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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Paris e o Palácio de Versalhes - capítulo IX




O Palácio de Versalhes fica um pouco retirado da cidade de Paris. Fomos para lá de trem, numa viagem que suponho deva ter demorado uma meia hora. É uma obra enorme, de arquitetura interessante e cheia de história. Visitar o Palácio com suas incontáveis dependências e jardins é um esforço físico razoável. Visitamos o Palácio num dia em tempo integral. Me parece que no inverno, que o dia demora mais para clarear, abre por volta das 10 horas. Chegamos lá na abertura, pagamos os ingressos e vamos caminhar. Lá há um sistema de áudio com opção de alguns idiomas e a gente bota os fones no ouvido e a cada peça, com seu número, a gente digita no aparelhinho e escuta a descrição da peça ou objeto. Só que na prática, se a gente ficar ouvindo todos os detalhes, acaba não saindo de lá num dia todo. Então o macro é saber de cada dependência, o seu significado e olhar as pinturas, mobilias, etc. Por falar em mobílias, não há muitas no Palácio, porque depois do final meio trágico da monarquia o povo estava muito indignado com os monarcas depostos e acabou dispersando muitos móveis suntuosos que foram amealhados à custa do povo. Dá até para compreender uma situação dessas.
Um detalhe da Capela do palácio que é de altura maior que o conjunto do prédio e consta que seria para indicar que a importância de Deus seria maior que a dos monarcas... Não sei se avisaram os monarcas desse detalhe, pois um deles de denominava Rei Sol.
Nos incontáveis salões, muitas pinturas de artistas famosos, muitas esculturas, muitas peças em mármore, muita tapeçaria.
O Salão dos espelhos é muito amplo, com amplas janelas para os jardins do Palácio. Lugar para festas, bailes de gala e outras amenidades da corte.
Ao lado do Palácio, 100 ha. (cada ha equivale a 10.000 m2) de jardins com sua simetria no traçado. No inverno as plantas não estão tão belas e não há flores. Os jardins tem vários lagos artificiais com chafarizes e estatuetas de bronze espalhadas pelos mesmos. No comprimento, passam de um quilômetro. Há até um sistema de bondinho (puxado por veículo) para levar o pessoal pelos jardins e pelos palácios anexos, o Grande Trianon e o Pequeno Trianon que ficam na parte final dos jardins. Nesses jardins o que me marcou foi um enorme pé de cedro do Líbano, que reina majestoso no jardim que foi real. Como agrônomo, achei a árvore de uma majestade de merecer reverência!
O Palácio Grande Trianon é relativamente pequeno em relação ao Palácio principal de Versalhes, mas o interessante é que tem o mobiliário mais completo e isto o deixa mais atrativo. Não se deve deixar de visitá-lo. O Pequeno Trianon, logo ali do lado, palácio da rainha, também tem bastante mobília e é interessante por dar uma idéia de como vivia aquela "gentalha". Ao lado direito do P.Trianon, o pé de cedro do Líbano. Mais retirado um pouco, o "Chalé" da rainha estrangeira que tinha um refúgio com horta e tudo, um pouco retirado da badalação do Palácio. Andamos até as 17 horas para ver o máximo que pudemos, com uns 45 minutos para um lanche bem reforçado no almoço, nas dependências do próprio palácio principal de Versalhes.
Então fica assim: lá tudo é muito belo, mas haja energia para caminhar...

2 comentários:

  1. ir pra versalhes eh obrigatooooooooorio.... valeu kd cansaço da caminhada neh?
    gostei do lance q naum avisaram o rei sol sobre a igreja.... kakakakaka
    bjs

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  2. Oi Orlando...
    obrigado por acessar o blog da ECOA.

    Favoritei o seu lá... dê uma olhada!

    Muito bom seu blog. Parabéns... realmente vc manda muito bem com as palavras!

    Abraços,
    Marcelo

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