Imaginar um cidadão destes no "corpo a corpo" do trânsito da cidade na hora do rush.   É um tanque de guerra blindado numa batalha.     Então notamos que não somos violentos só no trânsito.   Estamos ficando cada vez mais individualistas, mais olhando só o nosso umbigo e nos esquecendo logo do próximo, aquele que o Criador pediu que olhássemos com carinho para ele.   Mas nem tudo está perdido.
    Hoje em Maringá houve uma concorrida cerimônia ecumênica de casa cheia, envolvendo uma gama razoável de denominações religiosas, num evento para todos orarmos juntos pela Paz Mundial.    Melhor acender uma vela, que ficar maldizendo a escuridão.    Há luz no fim do túnel sim!!!  Tenhamos fé, que vale a pena.
***   (figura do site www.streetcustoms.com.br    pateta: um motorista maluco)

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

COMENTÁRIO DA LEITURA DO LIVRO DO MOACYR SCLIAR

      Um dos principais propósitos deste blog era colocar "na rua" um pouco das anotações que tenho feito das leituras ao longo do tempo.   Até fiz tempos atrás uma matéria com o título:  Destrinchando o Caderninho.  Uma referência aos cadernos de anotações que faço quando da leitura dos livros que leio, de fatos inusitados lidos, vistos ou vividos no cotidiano.  Diga-se de passagem, a vista vai ficando cansada com o tempo e o dia todo trabalhando no computador não deixa muita inspiração para ficar durante a noite clicando no micro de casa.   Voltando ao tema da pauta:
     Em agosto completei idade nova e década nova, aos sessenta, redondos.     Reunimos os velhos amigos para comemorar e alguns deles me deram livros.   Um dos tais tem por título:  Histórias que os Jornais Não Contam.    Obra de autoria do médico gaucho, que também é um escritor de vasta obra, fora artigos para jornais.    Eu não tinha até então lido nada dele em livro, mas em artigos de jornal, posso dizer que é um velho conhecido.     Pois não é que o gaucho "copiou" meu sistema de anotações nos famosos caderninhos, nos quais estão guardadas as pedras brutas, que podem ser lapidadas e virarem contos ou crônicas.    Faço isso como amador e ele faz isso com a maestria de um craque.     Ele fez neste livro em pauta uma série de umas sessenta crônicas breves, com média de três páginas cada, sempre partindo de uma breve notícia de jornal nacional e internacioal.    Há crônicas impagáveis.     Como a do casal norte americano, em tempo de crise, que resolve se separar e o custo é alto.   O mundo gira e adotam uma solução inusitada.    Para saber, tem que ir à fonte.      Antes de encerrar, vamos a um aperitivo do que ele diz sobre a obra de ficção...    
"....   literatura ficcional.  À mentira, dirá o leitor.   Bem, não é propriamente mentira, são histórias que esqueceram de acontecer.   O que o escritor faz é recuperá-las antes que se percam na imensa geléia geral  composta por nossos sonhos, nossas fantasias, nossas ilusões".        Acho que por esta pequena amostra, dá para entender o porque de eu ter gostado tanto da leitura.    
   

domingo, 22 de agosto de 2010

UMA MISTURA DE ALEGRIA E TRISTEZA

     Eu, como a maioria deste nosso povo brasileiro, sou um defensor da Natureza.   Agressão à natureza é agressão à vida.   Ultimamente temos visto pela TV, imagens das queimadas pelo Brasil afora.   E saber que em geral elas começam em pastagens dentro das fazendas e nas margens das estradas.    Sempre ou quase sempre tem a mão do homem na cena do crime e infelizmente quase sempre ele fica impune.    Para nós que cremos em Deus, nos resta o conforto do julgamento divino.  
     Eu sempre gostei de ler um bocado de cada coisa e os jornais têm espaço no meu dia-a-dia.   Assino um jornal da minha cidade e de vez em quando compro um exemplar da Folha de São Paulo para acompanhar o que anda ocorrendo num horizonte maior.    Eis que a manchete da Folha de 20-08-2010 era:  "CNJ cancela posse de terra que soma quase um Pará".      Lendo a matéria, constatei que o CNJ Conselho Nacional de Justiça, com base na lei vigente, conseguiu cancelar mais de 5.500 títulos de propriedade de enormes grileiros que tinham a posse ilegal de terras que são da União, do estado e de comunidades indígenas.   Os títulos irregulares encontrados num levantamento demorado e acurado, mostrou que os títulos fajutos equivaliam a mais 88% do território do Pará.   Assim, o Pará, no papel tinha quase dois andares e só faltava 12% para ter duas vezes o território titulado.       O CNJ deu 30 dias para os cartórios cancelarem os 5.500 títulos de propriedades (enormes) ilegais.    Conseguiu-se pela lei que o ônus de provar agora é de quem diz ter a posse, ou seja, agora é quem tem o papel da escritura lá, que tem que provar que ela foi adquirida legalmente.   Raros os que vão conseguir provar que são efetivamente donos.      
     A lei do País diz que terras do estado, para ser repassada a particulares, por lei de 1934 (até 1964)  no Pará, se fosse de área acima de 10.000 ha.tinha que ter aprovação do Senado.  Entre 1964 e 1988, o limite de área passou a ser de 3.000 ha. e a partir da Constituição de 1988, a partir de 1.500 ha. de terra da União, para ser repassada a particulares, tinha que ter autorização do Senado.       
     Então fica assim:   estou muito alegre porque o Estado, através do CNJ, teve a coragem de colocar os pingos nos "is" e fez valer a letra da lei que não é de hoje.   Nunca é tarde para reparar uma criminosa omissão política de quem tem a obrigação de fazer valer a lei, que é a autoridade que exerce o poder.   Ponto para o Governo Federal.
    Tristeza pelas décadas e décadas em que os grileiros tomaram posse de enormes áreas com papéis fajutos e, até protegidos pelo Estado, mataram gente simples que tiravam o sustento das terras que eram da União.   Morreram pequenos posseiros, ribeirinhos, índios, missionários, por omissão do Estado.    
     Esta decisão do CNJ é um marco na busca de resgatar a cidadania neste País tão carente de justiça.  

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

"LOCUTOR'' DE CARTOON II - Nosso Cartunista é dez!

                                                          foto:   blog-br.com  
  O cara é um artista e quando elabora uma de suas artes, parece um pouco como botar uma cria no mundo. A cria toma forma, adquire vida própria... é assim.      Voltando à minha teimosa recaída como "locutor" de cartoon, vou dedicar este capítulo (cuidado que pode haver outros!!! - quem avisa, amigo é) ao episódio do tomba-destomba, um fato inusitado de ocorreu na nossa Maringá.   Vamos pintar o cenário da coisa.    Nossa cidade foi colonizada pela Companhia Melhoramentos do Norte do Paraná (CMNP) que tinha sua sede ali na esquina da Av.Duque de Caxias com a Rua Joubert de Carvalho.   Um prédio simples, de alvenaria, que ocupava meio quarteirão.     Nem precisa dizer que ultimamente o terreno ali estava valendo ouro em pó.   A menos de uma década, a CMNP desativou seu escritório no local e havia o risco do terreno ser vendido e virar algum empreendimento comercial, levando a roldão um prédio de alto valor histórico.  Um marco da cidade.   
     Antes disso, a comunidade conseguiu sensibilizar a nossa Casa de Leis, que fez o tombamento do prédio, que passou a fazer parte do patrimônio histórico da cidade.     Mas algo deu um comichão nos vereadores e não se sabe por que cargas d`água, os vereadores votaram uma nova lei "destombando" o prédio que em seguida foi vendido a uma empresa.    Foi uma gritaria do povo, acusação de cá e de lá e o que se conseguiu foi manter ao menos uma boa parte do prédio em pé, ao menos.    Não se sabe até quando, mas o prédio está lá, servindo à Secretaria Municipal de Educação.    
     Isso tudo foi para pintar o cenário onde o cartunista me sai com esta:  (lembrando que quem olha para a arte vê um ângulo desta que pode ser diferente do olhar do artista e dos outros apreciadores da arte).
     O cartum:     Uns engenheiros, de capacete na cabeça, rolos de projetos nos braços, na sacada de um alto prédio da cidade, dando uma olhada lá de cima para a praça da Catedral.    Um diz:    Pensando bem, fazendo uma demolição ali naquela praça, dava bem para construir um  Shopping legal...  

terça-feira, 17 de agosto de 2010

"LOCUTOR" DE CARTOON - UMA HOMENAGEM AO LUKAS



     O cartoon é um tipo de arte que diz por si mesmo e é quase uma barbaridade comentar uma obra do gênero, mas eu vou cometer essa sacanagem, tudo por causa da admiração que tenho por essa forma de arte.    Quem tem o dom e a arte do desenho, do traço, com muita criatividade e algum trabalho, pode construir obras que mexem com o leitor.    Assino o jornal O Diário de Maringá e acho que a maioria dos leitores jamais deixa de dar uma olhadinha geral nas notícias e uma olhada caprichada, em particular, no cartoon do Lukas.   Ele pega as mazelas dos políticos e da sociedade em geral e, havendo um bom mote, sai com verdadeiras "tiradas" de artista que é.    Tirada é um termo de mineiro, mas cabe ao nosso caso.     Vamos então partir para comentar uma obra do Lukas em particular, quando morreu o querido Zé Claudio, então prefeito de Maringá.    O homem era uma pessoa de muito carisma e era admirado de forma supra partidária.    Caiu doente e depois de um certo período de enfermidade, veio a falecer para a tristeza geral do nosso povo.   Vejamos o que o Lukas fez:   
     Desenhou um planetinha pititico, tipo o planetinha do Saint Exuperry e colocou um popular solitário sentado no chão, cotovelo no joelho, transtornado pela morte do Zé Cláudio.     Acima, um céu estrelado e uma estrela maior, mais brilhante e faiscante novinha em folha anunciando que tinha gente nova no espaço celeste.    Estrela do partido, estrelas do céu, estrela de gente querida que morre e vira estrela.    O popular olha pra cima muito triste e vendo a estrela, derruba uma lágrima e diz, apontando o polegar para cima:    Valeu, Zé!     
     Assim eu decreto que passou a existir o desnecessário "locutor" de cartoon.    O bom mesmo é logo cedo abrir o jornal e ir olhar o que de mais sério costuma ter que é a arte do Lukas.   Grande Lukas!     
   (peço aqui uma licença pro Lukas e vou pro seu blog Casa do Noca para buscar um traço dele para ilustrar nossa bravata)

