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sexta-feira, 23 de abril de 2010

PORQUE MUITOS NÚMEROS CONTÉM "DÍGITOS"


Não vou repetir que sou 5.9 e que já era bancário (estou no terceiro do ramo em 38 no ofício) no ano de 1968. Lá pelo ano 70 começaram a pintar os computadores a serviço dos bancos. Veja que eu disse "a serviço" dos bancos, porque no início eram equipamentos caros, enormes, que precisavam de ar condicionado a 19 graus (como nos locais frios de origem no hemisfério norte) e eram fracos de memória.
Os bancos criaram Centros de Processamentos de Dados e nesses centros ficavam os computadores que "falavam" um idioma muito diferente do nosso. Havia a linguagem da máquina, com programas com nomes esquisitos (Foltran?, Cobol,.... grego!). O banco em que eu trabalhava, nas agências continuavam imperando as máquinas de datilografia e as calculadoras, incluindo a curiosa Facit, com a alavanquinha "de dar corda" para calcular. Era uma maquininha cem por cento mecânica, movida a energia humana, mas era resistente que só.
Nesses primeiros tempos, o banco em que eu trabalhava, não sendo grande, pagava uma empresa terceirizada, especializada em computadores. Os documentos gerados no movimento do dia, seguiam no fim do expediente por malote direto ao Centro de Processamento de Dados (CPD) da terceirizada que lançava tudo e no outro dia vinham as listagens atualizadas.
Vamos ao assunto da pauta: Convivemos de longa data com números como 128496-7, sendo o sete chamado de DV dígito verificador. Este "digito verificador" nasceu pela necessidade de evitar que alguém invente um número (por exemplo, de uma conta de crédito) e passe o tal número para frente. Quando o DV foi criado, este foi programado para ser o resultado de um cálculo que o computador faz com cada número que tem dígito, para ver se todos os algarismos do mesmo estão corretos. Se errarmos um dos algarismos, nesse cálculo dá um dígito diferente do DV programado e o computador acusa: O número está incorreto. Então vemos que o sistema foi programado para dar segurança às pessoas em suas transações comerciais.
Quando se trata de lidar com valores, toda segurança é pouca.
Foto do site www.ibiubi.com.br

domingo, 18 de abril de 2010

EXERCER A CIDADANIA É PEDREIRA... MAS VALE A PENA!


Eu sempre me interessei pelo bem comum por uma série de razões e uma delas é até de ordem religiosa. Se somos filhos de Deus, temos que nos preocupar com o próximo. E num País tão rico como o nosso onde infelizmente há uma desigualdade social quase sem igual no mundo... Há muito a ser feito. Um exemplo típico, para ficar só num exemplo, tiro pelo dia-a-dia da nossa TV. Em nossa cidade há um Plano de Saúde que anuncia que seus clientes, em caso de necessidade, contam com um avião exclusivo para atendimento de determinadas emergências. Logo aqui que é um centro médico (Maringá-PR) de alto nível.
Quem vê isso na TV sabe que, por outro lado, tem o povo da periferia, de pouco poder aquisitivo, que tem que se arder nas filas do SUS, com atendimento em macas, nos corredores dos hospitais abarrotados. Com isso, como fica o direito à vida, que é uma essência do Direito e até do bom senso? Ora, o direito à vida, expresso na nossa Constituição - nossa Carta Magna - fica meio letra morta diante da injustiça social que faz com que uns tenham atendimento vip e até avião para urgência e outros fiquem esperando meses para uma consulta especializada. A dor e o sofrimento tem que esperar. Será???!!!!
Por estas e muitas outras, que tenho militado desde sempre em Ongs de forma a tentar fazer a minha parte, por menor que seja. Como aquela alegoria do incêndio na floresta em que o beija- flor foi surpreendido voando até o lago, molhando as minúsculas asas e vindo abaná-las para a água cair sobre o fogo do incêndio. Alguém teria perguntado a ele se aquela tão pouca água apagaria o incêndio e ouviu como resposta: Não sei se apagaria, mas estou fazendo a minha parte...
Quando a pessoa resolve se articular em algum tipo de Ong (lembrar que mesmo aquelas ligadas a igrejas, como os Vicentinos, também são Ongs), por mais que se busque atuar pelo bem comum, pode haver conflito com interesses de grupos econômicos, grupos políticos e "otras cositas más". Com tantos anos na batalha, tantas horas dedicadas ao bem comum, reuniões, trabalhos em grupos e por aí vai, que criei até uma máxima sobre tudo isso: Poucos lutam por ideais (inclusive de ajudar o próximo) e muitos lutam por interesses. E não custa lembrar que a luta por ideais em geral é uma luta sem recursos (dinheiro, meios materiais), mas a luta por interesses em geral tem o rolo compressor do dinheiro farto e do poder.
Para fechar o tema de hoje, vamos usar aqui uma frase emprestada de Fernando Pessoa que se referia às Grandes Navegações de Portugal: "Tudo vale a pena quando a alma não é pequena". orlando_lisboa@terra.com.br

quinta-feira, 15 de abril de 2010

ENCONTRO CASUAL COM UM GLOBAL



Na família, temos uma cabeleireira. Há um mito de que em Salão de Beleza rola muita prosa e quem sabe? Pode até ser. Pois aAlinhar à esquerda cabeleireira de casa, que participa de uma equipe num Salão, ouviu essa de uma cliente cujo santo não vem ao caso, restando dizer do milagre.
A cliente tinha ido para Cuiabá-MT com a família a passeio, visitar parentes. Distância enorme, viagem de avião ida e volta. Quando ela se preparava para a viagem de volta, estava caprichando na maquiagem e uma parente, notando o zelo, disse: Veja se para sair de viagem precisa caprichar tanto na maquiagem desse jeito!
Ué! Eu capricho mesmo... vai que eu saia por aí e encontro o Antonio Fagundes. É bom estar bem maquiada, não acha?
Nossa personagem chega no aeroporto cheio de gente e dali a pouco o maridão da nossa viajante cutuca ela com o cotovelo e diz: Olha só quem está ali no meio da multidão! Sim, era ele, o Antonio Fagundes em carne e osso para a surpresa do casal e a muvuca geral. Isto prova em em estatística não existe chance de 100% e nem chance nula. Sempre a chance é maior que zero.... até de ganhar na mega sena. E de encontrar o Fagundes assim do nada...

quinta-feira, 8 de abril de 2010

NO TEMPO DE PAULA NEY


Quando eu morava em Mauá-SP e estudava no colégio, já gostava de uma boa leitura e nesse tempo livro era menos acessível do que hoje em dia. Tínhamos na cidade uma única biblioteca do "Seo Dito", com uns poucos milhares de livros meio antigos que circulavam entre os "sócios" que tinham carteirinha e frequentavam a biblioteca. Nada de biblioteca pública e gratuita. Pois quem não tem cão, caça com gato. Andei lendo um punhado de livros lá da biblioteca que me parece que se chamava Grêmio Cultural Monteiro Lobato.
Um livro em especial me chamou a atenção pelo protagonista que era uma peça rara. O personagem existiu e residiu no Rio de Janeiro no tempo da Rua do Ouvidor e dos escritores famosos que por lá circulavam pelos cafés do local. O personagem que deu nome ao livro "No tempo de Paula Ney" tinha como nome completo Francisco de Paula Ney. Era um nordestino bastante irreverente e culto que frequentava os Cafés onde se concentravam os escritores em particular e artistas em geral. Paula Ney veio do Pernambuco para o Rio de Janeiro com a missão de fazer faculdade. Pela mãe, ele deveria fazer medicina porque ela achava que a profissão era o máximo. Para o pai, melhor que estudasse Direito, que dava também muito status e poderia abrir as portas para uma carreira política ao filho. Mas o Paula Ney acabou entrando no curso de Medicina, só que na maior parte do tempo fazia política estudantil e os jornaizinhos abordando temas da vida de estudante. De lá, acabou indo parar na redação dos jornais do Rio, onde escreveu muito e era respeitado como intelectual. O curioso é que era da roda dos escritores, sem nunca ter publicado um livro sequer.
Consta que o Paula Ney era muito espirituoso e fazia muito trocadilho no improviso. Alguns dos seus trocadilhos acabaram ficando conhecidos porque foram anotados em guardanapo de bar por seus colegas e amigos. Muitas das suas peripécias acabaram resultando no livro acima citado que traz como protagonista o escritor que não deixou livro escrito.
Paula Ney, pelo que consta no livro onde é personagem, apesar da vida meio boêmia, um dia se casou e teve um filho. Mas o destino quis que o filho um dia caísse doente e os médicos não conseguiram reverter o quadro. O menino veio a falecer, o que causou enorme transtorno ao pai, que teve uma recaida e abandonou a vida de casado e voltou à boemia. Para agravar tudo, ainda, com os conhecimentos esparsos de medicina, descobriu que teria havido erro médico no atendimento ao seu filho. Amargura, boemia e ia tocando a vida.
Uma das suas tiradas famosas veio um dia quando um amigo lhe perguntou como ele se virava quando ficava doente. Ele respondeu sem pestanejar.
Ora! Quando eu fico doente eu vou ao médico e pago a consulta, porque o médico precisa viver. Com a receita, passo no boticário e compro o remédio, porque o boticário precisa viver e quando chego em casa, jogo o remédio pela janela, porque eu também preciso viver...
Este era o Paula Ney, por esta e muitas outras. Bom que alguém botou episódios da sua vida para que nós pudéssemos conhecer um pouco mais da época e das pessoas do lugar.

sábado, 3 de abril de 2010

Arthur Moreira Lima - fera internacional do Piano em Maringá

Aprecio a cultura em suas variadas formas e sempre ouvia referência ao famoso pianista brasileiro, Arthur Moreira Lima. Eis que na comemoração do Dia do Trabalhador de 2005, dentro da programação "Piano na Estrada", o renomado músico se apresentou aqui em Maringá na praça ao lado da Catedral, apinhada de expectadores. Com certeza, um espetáculo raro de se ver por aqui e nós fomos conferir a apresentação que foi muito linda. Sobre a obra dele nem dá para fazer comentário, até porque hoje em dia está tudo na internet.
O que vou destacar é uma "tirada" em estilo mineiro que o músico improvisou para comentar o fato de que, em meio à apresentação, o som começou a dar alguns problemas. Ele teve que interromper o show ao vivo para o reparo no som. Carioca que é, fez do limão do som ruim uma limonada, dizendo com bom humor: - Vamos ter que interromper um pouco o nosso concerto para os técnicos fazerem o conserto do som. E assim foi feito. Depois que o som ficou melhor, o show continuou e o espetáculo agradou todo mundo que teve uma oportunidade rara de ver e ouvir ao vivo um espetáculo de nível internacional ao ar livre, pertinho de casa. Valeu a pena.