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sábado, 27 de junho de 2015

CRONIQUINHAS DE NAVIRAI-MS DOS ANOS 70 - I

CRONIQUINHAS DE NAVIRAI-MS DOS ANOS 70 - I
Autor: Eng.Agrônomo Orlando Lisboa Almeida
Episódio - O Motorista Habilidoso
Entre 1977 e 1979 eu atuava como assessor técnico na área de Crédito Rural no Banco Mercantil de São Paulo. A minha sede era Umuarama-PR e a Agência de Navirai-MS estava na minha área de atuação. Naquele tempo eram 147 km de estrada de chão com duas balsas para ir de uma cidade a outra. Outros tempos. 
Cortava as estradas por lá com um Fusca 1300 a gasolina, que era o que tinha para a época. Só em 80 comprei um fusca a álcool, duro de pegar de manhã no inverno. Ia via Icaraima-PR e pegava uma balsa no Porto Tigre e andava um tiquinho e já tinha a outra balsa do Porto Caiuá.
A estrada entre a segunda balsa no sentido Umuarama-Navirai até a cidade era até larga e reta e não sendo embaulada, quando chovia, acumulava água e por isso tinha sido "empedrada" com pedras de fundo de rio. São pedras pequenas, arredondadas e lisas como sabão. Qualquer dançadinha no volante, a estabilidade do carro ficava precária.
Um belo dia, eu ia fazendo o trecho e numa das sete pontes "secas" do trecho de várzea, lá pelos lados da fazenda Vaca Branca, rumo a Navirai, eu vi que tinha um carro caido da ponte e fiquei matutando como poderia um cabra errar a ponte.
Chegando em Navirai eu perguntei e logo alguém me deu a explicação.
O fulano aqui da cidade comprou um carrão novo em Umuarama e foi com um companheiro buscar o carrão e assim traria o novo e o parceiro traria o carro usado. E assim se fez e pé na estrada. No trecho, ambos ficavam meio tirando racha, um fazendo poeira e outro comendo poeira e vice versa. Até que...
Até que numa das sete pontes, estrada larga e ponte estreita, o novo na frente brecou para reduzir a marcha e o de trás, apesar da poeira, acelerou naquela - aliviou o pé, então eu passo... e não passou. Foi parar debaixo da ponte. Pois é.
Comentando isso pode ser até que a gente um dia descubra quem foram os pilotos dessa proeza.

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