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

TEMPO DE ESTUDANTE - A MUDANÇA DO VISCONDÃO

      Começando pelo começo.   A cidade de Mauá-SP tem esse nome em homenagem ao Barão, que também foi Visconde de Mauá.   Na década de 60 havia um grupo escolar (até a quarta série do primeiro grau) na Rua General Osório com o nome de Visconde de Mauá e um colégio (até segundo grau) que ficava num prédio velho, térreo, de janelões tipo veneziana de madeira enormes.   Prédio branco e janelões azuis escuros.     Para diferenciar o ginásio do colégio do mesmo nome, o primeiro acabou ficando como Viscondinho e o segundo, Viscondão.    Eu fiz a quarta série no Viscondinho.   Depois fiz o exame de admissão (um verdadeiro vestibular) para entrar no ginásio, no Viscondão.     
    Nesse tempo o Viscondão, como disse, ficava na Av.Barão de Mauá, esquina com a General Osório, junto à famosa paineira que deve reinar até hoje lá no centro de Mauá.    Na  década de 60 a paineira já era velha.   Em 64, após um ano de cursinho preparatório para "Admissão" ao colégio (feito na escola do Sesi), passei no exame e iniciei o ginásio no Viscondão.     Nesse tempo estava já há algum tempo em construção um prédio novo para o Viscondão, lá na Rua Vitorino Della Antonia (acho que é esse o nome da rua), onde ele está até hoje.     O prédio era grande e por "falhas" da construtora, ganância demais, material de menos, o fato é que mais ou menos 1/4 da parte direita do prédio veio abaixo e matou um ou mais operários.    A obra ficou parada um tempão e depois fizeram uma solução de gênio:   cortaram a parte que caiu e aproveitaram o que sobrou...  E um dia a dita cuja obra ficou pronta e, talvez por causa da pendenga judicial, ficou lá o prédio pronto e nada de inaugurar.    Por volta de 1965, os estudantes e professores, com falta de  espaço no prédio velho, resolveram adotar uma solução radical.     Conseguimos caminhões com a prefeitura e fizemos nós mesmos a mudança.  Ocupamos o prédio novo e pronto!!!   Quero ver quem tira!!!   Foi assim que "inauguramos" o Viscondão.      Naquele tempo, ganhamos um prédio novo, porém mais retirado do centro e longe inclusive dos pontos de ônibus.   Ainda tinha muitas ruas sem calçamento em Mauá, mesmo na região central e quando chovia (e chovia e garoava muito) era muita lama.   Tempo hard aquele, mas dá saudade, afinal era nossa adolescência.     
     Bolamos na época até um logotipo para o viscondão que na verdade era um "clone" do emblema da Mitsubishi e até alguém notou isso, mas na época ficou por isso mesmo.     Os três losangos interligados, um acima e dois na base, vermelhos.   No primeiro tinha o CE Colégio Estadual e no da base esquerda, V de Visconde e no da direita o M de Mauá.  
     Um bocado de tempo depois veio a falecer uma Diretora com o nome de Terezinha Sartori e acabaram mudando o nome do Viscondão em homenagem a ela.    Com todo o respeito à homenageada, modestamente eu opinaria para manter o nome tão tradicional e pegar lá a Biblioteca do Colégio e solenemente dar o nome da diretora à mesma.    Mas o feito está feito e faz tempo.      Saudade da turma dos bons tempos do Viscondão.   

sábado, 7 de agosto de 2010

FILHA DE PEIXE É PEIXINHO - PAIS E FILHOS

FILHA DE PEIXE É PEIXINHO

Tudo a ver.   Eu, santista, a caçula corintiana; eu calmo, ela pavio curto; eu música de raiz e ela, rock.   Mas temos algo em comum se me lembro... ah sim!   Nós nos damos como pai e filha e eu adoro uma boa leitura e ela também.   Aí está!
    Leio romance, drama, comédia, peças de teatro, poesia e muito mais.   Ela, na leitura tem um gosto assim mais peculiar: muito mais, poesia, peças de teatro, comédia, drama e até romance. Eu rabisco uns contos como amador e ela fica na prosa na internet.   Além do mais, eu tenho um blog de cultura e lazer e ela tem um blog de lazer e cultura, para contrariar – coisa da juventude.  Por tudo isso nos damos ma-ra-vi-lho-sa-men-te bem. Em suma: Como eu adoro ler e ela é uma leitora adorável, fica assim: Filha de peixe é peixinho e fim de papo!

terça-feira, 27 de julho de 2010

ASSOMBRAÇÃO EXISTE. PERGUNTE PRO EDER!

