Total de visualizações de página

Translate

Google+ Followers

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

UM MISSIONÁRIO NA AMAZÔNIA - RIOS E RISCOS

   


           foto de www.ykatuxingu.org.br  

  Como já disse algumas vezes, tenho o hábito de fazer algumas anotações dos livros que tenho lido de julho de 1994 para cá.  Hobby não é trabalho e dá prazer.    Estou em Curitiba por uma temporada e terminei de ler ontem (30-1-13) o livro Os Grandes Filósofos, de autoria de James Garvey e Jeremy Stangroom, dos quais fiz um punhado de anotações.
    Terminada esta obra, li entre ontem e hoje (31-01-13) um livrinho pequeno no tamanho, mas ao meu ver, grande no conteúdo.  Trata-se de A MORINGA QUEBRADA, vivido e escrito pelo missionário católico austríaco Eurico Kreutler, depois Dom Eurico, Bispo de São Felix do Xingu-PA.   O livro é da editora Edições Rosário, de Curitiba-PR, 2ª edição de 1979, 120 páginas.

     Vamos ao pequeno apanhado que fiz praticamente depois de ler o livro todo.   Trata-se das "aventuras" (dentro do plano Missionário) cheias de riscos, incluindo naufrágios, do missionário austríaco percorrendo os rios da região do Xingu na Amazônia do Pará.   O tema é uma arriscada viagem pelos rios da região, numa missão em que tinham que percorrer num pequeno barco ao redor de 700 km de rios com corredeiras, paredões de pedras, cachoeiras cheias de pedras.    Tudo isso mais os riscos de malária (que ele pegou na viagem), insetos, animais peçonhentos e ataques de índios.
     Índios que, diga-se de passagem, revidam às ações de pessoas que comumente invadiram e invadem seus territórios, em busca de riqueza, espalhando a pobreza, a injustiça e doenças pela região.   Nesse contexto, para os índios da região, todo estranho é inimigo.    
     Uma constatação que está logo no prefácio do livro, captada pelo Dom Eurico:   Com toda a miséria e injustiça em que vive o povo nativo e ribeirinho  daquela vasta região Amazônica, o índice de suicídio por lá é muito baixo.   O povo se apega à fé e não perde a esperança, além de ser muito solidário.
     Finalizando, cito na íntegra, uma frase marcante que também está logo na parte inicial do livro:
     "São coisas tão diferentes das que vivenciamos em cada dia, nós que tanto esquecemos dos outros, tão perdidos andamos em nós mesmos e tão ignorantes das selvas deste imenso Brasil".
    Acho que isto já diz muito.   Ler o livro, vale a pena.

      orlando_lisboa@terra.com.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário