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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

NO LADO DO SINO EU ASSINO

A cidade de Apucarana-PR onde residimos por seis anos, tem a catedral de Nossa Senhora de Lourdes como marco zero, bem na praça central da cidade. Uma bela catedral, com uma imagem da padroeira na parte frontal, no alto. Era mês de agosto e nós participávamos do Lions Club e nesse mês é comemorada a Semana do Excepcional. Aliás, nem sei se a expressão continua sendo esta para as pessoas com necessidades especiais, muitas atendidas pela dedicada APAE com amplo apoio da comunidade.
Nosso Clube, para angariar recursos para a APAE, fazia e acho que ainda faz (atualmente resido fora de Apucarana) um belo jantar que já é esperado pela sociedade local que prestigia em peso o evento. Cada ano nosso clube escolhia o tema de uma Nação e naquele ano, escolhemos um jantar árabe. Além do cardápio, os membros do clube que se habilitavam, ensaiavam por um bom período as danças típicas da Nação representada no jantar e na noite festiva, nosso pessoal que havia ensaiado, dançava com traje típico. Era algo que gerava uma enorme expectativa no pessoal do Lions local e nos nossos convidados para o jantar, afinal a gente fazia todo o esforço para agradar os convidados.
Para animar a dança, nosso clube conseguiu contratar um conjunto típico de dança árabe, aí incluidas umas bailarinas para a dança do ventre. Conjunto que viria de São Paulo, especialmente para o evento esperado.
Em agosto também se comemora o Dia do Soldado e na nossa Catedral, os soldados do BIM Batalhão de Infantaria Motorizada, colocaram uma estrutura de cordas para rappel, propiciando que alguns soldados fizessem demonstrações diárias de descida da catedral na base do rappel. Ajuntava gente que só, para ver aquela coisa inusitada. Num desses dias, eu estava escalado para ser o sicerone do conjunto de música árabe que viria tocar no nosso jantar dançante, que já estava hospedado no hotel e que poderia querer dar uma volta para conhecer a cidade. Fazer um city tour, uai! Quando chegamos na Catedral, o pessoal do conjunto já quis ver de mais perto aquela do rappel. Subimos por dentro da Catedral as escadarias todas para chegar no topo, onde fica o sino de bronze. De passagem, vi ali do lado do sino um caquinho de tijolo com o qual aluns raros turistas já tinham deixado suas iniciais discretamente no sino. Olhei para os lados, ninguém sacando, deixo lá minhas iniciais sorrateiramente e continuo a escalada. Ao olhar na janelinha lá em cima, de onde "partia" o rappel, só de olhar eu sentia um frio na sola dos pés e um vazio na barriga. Eu não nasci para altura!!!
Acontece que os do Conjunto de música árabe disseram que queriam descer de rappel. Queriam porque queriam. Sendo uns forasteiros, era natural que o milico mais graduado ali resolvesse fazer algumas perguntas para se certificar das condições deles para a descida. Eles usaram um argumento que deixou o milico convencido da capacidade do grupo de músicos.
- Nós somos do Líbano e viemos de lá faz pouco tempo e estávamos em combate, engajados, até pouco tempo atrás. Estamos preparados para a descida.
Dito isto, credenciados, desceram de rappel calmos e serenos. Quem sabe, sabe!!
Quanto ao Jantar árabe, foi um sucesso e a arrecadação foi das melhores e a APAE mais uma vez ficou grata. E nós do Lions, com a alegria do dever cumprido.

Um comentário:

  1. nossa, eles estavam no libano? eu soh sabia parte desta historia... achei q vc tinha subido na torre de curioso,e naum pq estava siceroniando o povo
    eu tb naum nasci pra altura... é mal de familia!

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