     Como contista amador, arraia bem miúda no ramo, ao lembrar do meu amigo Gordo, acabei lembrando de outros episódios mais.   Vamos colocar o foco no episódio de Ortigueira, mais precisamente no sítio do Gordo que nem gordo é mais.    Pois nosso amigo tinha um sítio na montanhosa Ortigueira e amigos e familiares dele se reuniam de vez em quando no sítio para um fim de semana diferente, com menos TV e mais convivência.   Coisa boa, meu!    Num certo dia a turma baixou em peso no sítio para mais um fim de semana, depois de uma longa viagem de todos para chegarem ao sítio encravado lá pelo interior do município que tem cerâmicas, produção de mel e muito mais.    Tem muito gado por lá, já que o município é montanhoso e não dá para ficar andando de trator por aquelas terras.
     Voltando ao episódio do tal fim de semana em turma.    Como na casa do sítio não comportava a galera toda, tinha ficado acertado que levariam barracas e armariam no quintal.   Os mais jovens e a criançada dormiria nas barracas.    Para estes, foi um tremendo agito essa noite tão diferente.    Mas põe diferença na programação.   Pela vizinhança do sítio tinha uns moradores mais antigos, dados a contar causos de todos os tipos, com a especialidade em falar de causos de assombração.    Luz de lampião, uma fogueirinha no quintal, todos ali sentados ouvindo os causos de assombração.    Muitas crianças ainda não tinham ouvido causos desse tipo e estavam vidrados nos detalhes.   Maravilhados e assombrados, nem se mexiam no lugar.     Terminados os causos, a turminha já "pescando" de sono, abaixando o queixo, recebeu a ordem de recolher.   Era hora de apagar o lampião e cair no sono.     Mas aquelas assombrações...  sei lá, pensavam...
     Apagam-se as luzes do acampamento e da casa e se fez o silêncio total.    Não demorou muito e todos ouviram um bafafá de som, barulho de bater latas, cachorro latindo, barulho de alguém correndo para o acampamento.   Foi só criança e jovem que vazava da barraca por todo que era canto.  Um furor geral!!!   Nunca uma assombração era tão real e assustadora.     Pura sacanagem dos adultos da casa que resolveram pregar uma peça (põe peça nisso!!!) na criançada.   Pode uma coisa dessas?     Eder, dá para esquecer uma refrega dessas?

domingo, 25 de julho de 2010

O ENSINAMENTO PELO IPÊ AMARELO DA ESCOLA

foto de Carvalho Pinto

   Dias atrás passou na TV um programa dominical que falava da degradação ambiental na região do Cerrado Brasileiro e da Amazônia.    Mostrava lugares onde as florestas foram dizimadas até a beira dos rios, de forma predatória e irresponsável.   Nem precisa dizer do dano que tudo isso causa para toda a sociedade.      Na mesma reportagem mostrava uma Ong que estava incentivando os proprietários das fazendas a restaurar a vegetação ao menos nas margens dos rios e nascentes, o que já é um bom começo.  Protege os rios, a flora, a fauna e a vida de uma forma mais ampla.    
     Dentre muitas formas de recompor o que foi danificado, uma delas é vedar a área (cercar) e não mais cultivar a mesma e nem deixá-la para o gado pastar nas partes protegidas.   Pois a própria Natureza, com esforço e tempo, vai regenerando a mata ciliar e a vida silvestre vai povoando de novo o lugar, o que é um alento. 
     Então vamos voltar ao nosso pé de ipê amarelo, que faz parte desta prosa.
     Quando eu cheguei na ESALQ-USP em Piracicaba para fazer agronomia no ano de 1973, passei a percorrer o campus, que é de uma beleza sem par.   Muito verde, muitas árvores, arbustos, gramados e uns lagos, tudo muito bem cuidado.    Cada turma que se forma (e olha que já foram muitas, já que a escola é de 1901), costuma plantar uma "árvore da turma" no campus como lembrança.   A árvore recebe do lado uma plaquinha  apoiada numa estaca encravada no solo, identificando a árvore por seu nome popular, nome científico e pelo ano de plantio.
     Em frente ao chamado prédio principal da ESALQ, onde funciona a secretaria geral, há um pé de ipè amarelo adulto que no meu tempo tinha lá sua plaquinha indicando que foi plantado em 1920.    Para que se tenha uma idéia, em 1973 aquele pé de ipê então já tinha seus 53 anos de vida e pelo visual era ainda uma planta jovem, com o tronco na DAP (diâmetro na altura do peito) de uns 25 a 30 centímetros e uma altura não mais que uns dez metros.     Este ipê nos dava uma boa noção do tempo que uma planta pode precisar para dar o ar da graça na Natureza.      É certo que cada espécie tem seu tempo, mas fica um alerta para quem faz os desmatamentos:  colocar ao chão é bem rapidinho, mas recompor parte do que foi destruído pode ser algo moroso e oneroso.
     Um dia, lá pelos tempos de pré vestibular, num livro de Química do Setsuo e Feltre, estava lá a frase atribuida a Paracelso:  "Quem nada conhece, nada ama".     Quanto mais a gente conhece dos elementos da natureza e sua complexidade e beleza, sentimos mais amor pela Natureza e entendemos a necessidade de tirar dela nosso sustento de forma equilibrada, dentro dos princípios da sustentabilidade:  economicamente viável, socialmente justo e ambientalmente correto.      Posso afirmar com segurança como profissional do ramo que isso é perfeitamente possível e temos os meios para tal.   Precisamos ter vontade e colocar as mãos à obra.     Nossos descendentes agradecem.

