VIAGEM DE TURISMO PARA O AMAZONAS (18 A 25-02-26)
Nosso neto Ravi quando ia fazer aniversário de seis anos, pediu que queria ao invés de uma festinha, conhecer a Amazonia. Daí que colocamos a meta de alcançar essa realização em família, já que poucos dos nossos conhecia Manaus-AM. Fomos quando ele completou oito anos.
Eu conhecia a parte urbana de Belém do Pará até então, quando atuava como Conselheiro do CREA PR e fomos para um Congresso Nacional da Engenharia naquele estado da região Amazônica. Fomos a trabalho e deu para ver pouca coisa da área urbana como o Porto, o Mercado do Ver o Peso, as duas igrejas principais que se envolvem no Sírio de Nazaré e atrai multidões. Conheci também um antigo forte ao lado do rio e pouco mais.
Nesta ocasião o passeio devidamente assistido por empresas de turismo daqui de Curitiba e de Manaus, foi em fevereiro passado.
Foi um passeio para ficar na história da família pois só duas não puderam ir por conta de mudança no local de trabalho e moradia.
Eu e a esposa fomos dos primeiros a chegar e dos últimos a voltar, já que nossa agenda era mais flexível por estarmos aposentados.
Chegamos em Manaus numa quarta feira pela hora do almoço e ficamos hospedados num hotel muito perto do famoso Teatro Amazonas. Fizemos uma visita guiada que dura ao redor de cinquenta minutos. Valeu muito, pois para apreciar cada detalhe, tendo um guia local do próprio Teatro, fica tudo mais esclarecido.
Ficamos sabendo que ainda durante nossa estadia na região, haveria um concerto de violonistas regidos por um maestro local. Eram em torno de vinte músicos e duas cantoras. Compramos os ingressos e depois de vários passeios, fomos uma noite ao Concerto que foi bem legal e mesmo as crianças gostaram. Tipo começo as vinte horas e término vinte e uma e trinta.
Falar um pouco sobre o que vimos e ouvimos sobre o Teatro. A cor dele segue o padrão original de tom rosa clássico que estaria na moda na época do final do século XIX na Europa. Durante a ditadura militar dos anos 60/80, foi determinado que os prédios públicos fossem pintados de azul e assim passaram por cima da tradição e foi azul. Depois passada a ditadura, voltou a ter a cor rosa no estilo original.
O teto tem uma cúpula metálica semi circular que foi projetada e construída na Bélgica. Tem fotos de então, pois fizeram as partes, montaram no local para teste na fábrica, depois desmontaram, mandaram de navio e em seguida foi aplicada sobre o teto do Teatro Amazonas.
Há algo como uma dúzia de candelabros de cristal de Murano, da tradicional região de fabrico desse tipo de cristal. Tudo muito lindo.
O teatro comporta setecentas pessoas e consta que na época da inauguração, no auge do ciclo da borracha, Manaus tinha não mais do que quarenta mil habitantes. Tempos dos barões da borracha.
Durante a obra do teatro, houve uma paralização por uns cinco anos e a obra foi retomada e concluída quando o Governador era um militar negro, cujo nome está em destaque com justiça no Teatro.
Nos áureos tempos da riqueza da borracha, os barões locais se incomodavam com barulho de rodas de carroças puxadas por cavalos trotando em volta do local. Mandaram confeccionar blocos de borracha e pavimentaram com estes as ruas do entorno do teatro e assim acabou o barulho que atrapalhava as plateias. Vale o ditado: Com que pode, não se brinca.
Próximo capítulo – segundo dia de passeio
Encontro das águas dos rios Negro e Solimões formando o Rio Amazonas junto a Manaus. Além desse passeio de barco, algumas atrações que ficam para o próximo capítulo. (não percam! Kkkk)

Na minha linha de tempo no Facebook, publiquei esse mesmo texto com algumas fotos.
ResponderExcluirOs textos seguintes serão publicados aqui durante esta semana. Serão seis ao todo. Grato pelas leituras.
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