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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

FIM DOS ANOS SETENTA - E O BANCÁRIO PAGOU O PATO


FIM DOS ANOS SETENTA - E O BANCÁRIO PAGOU O PATO
Por Eng.Agr. Orlando Lisboa Almeida
Umuarama-PR, ano 78 por aí. A moçada dava duro na semana e nos fins de semana era a balada com a receita e o sabor da época. Muito bancário pelo meio, futebol de salão, suiço, serenata para celebrar o fim de semana, com música ao vivo e toda galera cantando junto, afinal depois da segunda cerveja, toda voz é afinada e não tem gente inibida.
Num belo dia o futebol e a festa era em Pérola, num sítio. Jogar contra o time do Bradesco de lá, se bem que o jogo era só a desculpa. O que mandava era a festa e no sítio tinha inclusive uma pequena piscina abastecida por água corrente do córrego. Muitos dos colegas da festa moravam na República Carcará lá de Pérola, pertinho do centro e cercada com "balaustras" de madeira, muito comuns na época. Na volta da festa, os carros lotados voltando para a cidade para completar a festa lá na Carcará. No caminho voltando do sítio, uns da turma viram um pato (acho que viram dois, um real e um por efeito da cachaça). E para o carro, desce uma turminha, cerca de cá, cerca de lá e levam o pato, sem nem ver se o dono viu ou não. Nada relevante.
Na Carcará, todo mundo encharcado, uns partem para o banho meio coletivo e colocaram inclusive o pato debaixo do chuveiro, com direito a pinho sol e tudo o mais. Naquele dia até a cerca de balaustra da frente da Carcará veio abaixo no puro fogo amigo. Uma botinada e a cerca veio pro chão. O que a marvada não faz!
No outro dia, segundona braba, de sol e tudo o mais, e toda a moçada aplicada no trabalho, já que sem trabalho não tem salário e sem grana não tem festa. Meio do expediente do Bradesco de Pérola e entra um cidadão bufando, querendo falar com o Gerente, reclamar sobre o pato. Alguém teria que pagar o pato. Uma comoção geral na agência, mas quem seria pego pra Cristo, quem pagaria o pato? O do sítio disse assim. Olha, eu sei que uma parte da turminha que levou o pato é daqui da agência e não me recordo quem. Mas.... um é aquele japa ali... A casa do japa caiu. Foi bem assim.

Um comentário:

  1. Por incrível que pareça no ano de 78 eu estava prestando serviço ao Banco Bradesco da cidade de Pérola. Sou seu colega formado na ESALQ na turma de 75, Noedir Martins.Os residentes da República Carcará retiraram as minhas tralhas do hotel em que estava e a levaram para a república onde fiquei hospedado. O dono do sítio dessa tal piscina nos convidou para uma noitada na casa das tias, em uma cidade vizinha, com boca livre, tudo pago. Com o sol raiando peguei o carro e fui dormir, pois ele tinha contratado o conjunto musical da casa para animar a festa , na tal piscina, no outro dia. Ao acordar constatei que havia deixado meus sapatos na casa das tias onde voltei para pega-los, qual foi minha surpresa ao ser informado por elas que ele não havia pago a conta . Em fim, foi o par de sapato mais caro da minha vida.

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