domingo, 18 de julho de 2010

O SAMARITANO, OS MENINOS DA SÉ E OS QUILOMBOLAS

                                          Foto do site http://conexaoto.com.br

      Tudo a ver, senão vejamos..
     Nossa conversa começa com um tal Mestre que ensinava, pregava, explicava, tinha muitos seguidores (e tem!) e até hoje ainda é pouco compreendido.   Ele falava do amor ao próximo e muito mais.    Nesse contexto, aparece aquela famosa passagem do viajante que foi assaltado no caminho e que, além de perder seus bens, recebeu uma enorme surra e ficou caido.  Pessoas de bem passaram por ele e, apesar de poderem fazer algo, nada fizeram.  Depois veio um Samaritano, um estrangeiro e este teve piedade e acudiu o viajante ferido que tinha sido assaltado.   Sabemos que nisso há um desafio desde sempre para todos nós.   Ter piedade e ajudar o próximo. 
     No meio da nossa prosa, encontramos a rica metrópole chamada São Paulo, onde há muita riqueza e também um bocado de pobreza.    Injustiça social de longa data, com sua complexidade, que tem como uma de suas facetas mais cruéis, as crianças abandonadas que vivem perambulando pelas ruas e dormem ao relento.    O mais cruel de tudo isso é que as pessoas "de bem", ficam calejadas de ver essas cenas das crianças de rua maltrapilhas, pedindo, vendendo balas, dormindo na calçada, junto às portas das lojas, debaixo de marquises de prédios ou até no "ventinho" que sai pelas grades de aeração das estações de metrô.     No frio, o tal ventinho sai lá de baixo da estação, bem mais quente do que a temperatura ambiente e é melhor que nada.      A cena deixa as pessoas como que acostumadas e parece que a coisa sempre foi assim, é assim e fica assim...      Mas alguém um dia nos lembrou que devemos amar o próximo!!!!
     No fim da nossa prosa, vamos destacar um pouco do que ouvimos numa bela palestra com a Antropóloga Dra.Cleyde R.Amorin, proferida na UEM Univ.Estadual de Maringá-PR.  no dia 24-08-07, quando ela abordava os Quilombolas do estado do Tocantins, os Kalungas, povos que foram objeto de estudo de campo para tese da doutora pela USP.   Durante a fala dela, destacou uma série de detalhes do modo de vida daqueles povos remanescentes dos quilombos que vivem num lugar de difícil acesso no interior do estado de Tocantins.     Na sua vivência com aquele pessoal, acabou participando de uma visita que um grupo de jovens quilombolas fez à cidade de Goiânia, capital de Goiás.      Os jovens ficaram incomodados com algumas coisas da cidade grande.  Uma delas, foi o barulho dos carros nas ruas, que não deixaram eles dormirem muito bem.   Outra coisa, foi ver aqueles prédios de apartamentos, com um monte de gente morando "em cima dos outros".    Tudo isso era muito fora dos seus paradigmas.    Mas o que mais os deixou chocados, foi quando viram umas crianças maltrapilhas andando de cá para lá, de lá para cá, pelas ruas.    Logo perguntaram ao guia da excursão:   - Onde estão os pais dessas crianças?!     Ficaram de boca aberta de saber que aquelas crianças estavam por ali abandonadas.     Crianças abandonadas não faziam parte do mundo dos quilombolas.     Se uma criança na comunidade ficava orfã, sempre tinha alguém para cuidar dela e não havia a figura da criança abandonada.   Pobre, sim.   Abandonada, não!
     Nós todos que conhecemos o modo de vida das cidades de hoje, temos muito a aprender  com o discurso do velho e bom Mestre dos mestres, aquele que anda meio esquecido.    E temos muito a aprender com comunidades "primitivas" que vivem encravadas em aldeias ou grotões deste imenso País.   

sábado, 17 de julho de 2010

UMA AMENIDADE, QUE NINGUÉM É DE FERRO!

     Tenho um amigo que é uma figura em especial.   Trabalha na área de vendas externas, viajando pelo Paraná afora.  Um craque em comunicação e sempre muito bem humorado.   Sempre tem piada nova e a própria dinâmica do trabalho também "cria" umas quase piadas.    Veja o caso em que ele foi protagonista e não se intimidou de contar pra gente.    (vou falar do milagre que é o que interessa, e vou preservar o santo!).    - Contei para um amigo aqui de Maringá, que o filho de um clientão meu do ramo de supermercado lá de Umuarama-PR tem um jipão com rodas especiais "deste" tamanho, mais de metro!  Pois o que ouviu essa, acho que depois de umas cervejas, logo duvidou e não arredou pé.   Não acredito, teria dito e "bidito" e "tridito".    - Ah, é?   Espere e vai ver - disse meu amigo viajante.   
    Na próxima ida a serviço em que ia passar por Umuarama, levou a tiracolo uma maquininha fotográfica a não achou trabalhoso ver o jipão e tirar várias fotos, inclusive com ele do lado para comprovar que não era foto tirada da internet.    Agora sim, tinha a faca e o queijo para esfregar a verdade na cara do petulante que ousou duvidar dele, numa dessas prosas de "filósofos de boteco", numa mesa de bar.
     Tudo bem.  Prova na mão e agora era encontrar o turrão e esfregar a foto na cara dele.   Só que houve aí um imprevisto.    Faz algum tempo que ocorreu a turra e eu não me lembro mais quem era o turrão...  e fiquei sem poder esfregar a foto na cara dele.
     No teatro da vida, com comuns mortais anônimos assim, sempre está acontecendo "cada uma que parece duas" com se dizia na minha Cerquilho - SP de um (bom!!) tempo atrás.

