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domingo, 18 de julho de 2010

O SAMARITANO, OS MENINOS DA SÉ E OS QUILOMBOLAS

                                          Foto do site http://conexaoto.com.br

      Tudo a ver, senão vejamos..
     Nossa conversa começa com um tal Mestre que ensinava, pregava, explicava, tinha muitos seguidores (e tem!) e até hoje ainda é pouco compreendido.   Ele falava do amor ao próximo e muito mais.    Nesse contexto, aparece aquela famosa passagem do viajante que foi assaltado no caminho e que, além de perder seus bens, recebeu uma enorme surra e ficou caido.  Pessoas de bem passaram por ele e, apesar de poderem fazer algo, nada fizeram.  Depois veio um Samaritano, um estrangeiro e este teve piedade e acudiu o viajante ferido que tinha sido assaltado.   Sabemos que nisso há um desafio desde sempre para todos nós.   Ter piedade e ajudar o próximo. 
     No meio da nossa prosa, encontramos a rica metrópole chamada São Paulo, onde há muita riqueza e também um bocado de pobreza.    Injustiça social de longa data, com sua complexidade, que tem como uma de suas facetas mais cruéis, as crianças abandonadas que vivem perambulando pelas ruas e dormem ao relento.    O mais cruel de tudo isso é que as pessoas "de bem", ficam calejadas de ver essas cenas das crianças de rua maltrapilhas, pedindo, vendendo balas, dormindo na calçada, junto às portas das lojas, debaixo de marquises de prédios ou até no "ventinho" que sai pelas grades de aeração das estações de metrô.     No frio, o tal ventinho sai lá de baixo da estação, bem mais quente do que a temperatura ambiente e é melhor que nada.      A cena deixa as pessoas como que acostumadas e parece que a coisa sempre foi assim, é assim e fica assim...      Mas alguém um dia nos lembrou que devemos amar o próximo!!!!
     No fim da nossa prosa, vamos destacar um pouco do que ouvimos numa bela palestra com a Antropóloga Dra.Cleyde R.Amorin, proferida na UEM Univ.Estadual de Maringá-PR.  no dia 24-08-07, quando ela abordava os Quilombolas do estado do Tocantins, os Kalungas, povos que foram objeto de estudo de campo para tese da doutora pela USP.   Durante a fala dela, destacou uma série de detalhes do modo de vida daqueles povos remanescentes dos quilombos que vivem num lugar de difícil acesso no interior do estado de Tocantins.     Na sua vivência com aquele pessoal, acabou participando de uma visita que um grupo de jovens quilombolas fez à cidade de Goiânia, capital de Goiás.      Os jovens ficaram incomodados com algumas coisas da cidade grande.  Uma delas, foi o barulho dos carros nas ruas, que não deixaram eles dormirem muito bem.   Outra coisa, foi ver aqueles prédios de apartamentos, com um monte de gente morando "em cima dos outros".    Tudo isso era muito fora dos seus paradigmas.    Mas o que mais os deixou chocados, foi quando viram umas crianças maltrapilhas andando de cá para lá, de lá para cá, pelas ruas.    Logo perguntaram ao guia da excursão:   - Onde estão os pais dessas crianças?!     Ficaram de boca aberta de saber que aquelas crianças estavam por ali abandonadas.     Crianças abandonadas não faziam parte do mundo dos quilombolas.     Se uma criança na comunidade ficava orfã, sempre tinha alguém para cuidar dela e não havia a figura da criança abandonada.   Pobre, sim.   Abandonada, não!
     Nós todos que conhecemos o modo de vida das cidades de hoje, temos muito a aprender  com o discurso do velho e bom Mestre dos mestres, aquele que anda meio esquecido.    E temos muito a aprender com comunidades "primitivas" que vivem encravadas em aldeias ou grotões deste imenso País.   

3 comentários:

  1. Por conta disso estou na campanha do "salário máximo".

    :P

    Vamos lutando devagar.

    Cae

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  2. Olá Orlando, tudo bem?
    você passou seu blog pra mim,e eu pude estar entrando e conhecendo,e achei super interessante!
    está demais mesmo!

    até logo,

    Jamila, (BBB São Jorge do Ivai-PR)

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  3. pois eh neh pai.... foda
    o q fazer? dah uma angustia neh?
    bjs

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