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sexta-feira, 20 de maio de 2011

MAUÁ - SP NO TEMPO DO VEREADOR SANVIDOTI


                             (foto do site www.ferias.tour.br)

     O tempo passa muito rápido e já faz um punhadinho de décadas que eu estudava no Colégio Viscondão e no trecho, no centro de Mauá, perto da estação do trem, tinha o Bar ABC onde a moçada se reunia principalmente na sexta feira depois da aula para jogar conversa fora e curtir as amizades.    
     Muito pertinho do Bar ABC ficava no primeiro andar a Câmara de vereadores de Mauá, que já foi num passado distante pertencente à comarca de Santo André.
     Não muito diferente dos outros municípios de ontem e de hoje, os vereadores em particular e os políticos em geral deixam a desejar e tudo por culpa dos eleitores que merecem as figuras que os representam no poder.
     São tantas barbaridades que acabam gerando um folclore político e depois a gente nem consegue separar o que foi fato ou boato.    Dizem que numa reunião acalorada na Câmara de Mauá do tempo do Sanvidoti mais ou menos,  os ânimos estavam tão acirrados que um deles, num lampejo de luz nas idéias teria pedido a atenção de todos, pois tinha uma solução magistral para o problema:   - Olha gente, não adianta esquentar a cabeça não.   Vamos devolver Mauá para Santo André e pedir desculpas pelo estrago.

     Outra vez  os vereadores perceberam que  na Avenida Barão de Mauá, há uns 100 metros da estação, onde a avenida faz uma curva para a direita, há uma micro pracinha com uma calçada circular de uns cinco metros quadrados.  Pelo menos havia.     E  nessa pracinha havia um pequeno obelisco de pedra.  Eis que os vereadores tiveram a idéia, dois de uma vez, de fazer uma obra pública naquela pracinha.  Um entrou com requerimento para a prefeitura colocar o busto do Barão de Mauá na pracinha,  numa homenagem àquele ilustre do passado que dá nome à cidade.   O outro vereador não deixou por menos, só que tentou ser mais prático.   Como o povo anda muito apressado por ali, indo e vindo de trem, a idéia foi de colocar um relógio na pracinha para que todos pudessem desfrutar da hora certa.  
     Na discussão na Câmara, um terceiro vereador teria dito:    Os dois nobres colegas tem que chegar a um acordo, se colocam o relógio no pulso ou no bolso do Barão de Mauá, pois o Barão e o relógio não cabem na praça...

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