domingo, 11 de julho de 2010

TRÂNSITO VIOLENTO EM MARINGÁ


     Nossa cidade de Maringá é bem nova e, ao contrário da maioria das cidades brasileiras, foi planejada com o melhor da engenharia da época, pela década de 40.    Tanto a cidade é nova que muitos pioneiros que ajudaram a derrubar a mata para a construção da cidade ainda estão firmes e fortes circulando pela cidade e recebendo o respeito das novas gerações.  
     Temos amplas avenidas, com canteiro central e bem arborizadas e muito mais.    Atualmente com mais de trezentos mil habitantes e ao redor de duzentos mil veículos automotores, aí incluídos motos e carros, temos uma relação de habitantes por veículo de destaque.    Por outro lado, o que vemos no nosso dia-a-dia e nos noticiários do jornal com uma frequência enorme, é o número de acidentes na cidade.   Mais de cinquenta mortes em acidentes de trânsito neste semestre que recentemente terminou.    Eu assino o jornal O Diário de Maringá e não passam dois dias sem uma matéria ou carta à redação, tocando no assunto e lamentando perdas de vidas.
     Fala-se em conscientização das pessoas, mas o que se nota é que quem dirige conhece as leis de trânsito e sabe quais são as regras a seguir e os riscos a que expõe a si e aos outros, quando não segue as regras.  Excesso de velocidade é um dos problemas mais recorrentes.    
     Faz bem pouco tempo que, em visita a familiares na Flórida (USA), vi uma forma de disciplinar o trânsito que achei simples e interessante e que, acima de tudo, funciona.     Sem gastar um tostão a mais em relação ao aparato que nós temos por aqui, senão vejamos:     Por lá o trânsito é vigiado noite e dia por policiais que circulam com carros sem sirene e sem as características (e cores) de carros de polícia.    Se misturam ao trânsito e basta alguém dar um fora e eles agem e agem com firmeza, na forma da lei.      Acendem os faróis e ligam um sistema de luz interna no carro que passa a piscar, indicando que se trata da polícia e que o condutor infrator tem que parar.      Parar e esperar a ordem do guarda que costuma parar atrás e já puxa pela internet a ficha do carro (pela placa) e do motorista.    Quando aborda o motorista, já tem um perfil da pessoa, se é reincidente, se está com imposto em dia e por aí vai.    Infrator lá passa por uma dor de cabeça grande em muitos casos e comumente enfrentam a Corte.   Vão parar no tapetão e se ver com a justiça.   
     Então, o que nos falta para encarar um desafio destes?    Acho que a forma acima é uma forma bem rapidinha de "conscientizar" essa galera que pensa que carro é arma para sair matando os outros assim sem mais nem menos.   

segunda-feira, 5 de julho de 2010

DE TAXI EM NEW YORK - UMA BOA OPÇÃO


Na nossa visita a NY conseguimos destacar quatro dias, sendo que na quinta feira, primeiro dia, utilizamos a parte da manhã para ir ao aeroporto de Miami e tomar o voo para NY. Do Aeroporto JFK, tomamos trem-metrô (subway) até Manhattan, o coração de NY, que fica numa ilha. Do hotel, íamos ao centro num ônibus que passava por um túnel abaixo do leito do rio (ou mar..) e ao chegar à rodoviária na parte central, por meio de viaduto, chegava ao primeiro andar da rodoviária. O térreo desta é cheio de loginhas, guiches para compra de passagem em sistema de auto atendimento nas máquinas. Por lá há guichê com um I de informação, mas ao invés de uma pessoa para atender, é usual haver folhetos explicativos e mapas. Não mais. Muita gente circulando por todo lado com mapas nas mãos, principalmente no subway (metrô).
Perto do hotel onde ficamos, o ônibus passava perto de um enorme estacionamento - fora da ilha - onde muita gente de New Jersey, que trabalha em NY, vem de carro até o estacionamento e de lá, pega o ônibus para ir ao downtown (centro da cidade). Chegamos a fotografar uma tabela de preço para estacionamento de carro por meia hora em NY - 9,80 dolares mais 18,33% de impostos. Uns vinte reais por meia hora... Por isso, o negócio é ônibus ou subway ou... taxi amarelinho, que tem por todo canto.
Em geral são imigrantes que dirigem os taxis.
Fizemos os passeios e no começo usamos um pouco o ônibus panorâmico para o qual tínhamos um ticket válido por dois dias. Mas o ônibus não tinha nenhum compromisso com agilidade e sim, com o o roteiro e mostrar a cidade aos turistas, com direito a um guia ao microfone explicando tudo... em inglês, claro. Claro para quem entende o idioma, que não é bem o meu caso, mas eu chego lá. Já estou no terceiro mês do curso e um dia... Na minha terra, por brincadeira, os amigos dizem que estou na fase do "the book on the table"...
O tempo foi passando e tínhamos mais lugar para visitar do que tempo e logo, logo percebemos que o negócio era apelar para os taxis amarelos. Teve dia que fizemos três ou quatro corridas de taxi em quatro passageiros e achamos que valeu muito a pena pela agilidade e custo relativamente baixo. As corridas giraram em 8 a 14 dolares. Ganhamos um bocado de tempo com isso e seria até uma dica de quem está por lá. Não é à toa que quase a metade da frota de carros que roda no centro é constituída de taxis.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

UM RESUMO DO QUE VIMOS EM NOVA IORQUE



Ao chegar de volta da viagem, minha internet resolveu sair em férias. Felizmente restabeleci o contato com o mundo virtual, pelo qual faço contato com pessoas de carne e osso que acessam o blog. Nos vinte e um dias de passeio pelos USA, visitamos Orlando (só vimos o parque da Disney) por dois dias, Miami por um dia e NY por quatro dias. Em NY compramos antecipadamente um pacote para subir no edifício Empire State que após a queda das Torres Gêmeas, é o ponto mais alto da cidade, andar dois dias no ônibus de dois andares com vista panorâmica para o city tour, fazendo o roteiro da cidade e o passeio de barco até a Estátua da Liberdade.
Visitamos o Central Park, que é enorme e muito lindo. Nele tem uma arte em cerâmica no chão da calçada, em homenagem ao J.Lennon, que morava bem ali do lado do Central Park. Visitamos o museu Metropolitan de NY (onde estava por um tempo em exposição uma infinidade de telas de Picasso). Fizemos o passeio de barco até a Estátua da Liberdade. Andamos pela famosa Times Square, onde ficam várias casas de espetáculo e muita gente por ali, esperando para comprar ingressos antecipados, tirar fotos e tudo o mais.
Andamos pela Quinta Avenida e arredores. Visitamos a Catedral de Saint Patrick, que é muito bonita e majestosa.
Visitamos o local onde havia as Torres Gêmeas e onde está em construção o prédio-monumento em homenagem aos que morreram no atentado. Visitamos Wall Street e tiramos foto junto ao monumento em bronze que representa o touro, símbolo de sorte em termos financeiros por lá. Tiramos fotos e vamos conferir a sorte. Estar lá, já acho uma sorte até!
Andamos um trecho a pé e caminhamos até uma das pontes que liga NY a N Jersey. A ponte é espetacular, de ferro e enorme, com aqueles cabos de aço de suporte. Aparece em muitos filmes.
Passamos no Hard Rock Café e compramos até umas lembrancinhas de lá, que ninguém é de ferro.
Andamos nos taxis amarelinhos de lá. Há deles por todo lado, já que no centro fica difícil entrar de carro, pois os estacionamentos são raros e muito caros. Transporte por lá é de metrô, principalmente.
Voltemos ao assunto mais tarde. Abraço aos leitores.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

VISITANDO A DISNEY... EM QUALQUER IDADE


Da cidade onde estamos hospedados, a cidade de Orlando, onde ficam os Parques da Disney, a distancia eh de aproximadamente 220 milhas que corresponde a aproximadamente 360 km. de estradas boas com pedagio barato. Fomos de carro num dia bem cedo, no sabado, para ficar na Disney ateh a noite para poder ver inclusive o desfile dos personagens na noite, o Castelo iluminado com cores variadas e a queima de fogos.
Depois de tudo isso, caminhando pelo Parque das 10.30 ateh 22.30 horas, saimos de la para o Hotel, passando antes por um restaurante para o jantar meio tarde. Num dia como esse, todo gas eh pouco!!! Mas vale a pena.
No domingo, levantamos meio quebrados de cansados, mas tivemos a coragem de fazer um city tour em Orlando, afinal a cidade leva o meu nome e eh famosa. Estacionamos o carro na Avenida International e saimos caminhar, ver lojas, tirar fotos. O que de mais exotico vimos lah, foi o predio que eh feito como um predio invertido e torto, como se fosse caido sobre um outro predio baixo. Janelas invertidas, calcada invertida, coqueiros e jardim invertidos. Gente tirando foto direto.
No dia que fomos na Disney, casualmente havia um enorme grupo gay, numa excursao organizada, todos com camiseta vermelha e alguns jah com o chapeuzinho do Mickey na cabeca. Quebraram a rotina dos turistas.
Nos andamos em todos os brinquedos possiveis, visitamos os teatros onde os personagens se apresentam, visitamos a Casa da Minie, onde tiramos fotos com ela e o Mickey. Em frente ao Castelo, ha uma pracinha onde de manha ha um desfile de abertura com os personagens e no fim da noite ha outro desfile de encerramento do dia, com os carros alegoricos muito iluminados. Tudo muito bonito. Valeu a pena o passeio.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

PRIMEIRAS IMPRESSOES DOS USA


Antes do mais, estou teclando num computador que nao esta configurado para a acentuacao grafica em portugues. Entao, acento fica para outra ocasiao. Chegamos aqui no domingo passado, dia 30-05-10 em visita a parentes e para um passeio em ferias, por uns 20 dias. Nosso ponto de visita fica na cidade de Coconut Creek, que fica no sul da Florida, regiao praiana. Por aqui estah iniciando o calor e ja passa dos 25 graus na sombra. Por volta de agosto aqui devera estar quente pacas. A cidade aqui eh muito plana por ficar na planicie litoranea. Muitos lagos por aqui. Estradas de alta qualidade, bem sinalizadas e munida de pedagios. Alguem tem que pagar a conta. Aqui a placa Pare na cidade quer dizer pare mesmo!!! Se um pedestre ameaca atravessar as ruas no bairro, o carro que vem para.
Carros da policia geralmente estao identificados com o letreiro indicando Xeriff. Tem policia com frequencia pelas ruas.
Muita gente por aqui mora em condominios com muita grama, muitas arvores, coqueiros mil, tudo muito bem cuidado. E por aqui tem muitos lagos entre os condominios, com direito a peixes, aves aquaticas e muito sossego. Um bom lugar para passar ferias na casa do parente. Azar do parente!!!
Nos condominios, os carros ficam estacionados geralmente em frente aas casas dos moradores. Nao ha problema de seguranca.
Por hoje, ficaremos por aqui. Estamos programando dois passeios nos proximos fins de semana, um para a Disney e outro para NY, que fica ha tres horas de voo daqui do sul. Abracos a todos.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

MUNDO CÃO NA CLASSE MÉDIA - DEU NA TV


Neste mundão de Deus acontece cada uma que se ouvirmos um desavisado contando, fica duro de acreditar. Mas de vez em quando um caso inusitado vai parar na TV e no caso, estou falando da Globo. No dia 02-05-01 saiu uma notícia curiosa no Jornal Hoje. A justiça tinha dado uma sentença contra um jovem que mantinha um cão feroz em seu apartamento em Belo Horizonte. O cão era de uma raça norte americana com fama de ser feroz tipo Pit Bull ou mais, se é que pode haver mais.
Na sentença, o juiz determinava que o rapaz arranjasse outro lugar para seu cão, que não fosse no apartamento, pois os vizinhos estavam em polvorosa e já fazia tempo. Conversas amigáveis não tinham dado resultado e o pessoal foi buscar na justiça os direitos. Multa diária pesada ao infrator, se não cumprisse a decisão da justiça.
A reportagem foi conferir o fato e conversar com o dono do cão e seus vizinhos em polvorosa.
Eis que o rapaz deu sua justificativa. O cão, que veio dos USA, apesar da raça ser feroz, era um animal dócil. Só tinha um detalhe. Obedecia o dono, desde que os comandos fossem em Inglês. Simples assim, uai!

Foto do site: i68.photobucket.com/.../550_1064926.jpg

segunda-feira, 10 de maio de 2010

DESTRINCHANDO O CADERNINHO CULTURAL

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Às pessoas do meu convívio, prosa que sou, costumo dizer que gosto da cultura de modo geral e da leitura em particular. Tanto que da leitura resolvi com o tempo dar uns pitacos rabiscando uns textos aqui e outros acolá, de vez em quando. A partir de julho de 1994, resolvi fazer umas anotações sobre os livros que eu lia, destacando com as minhas palavras, aquilo que mais me chamou a atenção na obra. Para tanto, a cada livro que leio, tenho na mão uma lapiseira e papel pautado para anotação. Ao fim da leitura, faço meus apontamentos no caderno específico para isso, sendo que já estou no sexto caderno de 96 folhas capa dura, que são do tamanho de um livro pois se fosse no tamanho de caderno universitário, ficaria meio desproporcional no meio dos livros. Livros que estão devidamente catalogados dentro do padrão de biblioteca. São mais de novecentos livros e se não forem catalogados, quando precisamos de um dos tais, ficaria difícil achar a agulha no palheiro. Dá um pouco de trabalho, mas hobby não é trabalho e não aborrece.
Abrindo o tal caderninho, está lá no volume V, páginas 10 a 12, os comentários do livro As Mentiras que os Homens Contam, de Luis Fernando Veríssimo - Editora Objetiva - RJ - 2001, 166 páginas. Li a obra em fevereiro de 2005.
O autor é um cara pra cima, como se diz no popular. Escreve divinamente bem e seus textos são sempre geniais e bem humorados. Contos curtos, em geral de um par de páginas mais ou menos. Os textos são engraçados, mas no fundo, sempre revelam detalhes do comportamento humano, dos tais macaquinhos no sótão das pessoas, como diria mestre Ziraldo.
Um dos contos do livro, denominado "A Aliança" é uma dessas pérolas da literatura. O protagonista casado, meio paquerador, está sob suspeita perante a esposa que está de olho. Um dia, ao vir do trabalho, fura o pneu do carro numa rua super movimentada da metrópole. Ele tira a aliança para evitar sujar ou amassar na troca do pneu e algo acontece com a aliança. Tudo se desenrola de forma inusitada na sequência dos fatos até chegar em casa e encarar a barra. É ler para crer.
Em "A Mentira", velhos amigos que não se encontravam a tempos, um dia se falam ao telefone e um deles tenta marcar um jantar entre si e esposas. O outro, não querendo cumprir a programação, resolve dar a desculpa de que está doente. O amigo, preocupado, resolve então ali no telefone, que irá visitar o amigo doente em casa. Sucessivas mentiras são contadas para encobrir as anteriores e entra na parada médico, hospital, coisa e tal. Tentou enrolar o amigo e ficou mais enrolado que cordão de franciscano.
Para encurtar a prosa, tem o conto "Brincadeira". O cara resolve ligar para o amigo e usar uma estratégia arrasadora: diz - estou sabendo de tudo... O outro (quem não tem alguma culpinha em cartório) fica em polvorosa. Isto tudo, sem o provocador estar sabendo de nada. Era invenção o seu "sabendo de tudo..." mas deixou o amigo a mil graus de temperatura. Daquelas de derreter as caspas.
Ler é muito bom, inclusive para manter o humor e muito mais. Recomendo.
*** Foto acima destacada de www.fotolivro.com.br